IFAJ lança livro de 70 anos com participação de jornalista brasileiro
Coletânea apresentada durante congresso mundial na Croácia reúne reportagens de 45 países e inclui capítulo de Leandro Fidelis sobre a cafeicultura do Caparaó
Rede Agrojor – Rede Brasil de Jornalistas Agro
Rede Brasil de Jornalistas Agro
Coletânea apresentada durante congresso mundial na Croácia reúne reportagens de 45 países e inclui capítulo de Leandro Fidelis sobre a cafeicultura do Caparaó
Julio Cezar Huber divide o reconhecimento máximo da edição com a australiana Pip Courtney; país ainda aparece entre os vencedores de Cultura Rural, Mídia Digital e Sustentabilidade
Saiba como foi o roteiro do Congresso da IFAJ, em Osejik, com visitas às fazendas, agroindústrias e instituições de pesquisa e culturais
Em Osijek, representantes das associações nacionais discutiram formação profissional, liberdade de imprensa, programas internacionais e a gestão de uma fundação para apoiar projetos ligados ao jornalismo agro
A Rede Agrojor conversou com Vedran Stapić, presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas (CAJA); confira a entrevista
Rede Agrojor passa a ser representada por Daniel Azevedo Duarte, vice-presidente e primeiro da América do Sul a integrar o organismo ligado à Federação Internacional de Jornalistas Agro
Presidente da Rede Agrojor, Vera Ondei foi convidada para corpo internacional de avaliadores do Star Prize 2026
Comitê nasce com a missão de organizar as relações com jornalistas de outros países e intensificar as trocas de experiências
Evento vai reunir dois especialistas globais, o britânico Martin Clough e o brasileiro Andre Piza, dia 9 de novembro, no formato online
Ex-aluna do programa IFAJ-Alltech Young Leaders, ela é a ponte para o lançamento de uma certificação global; entenda os detalhes
A IFAJ realizará uma reunião global para tirar dúvidas sobre a edição deste ano
Rede Agrojor está monitorando os conteúdos publicados por jornalistas estrangeiros que estiveram no Brasil de 15 a 20 de março
O evento ocorre entre os dias 18 e 20 de maio, no Centro de Congressos de Lisboa
Jornalista capixaba terá reportagem publicada na obra comemorativa da Federação Internacional de Jornalistas Agro, entidade presente em cerca de 60 países
A premiação global que reconhece a excelência do jornalismo agrícola está com as inscrições abertas. Os associados da Rede Agrojor têm até o dia 15 de maio para inscreverem seus trabalhos. O prêmio tem cinco temas centrais: inovação, sustentabilidade, tecnologia, questões globais e cultura rural. As obras serão avaliadas nos formatos de mídia impressa, fotografia, áudio, vídeo e mídia digital. São doze chances de vitória. Cada vencedor receberá o prêmio em dinheiro, no valor de 500 euros, com a possibilidade de reconhecimento adicional por meio de menções honrosas e prêmios especiais, como o título de Jornalista do Ano de 2026 e o Prêmio Supremo da Guilda. A competição é para membros das entidades filiadas à IFAJ em situação regular. Cada participante pode submeter até duas inscrições no total, respeitando o limite de uma inscrição por tema. É necessário que os trabalhos tenham sido publicados durante o ano de 2025. Caso o conteúdo não esteja em inglês, o participante deve providenciar a tradução para que a comissão internacional realize a avaliação. Para se inscrever, o jornalista deve acessar o site da IFAJ, navegar até a seção de temas da premiação e selecionar o que interessar. Neste campo, o candidato será direcionado para a página de inscrição. Dois jornalistas brasileiros da Rede Agrojor estiveram entre os vencedores na edição de 2025 do IFAJ Star Prize: Ariosto Mesquita, do Mato Grosso do Sul, e Leandro Fidelis, do Espírito Santo. Mesquita foi destaque na categoria Impressa pela reportagem “Crédito de carbono chega à pecuária”, que aborda o mercado de créditos de carbono e apresenta um caso pioneiro no Brasil. Já Fidelis foi premiado na categoria Cultura Rural com a reportagem “Uma revolução verde capixaba”, que retrata os impactos da agroecologia na agricultura familiar. A premiação foi anunciada no dia 18 de outubro durante o Congresso Mundial da IFAJ, realizado em Nairobi, no Quênia. Mais informações: https://www.ifaj.org/contests-and-awards/ Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.
Rede Agrojor tem 13 candidatos aptos; prazo para inscrição encerra em 27 de abril
A Casa John Deere 2026 foca na integração de tecnologia avançada, sustentabilidade e agricultura de precisão para otimizar a produtividade no campo. A iniciativa visa reduzir custos e impactos ambientais por meio de automação, conectividade e soluções inteligentes.
Prazo para submissão vai até 10 de abril e integra publicação internacional que reúne histórias da agricultura em países membros
Ao receber uma caravana de jornalistas do segmento agropecuário, o Brasil desfrutou de uma oportunidade ímpar para mostrar ao mundo como o campo e a ciência trabalham unidos preservando o meio ambiente para desenvolver o setor que lidera a economia nacional: o AGRO De 15 a 20 de março de 2026, o Brasil recebeu uma caravana da imprensa internacional especializada em agronegócio: 50 jornalistas* experientes que vieram de 22 países para conhecer e vivenciar a agropecuária brasileira. A programação permitiu o diálogo com lideranças do setor, empresários e pesquisadores, somando conhecimento técnico, científico, tecnológico, sustentável e produtivo de alguns dos principais cultivos como café, cana-de-açúcar, grãos, soja, citrus e pecuária, além de conhecimentos sobre agricultura familiar, preservação ambiental, bioinsumos, agricultura de precisão e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O encontro, promovido pela IFAJ – Federação Internacional dos Jornalistas Agrícolas e com organização da Rede Agrojor – Associação Brasileira dos Jornalistas de Agronegócio, foi preparado durante 10 meses por um comitê de trabalho voluntário composto por 16 jornalistas brasileiros, associados Agrojor, e baseados em várias regiões do país. A equipe foi comandada pela presidente da entidade, a jornalista Vera Ondei. “Não estamos sozinhos no mundo e o que queremos para o futuro é que todos estes colegas olhem para nós como parceiros na busca por informações sobre o Brasil, principalmente, fontes oficiais, sejam elas empresas, entidades, governo e ONGs”, ressaltou Vera em sua fala de encerramento. A imersão foi realizada durante o Mid Term Executive Meeting, reunião que ocorre anualmente, a cada edição, em um país diferente. Em 2026, o Brasil sediou o evento pela primeira vez. O principal objetivo foi demonstrar aos profissionais internacionais, de forma completa e abrangente em um curto espaço de tempo como é o agronegócio brasileiro – do lado de dentro da porteira. Durante os cinco dias, o grupo passou por 10 cidades do interior paulista: Guarulhos (onde foi realizado o coquetel de abertura), São Carlos (local da hospedagem e de onde partiam diariamente), Araraquara, Campinas, Charqueada, Descalvado, Holambra, Mogi-Guaçu, Pirassununga e Piracicaba. Nessas cidades estão centros de pesquisa, institutos, empresas e propriedades rurais que demonstraram inovações e esforços em prol do desenvolvimento tecnológico e sustentável do agro. Além do conteúdo técnico, durante a experiência, os jornalistas também tiveram a oportunidade de experimentar parte da culinária típica brasileira como um jantar em uma churrascaria no sistema self-service/rodízio. Muitos desconheciam este formato de serviço. Teve também noite com comidas de boteco e a tradicional feijoada. “Foi uma experiência fabulosa, aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas”, ressaltou o jornalista Patrick Dupuis, da Canadian Farm Writers Federation (CFWF). “Tanto na Suíça como na Alemanha há muita discussão sobre o Mercosul e os insights que recebemos foram bastante esclarecedores. Aprendi muito. Senti que estava exatamente no lugar e na hora certa”, destacou Kirsten Müller, da Schweizer Agrarjournalisten (VDAJ). “Aprendi muito sobre o Brasil e seu trabalho com o segmento agrícola: minha mente está repleta de ideias de comunicação no agro para acrescentar ao meu trabalho nos EUA”, disse Katie Knapp, da Agricultural Communicators Network (EUA) em acordo com seu colega de redação, Gregory David Horstmeier: “Devo dizer que tudo que vi nesta semana alimentou minha alma e iluminou meu coração. Ficar fora dos EUA uma semana, aprendendo tanto com vocês no Brasil foi incrível”. Steve Werblow, presidente da IFAJ, finalizou: “Vocês transformaram cada problema em aprendizado. Até quando o ônibus ficou atolado, aquilo virou uma oportunidade de entender a logística. Passamos a enxergar as dificuldades e as possibilidades”. A realização do Executive Meeting IFAJ-Agrojor no Brasil foi possível por causa de empresas e marcas que acreditam na comunicação agro. O evento teve como patrocinador Ouro as empresas Bayer, John Deere e Yara Fertilizantes; a Basf como patrocinador Prata e Corteva como Bronze. A iniciativa teve o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Cachaça Cabaré, Ford, Legga, Ludu e Toledo do Brasil. Os locais visitados foram: Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Instrumentação, Embrapa Territorial, Coplacana, Esalq/Sparcbio, CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, Café DelGraan, Sítio São João, Joost Kalanchoé, Koppert, Agrindus/LettiA, Fazenda Estância e Fazenda Cachoeira. Países representados por seus jornalistas: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Finlândia, Geórgia, Irlanda, Nigéria, Noruega, Países Baixos, Quirguistão, Reino Unido, Sérvia e Suíça. Inicialmente seriam 51 jornalistas de 23 países, mas o profissional da Romênia ficou impossibilitado de comparecer por causa dos conflitos no Oriente Médio.
Estrangeiros conhecem o trabalho da família Vick, em Piracicaba (SP), modelo de sustentabilidade e resiliência diante de desafios climáticos da região Irmãs Aline e Nathalia Vick, proprietárias da Fazenda Estância Representantes da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ) participaram de uma visita técnica à Fazenda Estância, em Pirassununga, SP, no dia 19 de março. A unidade é referência em práticas de agricultura regenerativa e integra a iniciativa global Bayer ForwardFarming, que demonstra essas práticas no campo. A atividade fez parte do Executive Meeting, reunião anual de delegados da IFAJ, organizada neste ano no Brasil pela Rede Agrojor, com o apoio da Bayer. Com uma agenda focada no agro brasileiro contemporâneo, o encontro ocorreu de 15 a 20 de março e reuniu jornalistas de 22 países. A fazenda que os jornalistas conheceram foi fundada por José Vick e passou por um processo de sucessão familiar em 2018. Hoje, suas filhas Nathalia Vick, administradora e gestora de agronegócios, e Aline Vick, economista, estão à frente da propriedade. A unidade tem 1.100 hectares dedicados às culturas de soja, milho, sorgo, mandioca e cana-de-açúcar. Segundo levantamento divulgado pela propriedade, a adoção de práticas de agricultura regenerativa a longo prazo resultou em mais estabilidade produtiva e redução das emissões de gases de efeito estufa na fazenda. Durante a safra 2024/25, a média de emissões para a cultura de soja foi 60% menor do que a média brasileira. Já para o milho segunda safra, elas foram 46% menores do que a média nacional para a cultura no período. Em relação à soja, foram avaliados 11 talhões e levados em consideração fatores como mudança do uso da terra, plantio, manejos, colheita, secagem e transporte. A análise concluiu que a pegada de carbono na safra 2024/25, em média, atingiu 616,4 kg CO2 eq./t, ou seja, 60% menor do que a média nacional, 1526 kg CO2 eq./t. Um talhão em específico chegou a 373 kg CO2 eq./t, 76% menor do que a média brasileira. “É importante ressaltar que cada talhão possui um perfil de solo e histórico de manejo diferente, o que influencia a pegada. Ainda assim, o talhão com maior pegada registrada representa um montante 22% menor do que a média nacional”, explica Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina. Seguindo a mesma metodologia, a análise de pegada para o cultivo de milho segunda safra concluiu que a média da Fazenda Estância é 46% menor, 751,71 kg CO2 eq./t, do que a média nacional para a cultura, 1387 kg CO2 eq./t. Metodologia PRO Carbono O cálculo das emissões foi feito por meio da Footprint PRO Carbono, ferramenta desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa, baseada na avaliação do ciclo de vida (ACV), que calcula a pegada de carbono de produtos agrícolas em sistema de produção de soja, milho e algodão. Capaz de efetuar cálculos por talhão, um diferencial em relação a outras ferramentas no mercado, a calculadora permite um diagnóstico preciso e o reconhecimento de propriedades e produtores eficientes do ponto de vista de emissão de gases de efeito estufa. Para Aline Vick, pequenas mudanças no manejo fazem toda a diferença. “Existem decisões que estão ao alcance dos produtores. No caso da cultura da soja, por exemplo, substituímos a aplicação de ureia pelo nitrato, que emite menos gases de efeito estufa. Implementamos tecnologias de precisão que minimizam as manobras de maquinário, resultando em economia de combustível e redução das emissões de gases. Uma agricultura mais precisa não apenas melhora os resultados obtidos, mas também gera benefícios sustentáveis a longo prazo.” Produtividade e solo mais saudável A saúde do solo é um dos elementos centrais da agricultura regenerativa e contribui para produzir a mesma ou maior quantidade de produtos agrícolas a partir de uma extensão territorial menor, com menos recursos e menor pegada climática e ambiental. Em talhões com menor pegada, por exemplo, o índice de produtividade de soja da fazenda foi maior, chegou a 77 sacas por hectare. Além disso, entre 2020 e 2024, a propriedade manteve uma produtividade estável, em alguns casos até acima da média da região, mesmo durante período de chuvas escassas. Grande parte desse ganho é relacionado à adoção de práticas de agricultura regenerativa, como rotação de culturas e plantio direto, provando que sustentabilidade e produtividade andam juntas. “A saúde do solo é a base de todo o nosso trabalho. Por meio da agricultura regenerativa, fortalecemos sua estrutura e promovemos um ecossistema mais equilibrado. Hoje, adotamos essas práticas em toda a propriedade, um trabalho que construímos ao longo dos anos, que resulta em solos com maior resiliência ambiental e condições ideais para uma produção sustentável ao longo do tempo. A sustentabilidade virou a nossa marca”, pontua Aline. Plataforma PRO Carbono Desde 2021, a Fazenda Estância faz parte do PRO Carbono, maior plataforma de soluções regenerativas da América Latina que conecta agricultores, indústrias e mercados que buscam cadeias produtivas e integram sustentabilidade como vantagem competitiva e motor de crescimento do negócio. De lá para cá, novas técnicas foram implementadas e ampliadas para avançar na regeneração do solo na propriedade, como a intensificação da rotação de raízes. Hoje, mais de 80% das áreas de produção de grãos já receberam plantas de cobertura em substituição ao milho ou ao sorgo de segunda safra. Uma análise comparativa simples de um talhão, feita entre 2021 e 2024, concluiu que, após três anos de práticas de agricultura regenerativa, o solo analisado revelou um aumento no teor de fósforo, um dos principais nutrientes a ser considerado em uma agricultura tropical, por ser pouco presente no solo brasileiro. O cálcio também apareceu em maior quantidade, e esses resultados indicam melhoria gradual e sustentável da fertilidade e do perfil químico do solo, além de potencial redução no uso de calcário, o que contribui para um menor impacto ambiental no futuro. “O solo da fazenda é arenoso, uma característica da região, o que torna necessário um conjunto de ações para melhorar a sua saúde. O plantio direto e a rotação de culturas na fazenda favorecem
A Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ) abriu inscrições para jornalistas interessados em participar do ISF World Seed Congress 2026, que será realizado entre os dias 18 e 20 de maio, em Lisboa, Portugal. A iniciativa faz parte da parceria com a International Seed Federation (ISF), que vem sendo fortalecida após edições recentes do congresso em Roterdã e Istambul. Lembrando aos brasileiros que somente estão aptos os jornalistas associados à Rede Agrojor. Nesta edição, até 15 jornalistas membros da IFAJ serão selecionados para participar com todas as despesas custeadas pela ISF, incluindo passagens, hospedagem e inscrição no evento. Os participantes terão acesso completo à programação do congresso, estrutura dedicada para a imprensa e apoio para realização de entrevistas com lideranças globais do setor de sementes. O congresso reúne executivos, formuladores de políticas públicas e agentes de toda a cadeia de valor do setor, consolidando-se como um dos principais fóruns globais para discutir inovação, comércio e segurança alimentar. Entre os destaques da programação está a palestra de abertura de Shobha Shetty, do Banco Mundial, além de uma coletiva de imprensa e encontro com o Ministério da Agricultura de Portugal. A seleção dos jornalistas será feita por um júri conjunto da IFAJ e da ISF. Para se candidatar, é necessário enviar amostras de trabalhos publicados, comprovação de vínculo editorial ou comissionamento e sugestões de pautas a serem desenvolvidas durante o congresso. As inscrições se encerram em 1º de abril de 2026. Outras informações e detalhes sobre o programa podem ser acessados nos links oficiais da IFAJ. E aqui também Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.
Visto pelos olhos dos jornalistas, o que foi o IFAJ Mid-Term Executive Meeting, evento da Federação Internacional de Jornalistas Agro organizado pela Rede Agrojor
Publicação da Rede Agrojor reúne indicadores, contexto produtivo e contatos institucionais para orientar a cobertura internacional do setor
Passagem por centros de tecnologia, bioinsumos e pecuária amplia repertório técnico e comparativo entre países