Eventos

4º Diálogos Agrojor debate como inteligência artificial, audiência e atenção estão transformando o jornalismo

O 4º Diálogos Agrojor, marcado para 7 de novembro, na FAAP, em São Paulo (SP), reúne jornalistas e especialistas para debater os desafios de uma profissão em transformação e os novos caminhos para o agrojornalismo. A programação aborda temas como inteligência artificial, construção de audiência, economia da atenção e networking, colocando na agenda o futuro da profissão em um cenário de mudanças aceleradas.   O Diálogos Agrojor nasceu em 2023 com a proposta de aproximar os profissionais do agrojornalismo de referências da imprensa que atuam em outras áreas da comunicação. O encontro promove a troca de experiências e amplia o contato dos participantes com práticas, tendências e discussões que fazem parte de diferentes segmentos do jornalismo, contribuindo para a reflexão sobre os caminhos da profissão e os desafios da comunicação.   Para este encontro estão convidadas cinco personalidades que se destacam em suas áreas de atuação. Entre eles, Cristina Tardáguila, Mara Luquet, Jaqueline Naujorks, Paula Miraglia e Elbio Valente. Na quarta edição do Diálogos serão quatro mesas de debates sobre dilemas jornalísticos atuais.  Na primeira mesa que acontece das 9h30 às 10h30, com moderação de Cassiano Ribeiro (Valor Econômico/ Globo Rural/ CBN), Cristina Tardáguila abordará o tema “O jornalista e a inteligência artificial – O que sobra na lida do trabalho quando a Inteligência Artificial faz quase tudo?”. Ela é fundadora da Agência Lupa e atualmente é pesquisadora sênior da Digital Democracy Intitute of the Americas (DIA), a partir de Washington (Estados Unidos).  Logo na sequência, entre 11h e 12h, Mara Luquet, fundadora e CEO do canal My News e Jaqueline Naujorks, jornalista e influenciadora, abordam o tema “A era do jornalista-marca – Esse profissional ainda depende de empresas ou precisa construir sua própria audiência?”. O assunto que será mediado por Denise Carvalho (Blue Chip).  A terceira mesa, das 12h às 13h, será composta por Paula Miraglia, Fundadora e CEO da Momentum Journalism & Tech e publisher da Gama Revista, e Elbio Valente, mentor, roteirista, criador de formatos e idealizador da newsletter Economia da Atenção, colocam em pauta “A Economia da Atenção – Ninguém lê, vê ou escuta? – Como disputar público em um mundo de estímulos”. Mesa que terá a moderação de Pedro Costa (Terraviva e Agro+).  A mesa de encerramento será “Conversas que não cabem no palco – Networking, conexões e as melhores prosas do jornalismo” e acontece como uma celebração regada a carnes, legumes, grãos, frutas, sucos e cafés, onde tudo começa nas pautas do jornalismo agro. Um almoço que serve como ponte para o encontro de colegas próximos e para o fortalecimento de novas relações.  “Esse estreitamento de relações já ocorre no nosso dia a dia, por meio de workshops e oficinas, que são sempre online. Mas encontrar os colegas ao vivo e com tempo para conversas é sempre muito enriquecedor”, afirma Vera Ondei, presidente da Rede Brasil de Jornalistas Agro.  O evento é promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor), com sede em São Paulo (SP), formada atualmente por cerca de 140 jornalistas que atuam no setor, em redações, projetos próprios, assessorias e comunicação corporativa. Seus associados estão em 12 estados e no Distrito Federal. A Rede nasceu em abril de 2022 e é filiada à Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), presente em 62 países onde atuam cerca de 5.500 jornalistas. O 4º Diálogos Agrojor será presencial e online. Para associados da Rede o evento é gratuito. Para demais interessados, saiba como participar aqui. O evento conta com patrocínio Ouro da Syngenta, patrocínios Bronze da Acrimat, Bayer, Cargill, Elanco, Koppert e Yara, além do apoio da ABIEC, ABPA, Coffee++ e FAAP. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.   

Agrojor participa do GAFFFF 2026 e leva o jornalismo especializado ao debate sobre agregação de valor ao agro

A Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor) participou do GAFFFF 2026, realizado em São Paulo (SP), com a presença da presidente Vera Ondei no painel “Como Adicionar Valor às Exportações do Agro Brasileiro”. O debate destacou a importância da comunicação, da transparência e do acesso à informação para a construção da reputação internacional do agro brasileiro. Ao lado de Vera esteve Roberto Perosa, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), e Eduardo Leão de Sousa, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). A mediação foi de Fernanda Maciel. Durante o debate, a presidente da Agrojor destacou que a competitividade do Brasil no mercado externo também depende da maneira como o país apresenta sua produção ao mundo. Para ela, a transparência e o acesso à informação são fundamentais para a construção dessa imagem. “Um país pode produzir de forma extraordinária e ainda assim perder valor se quem está do outro lado não consegue entender como o Brasil produz”, afirmou Vera. Ela também ressaltou a necessidade de aproximar jornalistas, instituições e representantes do setor, com base no jornalismo especializado e na ciência da comunicação. “A gente não tem a bandeira de defender o agro. O que a gente quer com a Rede Brasil de Jornalistas Agro é abrir espaços para que a defesa do agrojornalismo e do Brasil produtivo seja feita com base na ciência da comunicação”, explicou. A relação da Agrojor com a Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ) também esteve entre os assuntos abordados. A conexão com a organização internacional possibilita o intercâmbio entre profissionais brasileiros e estrangeiros, além de aproximar jornalistas de outros países da realidade do agronegócio nacional. “A gente precisa estar disposto a abrir portas e a ouvir todas as dúvidas que eles têm em relação ao Brasil. E a gente precisa responder com a ciência e com o que a gente está produzindo”, afirmou. Vera também chamou a atenção para a necessidade de manter um relacionamento constante com a imprensa internacional. Segundo ela, a construção de uma imagem sobre o agronegócio brasileiro não deve começar apenas quando surgem questionamentos ou situações de crise. “Comunicação internacional não começa quando surge uma crise. Relacionamento precisa ser construído antes”, destacou. A participação da entidade mostra o papel da Agrojor na construção do agrojornalismo e na mediação de espaços de diálogo sobre informação de qualidade no agronegócio brasileiro. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.  

Fórum Agrojor no SIAVS debate os papéis do jornalismo e do marketing na construção da reputação do agronegócio

Painel reuniu representantes da imprensa, do marketing e da comunicação corporativa para discutir como ampliar o diálogo entre o agro e a sociedade sem comprometer a independência jornalística A comunicação do agronegócio esteve no centro dos debates durante o Fórum Agrojor, realizado na programação do SIAVS (Salão Internacional da Proteína Animal), no dia 06 de agosto. Promovido pela Rede Agrojor (Rede Brasil de Jornalistas Agro), o encontro reuniu, de forma presencial e online, cerca de 60 jornalistas, profissionais de marketing e representantes do setor para discutir os limites, as responsabilidades e as complementaridades entre jornalismo, marketing e assessoria de imprensa na construção da imagem do agro brasileiro. Ao longo do fórum, com a participação do público presencial e online com perguntas e debates, os participantes convergiram em um ponto central: fortalecer a reputação do agronegócio brasileiro não é responsabilidade exclusiva do jornalismo nem do marketing. Trata-se de um trabalho coletivo que envolve empresas, entidades, assessorias de imprensa, veículos de comunicação e profissionais comprometidos com a transparência, a produção de informação qualificada e o diálogo permanente com a sociedade. Lideraram a discussão Mariele Previdi, vice-presidente da Rede Agrojor, Fernanda Pressinott, editora do CNN Agro e Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e do Agro (ABMRA). A abertura foi conduzida pela vice-presidente, que destacou a importância de promover um debate recorrente entre os profissionais da comunicação do agro. Segundo ela, é comum que jornalistas sejam questionados sobre a responsabilidade de “defender o agro”, quando, na realidade, o papel do jornalismo é informar a sociedade de forma independente e crítica. “A discussão não é jornalismo versus marketing. É compreender como cada área pode contribuir, dentro de suas atribuições, para ampliar a circulação de informações de qualidade”, destacou. A presidente da Rede Agrojor, Vera Ondei, participou por videoconferência diretamente de Xangai, na China. Em sua mensagem, ressaltou que o jornalismo evoluiu por meio do debate, da troca de experiências e da disposição para rever conceitos, defendendo a produção de um jornalismo agro cada vez mais qualificado. Independência jornalística é indispensável Fernanda Pressinott explicou que a missão do jornalista é atender ao interesse do público e não atuar como porta-voz de empresas ou setores econômicos. Ela lembrou que notícias consideradas negativas para uma organização podem ser extremamente relevantes para investidores, fornecedores, funcionários e consumidores. Segundo a jornalista, esconder informações apenas dificulta o trabalho da imprensa e aumenta o risco de interpretações equivocadas.”Quanto mais as empresas se fecham, maior é a dificuldade para contextualizar corretamente os fatos. A informação será publicada de qualquer forma. Quando a empresa se posiciona, ela ajuda a construir uma narrativa mais completa e transparente”, afirmou. Fernanda também defendeu que o agro precisa comunicar melhor temas sensíveis à sociedade. “É preciso enfrentar assuntos como uso de defensivos, desmatamento ou outros temas controversos com dados, contexto e transparência, ao invés de simplesmente negar os problemas. O setor ainda se comunica muito mal com quem está fora da porteira”, observou. Já Ricardo Nicodemos reforçou que marketing e jornalismo são atividades complementares, porém exercem papéis completamente diferentes. Enquanto a publicidade e o marketing têm a missão de construir reputação por meio de comunicação institucional, a imprensa deve preservar sua autonomia para informar, inclusive quando a pauta envolve temas negativos. “Publicidade é publicidade. Assessoria de imprensa é assessoria de imprensa. Jornalismo é jornalismo. Quando esses papéis se confundem, todos perdem, principalmente a credibilidade da informação”, afirmou. Nicodemos também alertou para a necessidade de as empresas continuarem investindo nos veículos especializados de comunicação, ressaltando que a sustentabilidade do jornalismo depende da publicidade e que a proliferação de canais próprios não substitui o papel da imprensa independente. Comunicação estratégica para aproximar cidade e campo Durante o painel, Ricardo apresentou o projeto “Marca Agro do Brasil”, desenvolvido pela ABMRA com base em pesquisas nacionais sobre percepção pública do setor. Os levantamentos mostram um contraste interessante: enquanto 65% dos produtores acreditam que a população urbana tem uma visão negativa do agro, cerca de 70% dos entrevistados nas cidades afirmam possuir uma percepção positiva do setor. O principal desafio identificado está entre o público jovem, mais influenciado pelas redes sociais e menos conectado à realidade da produção agropecuária. Segundo ele, o projeto propõe uma estratégia permanente baseada em três pilares — consistência, frequência e continuidade — para aproximar a sociedade urbana do agronegócio por meio da educação, da comunicação e do relacionamento. A campanha utiliza uma personagem chamada “Aninha”, criada a partir de pesquisas qualitativas, para apresentar o agro de forma leve, educativa e sem tom defensivo, estimulando o público a conhecer melhor a produção brasileira. Outro tema recorrente durante o fórum foi a importância de proporcionar experiências de campo para jornalistas que não atuam diretamente na cobertura agropecuária. Fernanda destacou que boa parte dos profissionais das grandes redações desconhece a dinâmica do setor e que iniciativas de aproximação podem contribuir para uma cobertura mais qualificada. Nicodemos complementou defendendo programas permanentes de relacionamento com jornalistas, visitas técnicas e ações de educação voltadas aos formadores de opinião. Transparência fortalece a reputação O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, participou brevemente da programação e ressaltou que o SIAVS nasceu justamente com o propósito de aproximar jornalistas da realidade da cadeia produtiva. Ele destacou iniciativas como o Projeto Imagem, que leva profissionais da imprensa internacional para conhecer de perto a produção brasileira, e reforçou que transparência é o melhor caminho para enfrentar críticas e combater a desinformação. “No momento em que convivemos com tantas fake news, o papel do jornalismo sério e da comunicação responsável torna-se ainda mais importante para mostrar a realidade do setor”, afirmou. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país. 

Saiba quem são Paulo Artaxo e José Marengo, os cientistas que estarão no workshop da Rede Agrojor

Quando o assunto é mudanças climáticas no Brasil, poucos nomes carregam tanto peso científico quanto Paulo Artaxo e José Marengo. Os dois pesquisadores participam nesta quarta-feira (24), às 9h, do workshop da Rede Agrojor “Como cobrir mudanças climáticas sem cair em narrativas prontas?”, encontro exclusivo para associados. Embora frequentemente apareçam lado a lado em debates sobre clima, suas trajetórias seguiram caminhos diferentes e complementares. Paulo Artaxo passou a carreira tentando responder uma pergunta que ganhou importância global nas últimas décadas: qual é o papel da Amazônia no equilíbrio climático do planeta? Físico de formação e professor titular da Universidade de São Paulo (USP), tornou-se uma das maiores referências mundiais em estudos sobre aerossóis atmosféricos, queimadas, qualidade do ar e interação entre floresta e atmosfera. Seu trabalho ajudou a demonstrar como a floresta amazônica influencia a formação de nuvens, os regimes de chuva e o ciclo global do carbono. Ao longo da carreira, participou de projetos científicos em instituições como Harvard, Instituto Max Planck e Nasa, além de integrar sucessivos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), principal órgão científico da ONU para o tema. Hoje, está entre os pesquisadores brasileiros mais citados da literatura científica internacional. Se Artaxo ajuda a explicar como funciona o sistema climático, José Marengo dedica sua carreira a entender como as mudanças nesse sistema afetam a vida das pessoas. Nascido no Peru e radicado no Brasil há mais de 30 anos, Marengo é climatologista e pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Seu nome está associado a alguns dos estudos mais importantes já produzidos sobre secas, enchentes, ondas de calor e eventos climáticos extremos na América do Sul. Foi um dos pioneiros na construção de cenários climáticos para o continente e participou dos debates que moldaram a compreensão científica sobre os riscos do aquecimento global para recursos hídricos, agricultura, cidades e infraestrutura. Nas últimas décadas, tornou-se uma das principais vozes científicas brasileiras quando o assunto é adaptação climática e prevenção de desastres. Para quem acompanha as discussões sobre clima, meio ambiente e agropecuária, o encontro reúne dois pesquisadores que ajudaram a construir parte do conhecimento científico que hoje orienta governos, empresas e organismos internacionais sobre um dos temas mais relevantes do século 20. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Workshop aborda cobertura de mudanças climáticas

Como falar de mudanças climáticas sem cair em narrativas prontas? Esse é o tema do workshop de junho promovido pela Rede Agrojor. Anote na agenda. O encontro será na próxima quarta-feira (24), às 9h, via zoom, exclusivo para associados.  A conversa será mediada pela jornalista, podcaster e roteirista Ângela Ruiz e contará com José Marengo, um dos principais climatologistas do Brasil e coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, e Paulo Artaxo, professor titular do Instituto de Física da USP e coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável (CEAS) da USP. Para Ângela, cobrir mudanças climáticas exige mais do que repercutir eventos extremos ou reproduzir discursos prontos. “O desafio do jornalismo é contextualizar os fatos, diferenciar o que é um fenômeno meteorológico de curto prazo do que são tendências climáticas de longo prazo e traduzir informações técnicas em conteúdo acessível e baseado em evidências”, diz. Com a previsão de um El Niño intenso e eventos climáticos extremos, cada vez mais é necessário entender os fenômenos. Para a jornalista, é fundamental o profissional compreender as diferenças. “Quando ele compreende isso, consegue produzir reportagens mais equilibradas, precisas e relevantes para a sociedade”, destaca. A presença dos associados da Rede Agrojor é fundamental para a construção desse diálogo e o fortalecimento das relações. Participe. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.