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Por dentro da IFAJ: os planos dos líderes globais para o jornalismo agro

São Carlos, no interior paulista, recebeu na manhã desta terça-feira (17) a reunião master das lideranças da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que é parte do Executive Meeting IFAJ 2026, evento que se encerra nesta sexta-feira. A reunião da diretoria global com os delegados é o encontro mais importante do calendário anual da IFAJ para avaliação dos impactos de suas políticas. Organizado pela Rede Agrojor, a reunião executiva contou com 33 lideranças dos países participantes, entre presencial e online. A presidência da Rede Agrojor, com Vera Ondei, e Daniel Azevedo, como vice-presidente internacional, recebeu os delegados. A mesa diretora da IFAJ foi composta por Steve Werblow (presidente), Addy Rossi (vice-presidente), Adrian Bell (secretário-geral) e Magda du Toit (tesoureira). O encontro serviu para avaliação de programas em andamento, votação de questões administrativas e definição de rumos para 2026 e além. “Para a Agrojor é um momento também de aprender e interagir com a entidade global e estarmos juntos para os desafios do jornalismo mundial”, diz Vera. Para abrir a reunião, Werblow traçou um paralelo entre o momento global, marcado por guerras, instabilidade tarifária e crise energética, e a trajetória do agronegócio brasileiro. “O Brasil passou de importador de carne bovina, de arroz e outros produtos, para se tornar uma força dominante na exportação global em uma única geração”, afirmou o presidente, que utilizou o caso do país como referência de transformação em contextos adversos e que isto é uma lição também para os desafios da IFAJ. Entre os temas de maior discussão, o avanço, ainda em curso, do Certificado em Jornalismo e Comunicações Agrícolas desenvolvido em parceria com a Universidade de Illinois (EUA), foi destaque, justamente pela importância das ações educativas. A iniciativa partiu de duas pesquisas conduzidas com membros da IFAJ: a primeira, em 2022, ouviu 147 jornalistas e especialistas em comunicações agrícolas de 40 países; a segunda, em 2024, registrou 21 respostas de associados da federação. O programa prevê quatro módulos assíncronos, cada um com duração estimada de quatro semanas, totalizando 16 semanas para a obtenção do certificado. Os módulos cobrem: dados e jornalismo agrícola; produção multimídia; liderança no jornalismo agrícola; e pensamento crítico aplicado à cobertura do setor. A proposta foi submetida à Universidade de Illinois em maio de 2025, mas o projeto aguarda a contratação de um novo diretor para o programa, prevista para maio de 2026. Owen Roberts, ex-presidente da IFAJ e criador da proposta junto à universidade, explicou que o atraso decorreu de sua saída da instituição em julho de 2025, após cinco anos. “Reconheço que o problema foi eu ter deixado a Universidade de Illinois”, disse Roberts. O plano original previa agosto de 2026, mas sua efetivação pode vir até janeiro de 2027. Roberts conta que o grupo de alunos arrecadou US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) para viabilizar a estrutura do centro de comunicações agrícolas, incluindo a construção de sala equipada com tecnologia. O vice-presidente Addy Rossi, que acompanhou o processo junto à universidade, apontou que há planos alternativos em andamento: além de Illinois, a IFAJ avalia uma parceria com uma instituição de Guadalajara, entre outras iniciativas. A Espanha, representada por Rosana Cervera, informou ter um certificado em comunicação agrícola em operação em colaboração com a Universidade de Córdoba e se ofereceu para colaborar com o projeto global. Parceiros, programas e prêmios Na área de desenvolvimento profissional, Adrian Bell, secretário-geral, apresentou o avanço dos webinários da IFAJ. Por exemplo, um encontro já realizado para debater os resultados da COP30 para a agricultura, realizada no Brasil em novembro passado. Para o futuro, o programa Global Network Partnership, mantido com patrocínio da Syngenta, foi renovado por mais um ano e contará com aporte acima de US$ 20 mil (cerca de R$ 100 mil). A parceria financia visitas a entidades nacionais, conexões institucionais e apoio a associações em regiões menos engajadas com a federação. Entre as iniciativas recentes, a IFAJ firmou memorando de entendimento com a Câmara Nacional de Agricultura da Guiné, país em que a liberdade de imprensa enfrenta restrições. O acordo reconhece o jornalismo agrícola como ferramenta de desenvolvimento do setor no país. Quanto ao prêmio IFAJ Star Prize, o mais importante da entidade, Bell informou que as parcerias vêm sendo firmadas e em breve as inscrições para a edição de 2026 serão abertas, mantendo o formato individual adotado nos dois últimos anos, no qual os próprios jornalistas submetem seus trabalhos, sem intermediação de suas entidades. No mesmo pacote está o programa Young Leaders, desenvolvido em parceria com a Alltech. Bell destacou que o programa contempla apenas “parte dos países membros da IFAJ e que ampliar essa cobertura é uma prioridade”. Os diretores também fizeram considerações sobre o próximo Congresso Mundial da IFAJ, que será realizado na Croácia, com inscrições já abertas. O evento em 2027 está previsto para Vancouver, no Canadá. 70 anos de IFAJ A celebração dos 70 anos da IFAJ foi apresentada pela diretoria como um marco institucional que pode combinat trajetória histórica e reposicionamento estratégico. Fundada no pós-guerra com o objetivo de conectar jornalistas de diferentes países, a entidade consolidou, ao longo de sete décadas, uma rede global dedicada à cobertura dos sistemas alimentares. “Setenta anos de jornalistas contando as histórias da agricultura, setenta anos tentando melhorar as realidades de cada continente e setenta anos defendendo o valor informativo e responsável do jornalismo sobre o sistema alimentar que sustenta o nosso mundo”, disse Rossi. A construção da federação é descrita como um processo coletivo e contínuo. Segundo o jornalista, é fundamental dizer que “nossa história nunca foi escrita por um pequeno grupo. Ela foi escrita por todos nós.” Para ele, a atuação cotidiana dos jornalistas — em reportagens, eventos e interações com o público — sustenta a relevância da organização. Atualmente, a IFAJ reúne jornalistas de mais de 60 países, com presença em todos os continentes, em um cenário em que a agricultura ocupa posição central nos debates globais. “A agricultura está no centro de debates globais, muitas vezes entre pessoas que vivem muito longe das

Começou o Executive Meeting: Brasil defende papel central na segurança alimentar global

Em um momento de crescente tensão geopolítica e pressão sobre os sistemas alimentares globais, representantes do governo e das indústrias defenderam neste domingo (15), na abertura do Mid Term Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), realizado no país pela Agrojor, que o Brasil reúne ciência, escala produtiva e capacidade tecnológica para ampliar a produção e responder à crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia. Ao falar a 51 jornalistas de 23 países que participam do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, afirmou que o país reúne características que hoje poucos produtores globais conseguem oferecer simultaneamente. “O Brasil é um promotor geopolítico da paz, porque ajuda a garantir segurança alimentar, energética e climática. Poucos países conseguem oferecer qualidade, quantidade, sanidade e sustentabilidade ao mesmo tempo”, disse em resposta a Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Agrojor, que conduziu o painel sobre a importância do Brasil na segurança alimentar global. Durante o evento, Rua respondeu a questionamentos sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, frequentemente alvo de críticas de produtores europeus. Em resposta a um jornalista da Alemanha que mencionou críticas na Europa sobre o uso de determinados pesticidas e organismos geneticamente modificados, o secretário afirmou que muitas dessas preocupações ignoram diferenças estruturais entre sistemas agrícolas. “Quando comparamos sistemas agrícolas, precisamos reconhecer que o Brasil é tropical e tem demandas específicas da agricultura aqui praticada, diferente da temperada da Europa. Seguimos padrões internacionais e cumprimos os requisitos de todos os mercados”, destacou. Brasil quer ser parte da solução O representante do governo também destacou a expansão diplomática do agro brasileiro. Desde 2023, segundo ele, o país abriu 548 novos mercados agrícolas, habilitou mais de 4 mil estabelecimentos exportadores e mantém 40 adidos agrícolas em embaixadas ao redor do mundo. “Mais de um bilhão de pessoas passam fome no planeta. O Brasil quer ser parte da solução, não do conflito.” Ao lado dele no painel, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforçou que a produção brasileira de proteína animal tem papel estratégico nesse cenário. “O mundo enfrenta dificuldades para garantir segurança alimentar em vários países. O Brasil tem condições de ajudar a equilibrar esse sistema”, salientou. Santin criticou barreiras comerciais impostas a produtos brasileiros. “Quando há questionamentos sobre a produção de alimentos do Brasil, muitas vezes o problema não está na produção brasileira, mas nas políticas internas desses países, que criam barreiras protecionistas”, Ele lembrou que o país exporta frango para mais de 150 mercados, embora grandes regiões ainda enfrentem barreiras comerciais, como Índia, Indonésia e Nigéria, que somam mais de dois bilhões de consumidores. Agrojor leva jornalistas estrangeiros ao campo brasileiro O painel integrou a programação do Mid Term Executive Meeting 2026 da IFAJ, realizado no Brasil entre 15 e 20 de março. Ao todo, 51 jornalistas de 23 países participam de uma semana de imersão nas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. Organizado pela Agrojor, o encontro inclui visitas técnicas a propriedades de grãos, aves, flores e sistemas orgânicos, além de encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, mecanização e integração lavoura‑pecuária‑floresta. Segundo a presidente da entidade, Vera Ondei, a associação nasceu da iniciativa de um grupo de jornalistas especializados que buscavam fortalecer a cooperação internacional na cobertura do agro. “A ideia surgiu em 2013, quando jornalistas brasileiros participaram de um encontro da IFAJ na Argentina. A partir dali começamos a discutir a criação de uma associação que conectasse profissionais do Brasil ao debate internacional”, contou. Indústria aposta em inovação e sustentabilidade Se o painel institucional destacou o papel geopolítico do Brasil na produção de alimentos, a roda de conversa com executivos de empresas globais patrocinadoras do evento, sob mediação de Mariele Previdi, vice-presidente da Agrojor, mostrou como tecnologia, digitalização e práticas sustentáveis estão redefinindo a agricultura brasileira. Para Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, o Brasil ocupa posição estratégica na transformação da agricultura global. “O Brasil é hoje o segundo maior negócio agrícola da Bayer no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. É um privilégio trabalhar em um país que consegue combinar produtividade e sustentabilidade.” Ele destacou o programa PRO Carbono, que monitora o sequestro de carbono no solo em propriedades agrícolas e reúne cerca de 3 mil produtores. O projeto já registrou aumento médio de 11% na produtividade, além de redução de 50% nas emissões na produção de soja e 55% no milho. Para Diogo Rezende, vice‑presidente de vendas da Yara Brasil, o setor agrícola já sente diretamente os impactos das mudanças climáticas, como as lavouras de café e outras importantes culturas. Segundo ele, a transição para uma agricultura de menor emissão depende de toda a cadeia. “Não é apenas o produtor rural. Indústria, varejo e consumidores precisam participar da redução das emissões.” Rezende também destacou iniciativas da empresa para reduzir a pegada de carbono na produção de fertilizantes, com a substituição de fontes fósseis por energia renovável, que já reduziram em até 80% as emissões. Já Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos, comunicações e cidadania da John Deere, destacou a dimensão econômica e tecnológica do agronegócio brasileiro. Ele lembrou que a revolução agrícola brasileira foi impulsionada pela ciência. “Nos últimos 50 anos, a produção de grãos cresceu mais de 500%, enquanto a área plantada aumentou cerca de 40%. Isso mostra o impacto da tecnologia.” Para ele, o país reúne condições únicas para liderar a próxima fase da bioeconomia. A John Deere investe cerca de US$ 2,2 bilhões em inovação, incluindo tecnologias como inteligência artificial e máquinas autônomas, que devem redefinir a produtividade agrícola nas próximas décadas. No pano de fundo de tensões geopolíticas, mudanças climáticas e pressões sobre o comércio global de alimentos, fibras e energia, a mensagem que permeou o diálogo é que o Brasil é mais do que uma potência agrícola, pois já se consolidou como um dos poucos países capazes de sustentar a segurança alimentar do planeta nas próximas décadas. O Executive Meeting

Brasil consolida posição estratégica no agronegócio global, aponta relatório do Rabobank

O agronegócio brasileiro avança em produção e relevância. No webinar da IFAJ/AgroJor “O papel do Brasil no agro global”, realizado no dia 11 de março, que reuniu mais de 50 jornalistas, especialistas da Rabobank mostraram, com números, porque o Brasil já é o maior exportador de commodities agrícolas do mundo, superando Estados Unidos e União Europeia. Os especialistas Andy Duff (diretor), Marcela Marini (analista sênior) e Stephen Nicholson (estrategista global) falaram no painel o que poucos fora do agro sabem: o Brasil cresceu mais de 400% na produção de grãos em apenas três décadas, sem precisar dobrar a área plantada. Isso foi impulsionado por vários fatores, incluindo a tecnologia “safrinha”, que permite que o agricultor colhe duas safras no mesmo ano. A analista sênior do Rabobank, Marcela Marini, aproveitou a oportunidade e destacou a agilidade do produtor. “Um dos fatores de sucesso é a eficiência operacional. No Mato Grosso, quase 60% da área de soja também planta milho, o que permite lidar com diferentes cenários climáticos e de preços, mitigando riscos em uma janela de plantio muito curta”, disse. Essa eficiência vem ganhando um novo impulso com o crescimento da produção de etanol de milho. O grão, que antes era utilizado apenas como item de exportação ou para uso na ração animal, agora também alimenta uma indústria em crescimento, que deve consumir cerca de 27 milhões de toneladas somente neste ano. Essa transformação é intensa e cria um colchão para o agricultor, protegendo-o das oscilações de preços internacionais e garantindo que o valor gerado no campo circule na economia. Com esse movimento, o Brasil está deixando de apenas produzir para exportar e se tornando um centro de processamento. Os analistas do Rabobank apontaram, no entanto, que há desafios que ainda testam quem produz. A dependência externa de fertilizantes mostra que o Brasil precisa de uma estratégia comercial inteligente. Além disso, os problemas de logística continuam sendo um peso no bolso: o custo do frete consome grande parcela do valor final do milho e da soja, exigindo investimentos em transporte e armazenamento. O webinar mostrou que o agronegócio brasileiro está cheio de boas notícias e se mostra competitivo por mérito próprio, com investimento em ciência e gestão de riscos. Exemplos não faltam: liderança na soja, avanço no cacau e inovação dos produtos biológicos são alguns deles. A conclusão dos especialistas é que o futuro da alimentação global passa, de forma obrigatória, pela inteligência do campo brasileiro. Preparativo para o Executive Meeting O webinar foi um “esquenta” para o Executive Meeting, que será realizado de 15 a 20 de março no Brasil. Durante uma semana,  51 jornalistas de 23 países vão fazer uma imersão em diversas cadeias da agropecuária brasileira. Estão programadas visitas em fazendas de citros, grãos, flores, café, gado, além de centros de pesquisa e desenvolvimento. O Executive Meeting tem o patrocínio de: Bayer, John Deere, Yara / BASF / Corteva e apoio de: Abag, Cabaré, Ford, Leega, Ludu, Toledo do Brasil

Falta menos de uma semana para o Executive Meeting Brasil

A Rede Agrojor está em contagem regressiva para o Executive Meeting 2026. A partir do dia 15 de março, 51 jornalistas especializados agro de 23 países se reúnem no Brasil para uma semana de imersão no agronegócio brasileiro. Com um roteiro diversificado, os profissionais visitarão fazendas de grãos, leite, café, citros, flores, agricultura familiar e sistemas agroflorestais, além de Centros de Pesquisa. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização no campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária. O objetivo do evento, além da troca de ideias e experiências, é proporcionar o contato com a base produtiva, científica e tecnológica que sustenta a competitividade do agro brasileiro. Para Daniel Azevedo Duarte, vice-presidente Internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, a expectativa é a melhor possível. “Nosso grupo de trabalho está cuidando de cada detalhe com carinho. Pessoalmente, acredito que a Rede Agrojor vai deixar um legado relevante para o agronegócio brasileiro.” Esquenta Na quarta-feira (11), a Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. Fique atento às Redes Sociais da Agrojor e acompanhe! O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Brasil abre Executive Meeting 2026 e recebe 51 jornalistas estrangeiros para imersão no agro

A Rede Brasil de Jornalistas Agro realiza no dia 15 de março, às 18h, no Comfort Hotel Guarulhos Airport, a abertura oficial do Mid Term Executive Meeting 2026. O encontro reúne os jornalistas que integram a Agrojor para a recepção dos 51 jornalistas estrangeiros delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), além de patrocinadores, apoiadores e entidades convidadas. A cerimônia marca o início de uma semana de imersão técnica no agronegócio brasileiro. A programação foi estruturada para apresentar, em campo, a dimensão produtiva, tecnológica e científica do país. Para o dia 15 estão previstas duas rodas de conversa com lideranças brasileiras do setor, criando um espaço qualificado de diálogo sobre produção, inovação, sustentabilidade e inserção internacional. Ao longo da semana, também estão programadas ações voltadas à integração entre os 130 jornalistas da Rede Agrojor e os 51 delegados estrangeiros, fortalecendo a troca de experiências e a construção de pautas conjuntas. No roteiro técnico, os jornalistas internacionais visitarão fazendas de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui unidades da Embrapa dedicadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa em genética, controle biológico e bioenergia. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária-floresta. A proposta é oferecer contato direto com a base produtiva e científica que sustenta a competitividade brasileira, permitindo aos jornalistas estrangeiros compreender o funcionamento das cadeias agroindustriais em diferentes regiões e sistemas. A realização conta com patrocínio Ouro de Bayer, John Deere e Yara; patrocínio Prata de BASF; patrocínio Bronze de Corteva Agriscience; e apoio de Abag, Cachaça Cabaré, Ford, Leega, Ludu e Toledo do Brasil. Acompanhe o Mid Term Executive Meeting 2026 aqui no site e nas redes sociais da Agrojor. O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil no debate global: Agrojor antecipa Executive Meeting com webinar internacional

A Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, no dia 11 de março, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. A discussão deve abordar o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de alimentos, os fluxos de comércio, crédito e investimento, além das perspectivas para grãos, proteínas e bioenergia em um cenário marcado por transição energética, pressão climática e rearranjos geopolíticos. A iniciativa integra a programação preparatória do Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas, que neste ano será realizada no Brasil entre 15 e 20 de março, com organização da Rede Agrojor. Ao longo da semana, o grupo percorrerá polos produtivos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui visitas técnicas com foco em agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário contempla unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia, permitindo aos jornalistas estrangeiros contato direto com a base tecnológica que sustenta a competitividade brasileira. O webinar, portanto, funciona como porta de entrada para essa imersão. Mais do que uma apresentação institucional, trata-se de um alinhamento estratégico sobre como o Brasil se insere no tabuleiro global de alimentos e energia renovável, tema central para a cobertura internacional nos próximos anos. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para esta comunidade.

2026 marca 70 anos da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas

O ano de 2026 representa um marco institucional para a International Federation of Agricultural Journalists, a IFAJ, entidade da qual a Rede Agrojor faz parte. A entidade completa 70 anos desde sua fundação formal, ocorrida em 16 de novembro de 1956, em Paris, quando jornalistas agrícolas de diferentes países europeus decidiram estruturar uma organização internacional dedicada à troca de informações técnicas, à cooperação profissional e à defesa da liberdade de imprensa especializada no setor agropecuário. A data consolida uma trajetória iniciada em um contexto de reconstrução do pós-Segunda Guerra Mundial. A agricultura ocupava posição central na segurança alimentar e na reorganização econômica de diversos países, e a imprensa especializada surgia como instrumento estratégico de difusão de conhecimento técnico e políticas públicas. A criação da então International Union of Agricultural Journalists ocorreu após uma série de encontros e seminários promovidos na Europa, com destaque para iniciativas realizadas pela Organização para a Cooperação Econômica Europeia na França, Suécia e Alemanha, entre 1954 e 1956. Uma história contada em décadas Ao longo da década de 1960, a entidade ampliou sua base geográfica e institucional. Em 1964, adotou oficialmente o nome International Federation of Agricultural Journalists, formalizado nos estatutos de 1967. Nesse período, passou a organizar congressos anuais, a publicar boletins informativos regulares e a estabelecer uma carteira profissional internacional, instrumentos que fortaleceram a identidade do jornalismo agrícola como especialidade reconhecida e estruturada. Em 1961, o primeiro Boletim Internacional já circulava entre cerca de mil profissionais associados. Chegar a 2026 com sete décadas de funcionamento contínuo destaca a singularidade da IFAJ no cenário da comunicação internacional. A federação se mantém como uma associação profissional sem fins lucrativos, politicamente neutra e sustentada por contribuições de seus membros e por patrocínios corporativos. Sua governança é exercida por dirigentes eleitos, com representação nacional no comitê executivo, que se reúne periodicamente para definir diretrizes e programas. Um escritório global dá suporte operacional às atividades e à implementação de projetos. A relevância do marco de 70 anos também está associada à expansão do escopo da comunicação agropecuária. O perfil dos membros da IFAJ abrange repórteres, editores, fotógrafos, diretores de comunicação, assessores e designers que atuam em associações, empresas privadas, organizações setoriais e veículos especializados. A atuação desses profissionais atende produtores rurais, cadeias produtivas e públicos urbanos interessados em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, comércio internacional, inovação tecnológica e políticas agrícolas. Em 2026, a federação reúne mais de 5.000 comunicadores em mais de 60 países. Esse alcance mostra a transformação da agricultura e pecuária em um tema global, influenciado por variáveis climáticas, geopolíticas, tecnológicas e econômicas. A existência de uma rede internacional organizada de jornalistas especializados contribui para a circulação qualificada de informações técnicas e para a comparação de realidades produtivas entre regiões distintas. O ano de 2026, quando o Brasil recebe seu Executive Meeting no mês de março. reforça o papel histórico da IFAJ na consolidação do jornalismo agrícola como campo profissional autônomo. E o Brasil faz parte desta construção. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

16 países já confirmaram presença no Executive Meeting da IFAJ no Brasil

Até o dia 10 de janeiro, jornalistas de 16 países já haviam confirmado presença no Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que neste ano vem sendo organizado no Brasil pela Rede Agrojor. O evento ocorre no país, entre os dias 15 e 20 de março. Entre os países confirmados estão profissionais do Reino Unido, Áustria, Alemanha, Suíça, Canadá, África do Sul, Geórgia, Finlândia, Estados Unidos, Suécia, Chile, Eslovênia, Noruega, Austrália, Sérvia e até da República do Quirguistão, um pequeno país da Ásia Central com uma forte tradição pastoral e histórica ligação à antiga Rota da Seda. “Imaginávamos que haveria interesse pela agropecuária brasileira, mas estou surpreendido pelo número e origem das inscrições. Já temos colegas inscritos de todos os continentes, da Argentina ao Japão, da África do Sul à Finlândia. A Agrojor está abraçando o mundo”, diz Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, se referindo a uma lista maior de interessados que estão inscritos, totalizando 28 países. “Tivemos duas chamadas e o prazo para confirmação, que exige o pagamento, termina em mais alguns dias. Daí teremos o número exato de quantos jornalistas estrangeiros receberemos em março”, diz ele. A proposta do roteiro, que está nos últimos arranjos, é oferecer uma leitura integrada do agro brasileiro contemporâneo, mostrando como ciência, tecnologia e gestão moldam sistemas produtivos diversos e conectados a mercados internos e externos, com impactos econômicos, ambientais e sociais. “Nosso objetivo não é apresentar uma narrativa sobre a agropecuária brasileira. Queremos sim trazer alguns dos melhores especialistas e exemplos para que os jornalistas do mundo inteiro possam formar sua leitura com base em informação qualificada e científica”, afirma Azevedo.  O roteiro articula visitas de campo, centros de pesquisa, empresas de insumos e propriedades rurais que operam em diferentes escalas, do agricultor familiar a grupos empresariais integrados às cadeias globais de alimentos, energia e bioeconomia. Ao longo da semana, o grupo percorre polos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e produção orgânica, com atenção a práticas de agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário inclui unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e faça parte da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Jornalistas começam a se inscrever ao IFAJ Executive Meeting no Brasil

As inscrições para o Mid-Year Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), que será realizado no Brasil em março de 2026, já registram cerca de 60 pré-inscrições, na abertura oficial, Desse total, 30 jornalistas confirmaram participação. Para o vice-presidente internacional da Rede Agrojor, Daniel Azevedo, os números mostram um movimento do público internacional em torno do encontro, que já era esperado pela Rede Agrojor. “A receptividade durante o congresso mundial foi grande e isso refletiu nas inscrições”, afirma. Azevedo se refere ao Congresso Mundial da IFAJ 2025, realizado em Nairóbi, no Quênia, onde o Brasil fez uma exposição do que será apresentado pelo país durante o executive meeting. O evento acontece entre 15 e 20 de março de 2026 e está sendo organizado pela Rede Agrojor. A base das operações será na cidade de São Carlos (SP). Esta será a primeira vez que o Executive Meeting ocorrerá no Brasil. Desde a confirmação da sede, a entidade estruturou um grupo de trabalho para planejar o encontro. Segundo Azevedo, a definição da cidade-sede e do roteiro foi uma das etapas centrais da organização, principalmente para conciliar logística e diversidade de conteúdo em uma mesma região. A fase atual envolve ajustes finais, atendimento de demandas dos participantes e consolidação de parcerias. A programação inclui visitas a propriedades rurais, centros de pesquisa, universidades, cooperativas e empresas do setor. Entre os temas que devem ser abordados estão grãos, pecuária, cana-de-açúcar, laranja, café, agricultura familiar tecnificada, flores, integração lavoura-pecuária-floresta, biológicos, nanotecnologia, robótica e uso de dados espaciais. Também estão previstas as reuniões oficiais da diretoria da IFAJ. Para Azevedo, além da troca de experiências e acesso a informações qualificadas, o evento também representa uma etapa estratégica para que o Brasil dispute futuramente a sede do Congresso Mundial da IFAJ. “Precisamos realizar esse evento com qualidade, continuar construindo relacionamento e demonstrar capacidade de organização”, afirma. O encontro também reforça um processo iniciado em 2019, quando uma delegação de jornalistas estrangeiros esteve no Brasil em press tour, contribuindo para a consolidação da Rede Agrojor no cenário internacional. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Congresso Mundial da IFAJ em 2026 será na Croácia e Rede Agrojor foi saber como será

O Congresso Mundial da IFAJ de 2026 ocorrerá na Croácia, na cidade de Osijek, em setembro, e marcará uma edição em que as transformações da comunicação, o avanço da desinformação e as mudanças no ambiente agrícola europeu exigem atualização técnica do jornalismo rural. Em entrevista à Rede Agrojor, Vedran Stapić, presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas (CAJA), explica como o país organizará o congresso e quais temas estarão no centro das discussões. Stapić afirma que o encontro será uma oportunidade para jornalistas de mais de 50 países debaterem o impacto da inteligência artificial na produção de conteúdo, a queda da objetividade no ambiente digital e o reposicionamento das políticas agrícolas europeias após a guerra na Ucrânia. As informações orientam os associados da Rede Agrojor a iniciar o planejamentos de pauta e reportagens para concorrer aos prêmios internacionais promovidos pela IFAJ, como o Star Prize. Confira: Qual o significado de um congresso mundial para o jornalismo agrícola em um momento de grandes transformações globais?Acredito que o papel do jornalista agrícola hoje é de importância excepcional. Existem muitos desafios, o que torna o encontro e a troca de conhecimento mais do que bem-vindos. Compartilhar conhecimento nos ajuda a avançar. Há muita comunicação pública hoje. As plataformas tecnológicas criaram oportunidades para que todos se comuniquem globalmente com sucesso. No entanto, nesse processo, a relevância e a objetividade estão se perdendo. Há uma quantidade crescente de desinformação e verdades distorcidas, trazendo novos e sérios desafios para nossas sociedades. Mesmo muitas democracias hoje estão conceitualmente ameaçadas, especialmente aquelas em comunidades com baixos níveis de alfabetização midiática. O fato de o consumo de informação ter migrado para as redes sociais traz inúmeros riscos. A agricultura também enfrenta muitos desafios. As tendências globais criaram um ambiente de incerteza e mudanças nas prioridades de investimento. As políticas atuais mostram claramente que a Europa está mais disposta a investir em defesa do que na produção de alimentos e na preservação das áreas rurais. Devemos também mencionar o tema inevitável da inteligência artificial, que está entrando com força na indústria da mídia. Estamos testemunhando uma transformação marcante — que só tende a se acelerar. Por que a Croácia foi escolhida como país sede do congresso e o que isso representa?Meu antecessor, o primeiro presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas, Sr. Martin Vuković, iniciou a candidatura da Croácia para sediar o Congresso Mundial da IFAJ, que, para nossa grande satisfação e alegria, foi positivamente recebida. O interesse da IFAJ está em oferecer uma variedade de anfitriões com fortes capacidades organizacionais. É sempre benéfico para os jornalistas terem a oportunidade de comparar diferentes modelos de agricultura e modos de vida das comunidades rurais ao redor do mundo. Acredito que os membros têm interesse em ver o congresso circular entre diferentes continentes, sendo realizado tanto em países grandes quanto pequenos, e em economias mais ricas e também menos desenvolvidas. Como a equipe croata está estruturando o evento para refletir a identidade da IFAJ e apresentar o cenário agrícola do país?Nosso objetivo é mostrar as duas faces da agricultura e pecuária croata – a continental, que gera a maior parte da renda e do volume de produção, e, por meio dos pós-tours, a agricultura mediterrânea, que possui características muito diferentes. A Croácia é um país pequeno com uma rica tradição – a própria base do nosso desenvolvimento turístico. A cada ano, recebemos cerca de 20 milhões de turistas, o que equivale a cinco vezes a nossa população. O programa, é claro, seguirá as diretrizes da IFAJ, oferecendo uma visão abrangente do estado da nossa agricultura, da vida das nossas comunidades rurais e das nossas ambições para o futuro. Nos reuniremos na Eslavônia, na cidade de Osijek, que ocupa uma posição de importância crucial para a agricultura croata. Planejamos organizar um pré-tour no noroeste da Croácia, no Condado de Varaždin, assim como dois pós-tours ao longo da costa do Adriático – um na Ístria e outro no Condado de Zadar. No continente, o foco será em cereais e oleaginosas, produção de carne e laticínios, viticultura e vinificação. Nas regiões costeiras, os visitantes conhecerão a produção de azeite, fruticultura, raças autóctones de animais, piscicultura e poderão provar nossas conquistas na vinificação e nossas especialidades tradicionais de carnes curadas. Principais pilares temáticos estão sendo construídos para a edição de 2026?Planejamos concentrar a parte profissional do congresso nos desafios atuais enfrentados pelo jornalismo agrícola, bem como pelo cenário midiático em geral. Naturalmente, também buscaremos oferecer uma visão mais ampla da agricultura croata dentro do contexto da União Europeia. A Croácia é o membro mais jovem da UE, onde grande atenção é dedicada à transição energética e à sustentabilidade – embora, admitidamente, em um ritmo um pouco mais lento hoje devido à guerra em andamento na Ucrânia. A Europa escolheu adotar altos padrões na produção de alimentos, com autossuficiência e qualidade permanecendo em níveis muito elevados. Nossa intenção é dedicar um painel exclusivamente às perspectivas da UE sobre a produção de alimentos, explorando as políticas, desafios e direções futuras que moldam a agricultura europeia. Como o congresso pode fortalecer a integração entre a Europa Central e Oriental e outras regiões com entidades ligadas à IFAJ?O fluxo de informações que acompanha grandes eventos internacionais sempre traz oportunidades para o país anfitrião. Estou genuinamente satisfeito que, em setembro do próximo ano, nossa pátria estará em destaque. Acredito que isso contribuirá para construir relações mais fortes, incentivar a interação e talvez até abrir portas para futuros negócios ou investimentos. Nesse sentido, há muito trabalho pela frente – somos um país jovem com enorme potencial. Do ponto de vista da IFAJ e considerando o grande número de jornalistas agrícolas em toda a UE, já estamos testemunhando grande interesse. Muitos colegas já anunciaram que estão ansiosos para participar do Congresso Mundial da IFAJ na Croácia, de 16 a 20 de setembro de 2026. Como vê os progressos alcançados pela federação no últimos congressos?Vejo a IFAJ como uma associação que traz valor a seus membros em vários níveis. Ela preserva o jornalismo

Dois jornalistas brasileiros são premiados no Star Prize 2025

Dois jornalistas da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) estão entre os ganhadores do IFAJ Star Prize 2025, uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas à excelência na cobertura do agronegócio. São eles Ariosto Mesquita, do Mato Grosso do Sul, e Leandro Fidelis, do Espírito Santo. Ambos conquistaram o segundo lugar em suas categorias. O anúncio foi feito no sábado (18), durante o encerramento do Congresso Mundial da IFAJ (Federação Internacional de Jornalistas Agro), realizado em Nairobi, no Quênia. Na categoria Impressa, Ariosto Mesquita foi premiado pela reportagem “Crédito de carbono chega à pecuária”, publicada na edição de julho de 2024. O trabalho explica o funcionamento do mercado de créditos de carbono e apresenta a fazenda Saltinho, em Camapuã (MS), como um dos primeiros casos de sucesso no país ao firmar contrato de comercialização de créditos. “Essa é uma conquista da Agrojor, uma casa que ajudei a construir e que, mesmo em meus momentos difíceis, esteve sempre comigo. Portanto é uma vitória de todos nós”, afirmou o jornalista. Leandro Fidelis recebeu o prêmio na categoria Cultura Rural com a reportagem “Uma revolução verde capixaba”, publicada na edição de junho de 2024 da revista Conexão Safra. O trabalho mostra como a agroecologia vem transformando a agricultura familiar no norte e noroeste do Espírito Santo. “Estou extasiado com esta notícia! A reportagem retrata uma transformação na agricultura familiar tradicional por meio da agroecologia”, disse Fidelis. Os prêmios foram recebidos no Quênia por Luiza Costa, jornalista do setor corporativo que atua como chefe de comunicação da Apta (Secretaria de Agricultura e Abastecimento), que em agosto foi escolhida para representar o Brasil no evento, mais Mariana Grilli, da Jovem Pan News e podcast Arroz, Feijão e Clima, que também esteve no congresso mundial. Para Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, a conquista tem significado coletivo. “É uma conquista que representa e orgulha a todos nós. Além de abrir portas a todos os nossos associados. Um marco histórico”, afirma. Por meio de seus canais, a Rede Agrojor tem incentivado os mais de 100 jornalistas a participarem das atividades da IFAJ. Esta é a primeira vez que uma reportagem é premiada neste concurso.  “A conquista de Ariosto Mesquita e Leandro Fidelis no Star Prize 2025 mostra que o talento e a qualidade do jornalismo agro brasileiro já são reconhecidos lá fora. Agora é hora de ampliarmos essa presença, inscrevermos nossos trabalhos, participarmos dos congressos e mostrarmos ao mundo a força da nossa produção”, diz Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor. “A IFAJ abre portas, mas é a nossa participação que constrói pontes. Vamos juntos ocupar esse espaço com o profissionalismo, a ética e a paixão que sempre marcaram o jornalismo agro brasileiro.” Organizado pela Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ), o Star Prize reconhece reportagens que ampliam o debate sobre as cadeias de produção, a vida nas comunidades agrícolas e a atuação das empresas do setor. A competição é dividida em cinco categorias — Matéria Impressa, Fotografia, Vídeo, Áudio e Mídia Digital — e ainda contempla conteúdos de destaque em Inovação, Sustentabilidade, Tecnologia, Comércio, Economia, Questões Globais e Cultura Rural. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil

12 países já estão pré-inscritos para o Executive Meeting no Brasil em 2026

Durante o Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), realizado em Nairóbi, no Quênia, que começou na terça-feira (14) e termina neste sábado (18), o Brasil esteve presente nas discussões que definem o futuro da entidade. Por link ao vivo, participaram do encontro, representando a Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agro), Luiz Patroni, vice-presidente, e Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional. Na reunião de diretores, ocorrida na quarta-feira (15), o Brasil apresentou o resumo da agenda de atividades preparadas para o Executive Meeting 2026, que será sediado no país em março. O encontro é o principal evento anual de planejamento da IFAJ e reúne lideranças das associações nacionais de jornalistas agropecuários para definir as diretrizes e ações da federação, além de cumprirem um roteiro de atividades para conhecer o agro local. Ao final da exposição da agenda de uma semana de atividades, 12 países já estavam pré-inscritos para o evento no Brasil, entre eles Chile, Bélgica, Croácia, Reino Unido, Espanha, África do Sul, Suíça, Finlândia, Argentina, Benin, Irlanda e Austrália. “A organização para o evento no Brasil está incrível”, disse o norte-americano Steve Werblow, presidente da IFAJ. “Muito boa apresentação“, afirmou o argentino Addy Rossi, vice-presidente. Para Daniel Azevedo, que fez o detalhamento da agenda, há uma expectativa grande para o Executive Meeting no Brasil. “Os nomes confirmados até agora são de representantes-chave das redes nacionais, e a expectativa é de ampliação quando as inscrições forem abertas oficialmente nas plataformas da IFAJ”, disse Daniel Azevedo. O Executive Meeting 2026, organizado pela Rede Agro, será a primeira reunião anual da IFAJ realizada no Brasil, consolidando o papel do país como referência latino-americana no jornalismo agropecuário internacional. O Executive Meeting também abre o caminho para que o país se candidate a sede do congresso mundial nos próximos anos.  Além da exposição do plano brasileiro, a reunião incluiu votações sobre o orçamento de 2025 da IFAJ, a aprovação do balanço do último exercício e a reintegração da Nigéria como país-membro. Também foi aprovada a mudança do nome jurídico da entidade para IFAJ Foundation. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil apresenta agenda do IFAJ Executive Meeting 2026 no congresso do Quênia

A Rede Agrojor participa da reunião de delegados que ocorre durante o Congresso Mundial da IFAJ (International Federation of Agricultural Journalists), em Nairobi, no Quênia, nesta quarta-feira (15). O congresso que começou na terça, termina no sábado (18). “Integram essa reunião delegados, diretores de associações representadas presencialmente no evento e também diversas outras associações por plataformas online, como é o caso da diretoria da Rede Agrojor”, diz Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, representante da entidade na ocasião. O Brasil está se preparando para receber em março de 2026 o Executive Meeting, a reunião anual da diretoria global da IFAJ, e foi convidada a fazer uma apresentação de seu trabalho de cicerone.  A IFAJ confirmou o país como sede em março deste ano, no Executive Meeting ocorrido em Letsitele, na África do Sul. Desde então, foi criado um comitê de organização no Brasil, destinado a construir uma agenda.   “Essa exposição da agenda é a forma da gente confirmar e adiantar o que já tem previsto para o Executive Meeting 2026”, diz Daniel Azevedo. “É uma maneira de mostrar que estamos bem organizados, com a maior parte da programação confirmada e também estimular os representantes das associações nacionais, dos diferentes países, a já fazerem a pré-inscrição.”  As atividades do Executive Meeting 2026 serão concentradas no estado de São Paulo para que o grupo de jornalistas visitantes, além de cumprirem a agenda protocolar da reunião de diretoria, consigam conhecer várias cadeias produtivas. O roteiro inclui universidades, fazendas, empresas e instituições de pesquisa. A programação percorrerá polos de inovação, com tecnologias de precisão, nanotecnologia, uso da terra, IA e bioinsumos, por exemplo. Estão no escopo o modelo de Integração-Lavoura-Pecuária, sistemas regenerativos, produção automatizada, entre outros.  “Estamos organizando uma agenda para que os jornalistas do mundo todo conheçam o agronegócio tropical na sua melhor forma. Vamos mostrar inovação, diversidade e, claro, a nossa hospitalidade”, diz Daniel Azevedo. “E também reforçar a integração do Brasil à rede global de jornalismo agro. É mais uma forma de mostrar que a Rede Agrojor se mantém muito ativa, sendo uma grande oportunidade para eles conhecerem o agro a partir de uma seleção de outros profissionais experimentados aqui do Brasil.” O Executive Meeting serve como um tipo de “esquenta” para que nos próximos anos o Brasil venha a ser escolhido como sede do Congresso Mundial da IFAJ. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clic aqui e venha para a maior comunidade global de jornalistas agro.

Nairóbi para o mundo: o futuro da agricultura global será discutido aqui

Por Jackson Okata, da Mesha. Durante quatro dias transformadores neste mês de outubro, Nairóbi receberá o maior encontro mundial de jornalistas agrícolas, comunicadores, cientistas, inovadores e líderes políticos, quando terá início o Congresso Mundial 2025 da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ). O evento, sediado no Hotel Ole Sereni, ocorre em um momento em que as mudanças climáticas e as transformações tecnológicas estão redesenhando os sistemas alimentares globais, o que torna o congresso vital e oportuno. Como centro africano de tecnologia e inovação, Nairóbi oferece o palco ideal para essas discussões urgentes. Nesta semana, de 15 a 18 de outubro, delegados de todo o mundo participarão de conversas projetadas para informar e também inspirar ações que moldem e transformem o futuro da agricultura. O Secretário de Gabinete do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Pecuário do Quênia, Mutahi Kagwe, deverá liderar uma delegação governamental de alto nível no congresso. Estarão presentes os principais pesquisadores e cientistas de instituições como Croplife International, CGIAR, Organização de Pesquisa em Agricultura e Pecuária do Quênia (KALRO), AGRA, Conselho do Chá do Quênia e outras, além de empresas globais do agronegócio, como a Basf. A principal rede que atua no mercado de sementes, a Associação Africana de Comércio de Sementes, também participará. O Escritório do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (IDRC) para o Leste e Sul da África conduzirá sessões plenárias, assim como a Fundação Africana de Tecnologia Agrícola (AATF). A Federação Internacional de Sementes também confirmou sua participação no congresso. De acordo com o Osir Oteng, haverá uma sessão especial dentro do programa de Pesquisa-Ação da MESHA para Melhorar a Cobertura Eficaz de Questões de Mudança Climática na África (ARECCCA). O projeto, que une a MESHA e o IDRC, abordará o tema Gênero, inclusão e comunicação climática: dando voz aos mais vulneráveis. MESHA (Media for Environment, Science, Health and Agriculture) é a organização sediada no Quênia que reúne jornalistas, comunicadores e profissionais de mídia especializados em meio ambiente, ciência, saúde e agricultura. Além disso, o ILRI, por meio do Acelerador CGIAR sobre Igualdade de Gênero e Inclusão, realizará uma sessão intitulada Contando histórias de gênero, juventude e inclusão social na agricultura na África: a experiência do CGIAR. A MESHA está mobilizando a mídia regional para desenvolver e publicar histórias inspiradoras sobre gênero, juventude e inclusão social na agricultura africana, em linguagem acessível para formuladores de políticas, classe política e comunidades locais, tanto em inglês quanto em suaíli. O encontro global anual é organizado pela organização Mídia para Meio Ambiente, Ciência, Saúde e Agricultura (MESHA), sob o tema “Desbloqueando o potencial agrícola no berço da humanidade”. Em sessões plenárias dinâmicas, os delegados discutirão alguns dos maiores temas da atualidade, incluindo como a inteligência artificial pode transformar a vida dos pequenos produtores africanos, como garantir sistemas alimentares resilientes em um mundo que aquece rapidamente e o papel das mulheres, dos jovens e do conhecimento indígena na configuração dos sistemas alimentares do futuro. Nas sessões paralelas, os participantes se envolverão em discussões práticas e detalhadas sobre sistemas de sementes, nutrição, custos de insumos, uso da terra e acesso ao mercado — desafios enfrentados por agricultores em todos os continentes. Fora das salas de conferência, 14 visitas de campo imersivas estão programadas como parte do Congresso Mundial IFAJ 2025. Desde as plantações de chá de Kericho até as paisagens áridas onde práticas resilientes ao clima estão reescrevendo histórias de sobrevivência, essas visitas oferecerão aos delegados uma visão de como políticas podem se transformar em ações concretas. O congresso IFAJ 2025 oferece aos jornalistas uma oportunidade rara de aprimorar habilidades, construir colaborações e redes, e descobrir histórias inéditas que exigem atenção global. Formuladores de políticas, pesquisadores e cientistas terão à disposição um rico mercado de ideias, soluções e alianças capazes de transformar a agricultura mundial.

O peso da cobertura jornalística nas COPs e o desafio do Brasil em 2025

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, neste novembro de 2025, deve receber um dos maiores contingentes de jornalistas da história das conferências do clima. Embora o número oficial de credenciados ainda não tenha sido divulgado pelo secretariado da ONU, a estimativa segue o padrão das últimas edições: entre três e quatro mil profissionais de imprensa de todo o mundo. Na COP28, realizada em Dubai, foram registrados 3.972 representantes de mídia, recorde histórico segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). Em Sharm el-Sheikh, no Egito, na COP27, o número chegou a 2.800 jornalistas e fotojornalistas, de acordo com dados do governo egípcio. Esses números indicam o peso crescente da cobertura jornalística como elemento de pressão pública sobre governos e empresas. Da diplomacia fechada à vitrine global As conferências do clima deixaram de ser encontros restritos a diplomatas para se tornarem um espaço de interesse global, em grande parte por causa da imprensa. Desde a COP3, em Kyoto, em 1997, quando jornalistas registraram a assinatura do primeiro tratado climático com metas obrigatórias de redução de emissões, a cobertura jornalística passou a ter influência direta sobre a opinião pública e sobre as decisões políticas. Nos anos seguintes, a presença de repórteres cresceu de forma constante. Em Lima, na COP20, foram mais de 900 profissionais. Em Paris, na COP21, onde nasceu o Acordo de Paris, o número superou três mil. A visibilidade alcançada pelos veículos internacionais transformou as conferências em vitrines de compromissos climáticos, mas também em arenas de cobrança. “Sem o olhar crítico da imprensa, o debate climático permaneceria limitado a círculos técnicos e políticos. A cobertura amplia o alcance e sustenta o acompanhamento da sociedade civil”, afirma o Reuters Institute, em relatório sobre mídia e clima publicado em 2024. O papel do jornalismo brasileiro Para o Brasil, país que sediará a COP pela primeira vez, a presença de redações nacionais e regionais será decisiva. Além de acompanhar negociações internacionais, jornalistas brasileiros terão a tarefa de traduzir o impacto das decisões sobre agricultura, energia, florestas e populações tradicionais. Por exemplo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Knight Center for Journalism da Universidade do Texas criaram cursos específicos para capacitar profissionais que atuarão na cobertura. O programa “COP30 em pauta”, lançado em setembro, já recebeu mais de 1.300 inscrições, sinalizando o interesse crescente da imprensa nacional em acompanhar o evento. Veículos como TV Globo, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo e Valor Econômico devem enviar equipes a Belém. Agências internacionais como Reuters, AFP e Associated Press também confirmaram presença, segundo informações publicadas por seus próprios escritórios regionais. O governo do Pará e o comitê organizador da COP30 reconhecem que o número de jornalistas esperados exige infraestrutura compatível com a dimensão do evento. Em Belém, a oferta de hospedagem e transporte é considerada o principal desafio. Reportagem recente da Reuters destacou que o custo médio de diárias já aumentou com um ano de antecedência, o que pode limitar o tamanho das delegações e das equipes de imprensa. O credenciamento de mídia foi aberto em julho pelo UNFCCC. O processo é totalmente digital e segue aberta neste link. Cada jornalista precisa ser indicado por um veículo reconhecido, apresentar comprovação de atuação profissional e passar por verificação de segurança. Cobertura como instrumento de transparência A presença maciça de jornalistas nas COPs funciona como um mecanismo de transparência. As reportagens dão visibilidade às negociações, revelam contradições e registram o cumprimento (ou descumprimento) das metas assumidas pelos países. A cada edição, veículos internacionais produzem balanços detalhados sobre avanços e impasses. Na COP28, em Dubai, a pressão da imprensa foi determinante para que o texto final mencionasse pela primeira vez a “transição para o fim dos combustíveis fósseis”, tema que havia sido excluído em rascunhos anteriores. Organizações como The Guardian e Bloomberg destacaram que a repercussão pública das críticas ao texto forçou países exportadores de petróleo a aceitar uma formulação mais clara. “Em fóruns multilaterais, o jornalismo é a garantia de memória e responsabilização”, disse a secretária executiva da UNFCCC, Simon Stiell, em entrevista coletiva durante a COP28. A COP30 deve marcar uma nova etapa na cobertura jornalística brasileira sobre clima. Pela primeira vez, repórteres, fotógrafos e comunicadores locais terão acesso direto ao principal palco de negociações ambientais do planeta. Essa proximidade tende a fortalecer a conexão entre ciência, políticas públicas e sociedade. A expectativa é que o evento reúna cerca de 45 mil participantes entre delegações oficiais, empresas, pesquisadores e sociedade civil. Se o padrão das edições anteriores for mantido, cerca de 10% desse total corresponderá à imprensa. A Rede Agrojor está nesse movimento de abrir temas sobre a COP30, por meio de seus workshops. Nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, será realizado o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. Quem acompanhar o workshop? Clique aqui. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Workshop Rede Agrojor discute a importância da COP 30 para o Brasil

A Rede Agrojor realiza, nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”, com apoio da Bayer. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. É pós-doutor pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor visitante com MBA executivo na Fundação Dom Cabral. Rodrigues atua também como membro do Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), além de revisor voluntário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC na sigla em inglês), sobre temas relacionados a gases de efeito estufa.  O workshop abordará os desafios e oportunidades que a COP 30, em Belém (PA), representa para o setor agropecuário e para o Brasil no cenário climático global. A proposta é trazer para o ecossistema da Rede Agrojor informações que possam contribuir com o trabalho jornalístico sobre o papel do agro na transição para uma economia de baixo carbono, com foco em inovações e sustentabilidade. O link de acesso ao evento estará nas redes sociais da Rede Agrojor e será enviado por e-mail aos seus associados. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Diálogos Agrojor 2025 aprofunda o debate sobre os rumos da comunicação

O 3º Diálogos Agrojor, promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), reuniu no sábado, 4 de outubro, cerca de 100 jornalistas que atuam no agro em redações, assessorias e empresas para uma imersão nos dilemas e oportunidades da comunicação contemporânea. O encontro aconteceu no auditório da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet, consolidando-se como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do jornalismo no agro. A terceira edição reafirmou a vocação do evento como espaço de encontro entre profissionais que acreditam na força da comunicação como agente de transformação e sustentabilidade do agronegócio e da sociedade. Em formato híbrido, o evento teve como eixo central os novos desafios de engajamento em tempos de excesso de informação. A programação foi estruturada em três mesas temáticas que abordaram diferentes perspectivas sobre o papel do comunicador diante da fragmentação das audiências, da ascensão de novas tecnologias e da pressão crescente pela construção de reputações sólidas. A abertura contou com a presença da presidente da Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera Ondei, que destacou a importância de fortalecer o pensamento crítico e o diálogo entre diferentes áreas do ecossistema da comunicação. “Vivemos uma era em que a atenção é o ativo mais disputado. O Diálogos Agrojor é um espaço para refletir sobre como podemos gerar impacto e relevância sem abrir mão da profundidade”, afirmou. Na primeira mesa, “Storytelling de Impacto: como engajar em tempos de saturação digital e onde está a nova audiência”, Cristiane Barbieri, repórter especial do Estadão, e Angélica Mari, jornalista e cofundadora da Futuros Possíveis, exploraram as formas de conectar narrativas jornalísticas a públicos que se informam em múltiplas plataformas. As convidadas defenderam a escuta ativa, a experimentação e o uso responsável das tecnologias como caminhos para reconstruir vínculos de confiança com a audiência. “Estamos diante de um cenário de pulverização da atenção e, dentro disso, você vai criando tribos digitais, nichos culturais e algoritmos que capturam a atenção das pessoas e formam bolhas. Então o grande desafio é poder comunicar e contar histórias simultaneamente para todos esses segmentos de audiência, de uma forma autêntica, verdadeira e com credibilidade”, disse Angélica Mari. “Gente gosta de gente. O que dá mais audiência? Celebridades e esportes é isso que chama o leitor. Então, como é que a economia vai chamar esse leitor? Com emoção”, afirmou Cristiane Barbieri.A jornalista ressaltou que, para despertar o interesse do público, mesmo temas técnicos e econômicos precisam ser apresentados com humanidade e emoção, aproximando a informação da experiência cotidiana das pessoas. A segunda mesa, “Narrativas Imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, trouxe o consultor e pesquisador Paulo Silvestre e o diretor do Canal UOL, Antoine Morel. Mediados por Mariana Grilli, apresentadora do Hora H do Agro, os debatedores mostraram como novas linguagens digitais podem ampliar a experiência do público e renovar o interesse por conteúdos informativos. Foram discutidas as possibilidades da inteligência artificial, da gamificação e do áudio como plataformas de engajamento e aprendizado. “Precisamos estar atentos e abertos ao novo. Não quer dizer que vai dar certo, mas precisamos estar predispostos a fazer essa mudança. O jornalismo precisa mudar a sua linguagem e a linguagem não é só palavras. Linguagem é o que você usa, o jeito que você faz e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com o nosso público”, afirmou Paulo Silvestre. “Estamos em um momento de novas narrativas e, mais do que isso, de entender como a gente distribui e compreende o ecossistema pelo qual estamos construindo seja vídeo, texto ou áudio. Vivemos uma época de cocriação e é um momento de perceber que a própria realidade está sendo cocriada, e isso tem muita influência da inteligência artificial”, destacou Antoine Morel. Encerrando o evento, a mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” reuniu Fábio Santos, presidente da Abracom e CEO da CDN, e Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil. Sob mediação de Mariele Previdi, diretora da Rede Agrojor, o debate analisou os riscos e responsabilidades das marcas e dos comunicadores diante da velocidade das redes. A discussão ressaltou a necessidade de coerência entre propósito e prática, além do papel estratégico da comunicação na gestão de crises e na construção de legitimidade. “Muitas empresas olham para as redes sociais apenas como um canal de captura de lead e não trabalham sua reputação nesses ambientes. Quando tropeçam, lembram que só gerar lead não é o suficiente para sobreviver a certas crises e proteger sua reputação a médio e longo prazo”, observou Fábio Santos. “Vejo como tendência um investimento em canais próprios. Ter um controle maior e transformar cada vez mais esses canais em meios poderosos de comunicação é algo que já observo em vários lugares”, completou Pablo Toledo. O Diálogos Agrojor 2025 contou com patrocínios de Syngenta, Corteva, Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio institucional do Pensa/FIA e da Almagrino. Mais do que um evento, o encontro reafirmou o compromisso da Rede Agrojor em promover espaços de troca e aprendizado, fortalecendo a atuação dos comunicadores do agro em um cenário cada vez mais dinâmico e digital.