Saiba o que pensam Veronica Goyzueta, Luiz Henrique Mendes e Bruno Faustino sobre oportunidades e desafios na construção de projetos próprios
A comunicação é dinâmica e exige sair da zona de conforto. Faz parte do jornalista ir além e isso inclui empreender. Para a professora de Gestão e Captação de Projetos em Jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Veronica Goyzueta, as condições dinâmicas do mercado de trabalho vêm empurrando os profissionais de diversas profissões para o empreendedorismo, e isso abre a possibilidade de diversidade no comando dos veículos de mídia, agências de comunicação ou mesmo serviços de freelancer. “A internet permitiu isso. Há, inclusive, muitas mulheres empreendendo no jornalismo, coisa que a gente não via tempos atrás. Temos novas maneiras de trabalhar na área.”
As oportunidades e os desafios de tocar projetos próprios foram temas do workshop “Empreendedorismo no jornalismo agro”, promovido pela Rede Agrojor, nesta quarta-feira (22). Além de Verônica, participaram da mesa os jornalistas associados da Agrojor Luiz Henrique Mendes, fundador do portal The Agribiz, e Bruno Faustino, do portal Negócio Rural, programa Agrocultura e Canal Rural ES, que foi o responsável pela mediação.

Um dos pontos de destaque foi o dinamismo da profissão de jornalista. Segundo eles, é importante que as pessoas estejam abertas às possibilidades e preparadas. Por exemplo, Mendes contou sobre sua dificuldade em estimar receita no começo do The Agribiz, por causa da falta de experiência com a área comercial. “Fui entendendo que não faz sentido não saber como a parte comercial funciona. Saber isso é uma inteligência estratégica também.”

O interesse dos estudantes de jornalismo em trabalhar no agro e a importância dos veículos regionais também foram temas da conversa. Os jornalistas destacaram que o agro é um dos principais setores da economia brasileira e, portanto, um mercado que precisa ser considerado para a carreira.
“O empreendedorismo deixou de ser uma tendência e passou a fazer parte da realidade de quem vive do jornalismo. Costumo dizer que no empreendedorismo aprendo todo dia”, disse Faustino.

Para Mendes, empreender é uma jornada que exige períodos de aprendizado para os novos veículos, para a equipe e para o mercado. “Essa é uma trajetória de longo prazo. Não é uma prova de 5 km; é uma maratona que você precisa se preparar muito e aprender todos os dias”, diz ele, que passou pela transição de carreira ao decidir empreender e criar um veículo digital de notícias do agro.
Goyzueta, Mendes e Faustino aproveitaram as perguntas dos associados da Rede Agrojor para reforçar os conceitos do empreendedorismo, que inclui expectativas e oportunidades, mas também desafios, como a parte comercial, que exige do profissional atuar em uma área que não tem formação ou afinidade.
Se você é associado da Rede Agrojor, o conteúdo completo do workshop já está disponível.
Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.
