Internacional

Começou o Executive Meeting: Brasil defende papel central na segurança alimentar global

Em um momento de crescente tensão geopolítica e pressão sobre os sistemas alimentares globais, representantes do governo e das indústrias defenderam neste domingo (15), na abertura do Mid Term Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), realizado no país pela Agrojor, que o Brasil reúne ciência, escala produtiva e capacidade tecnológica para ampliar a produção e responder à crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia. Ao falar a 51 jornalistas de 23 países que participam do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, afirmou que o país reúne características que hoje poucos produtores globais conseguem oferecer simultaneamente. “O Brasil é um promotor geopolítico da paz, porque ajuda a garantir segurança alimentar, energética e climática. Poucos países conseguem oferecer qualidade, quantidade, sanidade e sustentabilidade ao mesmo tempo”, disse em resposta a Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Agrojor, que conduziu o painel sobre a importância do Brasil na segurança alimentar global. Durante o evento, Rua respondeu a questionamentos sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, frequentemente alvo de críticas de produtores europeus. Em resposta a um jornalista da Alemanha que mencionou críticas na Europa sobre o uso de determinados pesticidas e organismos geneticamente modificados, o secretário afirmou que muitas dessas preocupações ignoram diferenças estruturais entre sistemas agrícolas. “Quando comparamos sistemas agrícolas, precisamos reconhecer que o Brasil é tropical e tem demandas específicas da agricultura aqui praticada, diferente da temperada da Europa. Seguimos padrões internacionais e cumprimos os requisitos de todos os mercados”, destacou. Brasil quer ser parte da solução O representante do governo também destacou a expansão diplomática do agro brasileiro. Desde 2023, segundo ele, o país abriu 548 novos mercados agrícolas, habilitou mais de 4 mil estabelecimentos exportadores e mantém 40 adidos agrícolas em embaixadas ao redor do mundo. “Mais de um bilhão de pessoas passam fome no planeta. O Brasil quer ser parte da solução, não do conflito.” Ao lado dele no painel, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforçou que a produção brasileira de proteína animal tem papel estratégico nesse cenário. “O mundo enfrenta dificuldades para garantir segurança alimentar em vários países. O Brasil tem condições de ajudar a equilibrar esse sistema”, salientou. Santin criticou barreiras comerciais impostas a produtos brasileiros. “Quando há questionamentos sobre a produção de alimentos do Brasil, muitas vezes o problema não está na produção brasileira, mas nas políticas internas desses países, que criam barreiras protecionistas”, Ele lembrou que o país exporta frango para mais de 150 mercados, embora grandes regiões ainda enfrentem barreiras comerciais, como Índia, Indonésia e Nigéria, que somam mais de dois bilhões de consumidores. Agrojor leva jornalistas estrangeiros ao campo brasileiro O painel integrou a programação do Mid Term Executive Meeting 2026 da IFAJ, realizado no Brasil entre 15 e 20 de março. Ao todo, 51 jornalistas de 23 países participam de uma semana de imersão nas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. Organizado pela Agrojor, o encontro inclui visitas técnicas a propriedades de grãos, aves, flores e sistemas orgânicos, além de encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, mecanização e integração lavoura‑pecuária‑floresta. Segundo a presidente da entidade, Vera Ondei, a associação nasceu da iniciativa de um grupo de jornalistas especializados que buscavam fortalecer a cooperação internacional na cobertura do agro. “A ideia surgiu em 2013, quando jornalistas brasileiros participaram de um encontro da IFAJ na Argentina. A partir dali começamos a discutir a criação de uma associação que conectasse profissionais do Brasil ao debate internacional”, contou. Indústria aposta em inovação e sustentabilidade Se o painel institucional destacou o papel geopolítico do Brasil na produção de alimentos, a roda de conversa com executivos de empresas globais patrocinadoras do evento, sob mediação de Mariele Previdi, vice-presidente da Agrojor, mostrou como tecnologia, digitalização e práticas sustentáveis estão redefinindo a agricultura brasileira. Para Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, o Brasil ocupa posição estratégica na transformação da agricultura global. “O Brasil é hoje o segundo maior negócio agrícola da Bayer no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. É um privilégio trabalhar em um país que consegue combinar produtividade e sustentabilidade.” Ele destacou o programa PRO Carbono, que monitora o sequestro de carbono no solo em propriedades agrícolas e reúne cerca de 3 mil produtores. O projeto já registrou aumento médio de 11% na produtividade, além de redução de 50% nas emissões na produção de soja e 55% no milho. Para Diogo Rezende, vice‑presidente de vendas da Yara Brasil, o setor agrícola já sente diretamente os impactos das mudanças climáticas, como as lavouras de café e outras importantes culturas. Segundo ele, a transição para uma agricultura de menor emissão depende de toda a cadeia. “Não é apenas o produtor rural. Indústria, varejo e consumidores precisam participar da redução das emissões.” Rezende também destacou iniciativas da empresa para reduzir a pegada de carbono na produção de fertilizantes, com a substituição de fontes fósseis por energia renovável, que já reduziram em até 80% as emissões. Já Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos, comunicações e cidadania da John Deere, destacou a dimensão econômica e tecnológica do agronegócio brasileiro. Ele lembrou que a revolução agrícola brasileira foi impulsionada pela ciência. “Nos últimos 50 anos, a produção de grãos cresceu mais de 500%, enquanto a área plantada aumentou cerca de 40%. Isso mostra o impacto da tecnologia.” Para ele, o país reúne condições únicas para liderar a próxima fase da bioeconomia. A John Deere investe cerca de US$ 2,2 bilhões em inovação, incluindo tecnologias como inteligência artificial e máquinas autônomas, que devem redefinir a produtividade agrícola nas próximas décadas. No pano de fundo de tensões geopolíticas, mudanças climáticas e pressões sobre o comércio global de alimentos, fibras e energia, a mensagem que permeou o diálogo é que o Brasil é mais do que uma potência agrícola, pois já se consolidou como um dos poucos países capazes de sustentar a segurança alimentar do planeta nas próximas décadas. O Executive Meeting

Brasil consolida posição estratégica no agronegócio global, aponta relatório do Rabobank

O agronegócio brasileiro avança em produção e relevância. No webinar da IFAJ/AgroJor “O papel do Brasil no agro global”, realizado no dia 11 de março, que reuniu mais de 50 jornalistas, especialistas da Rabobank mostraram, com números, porque o Brasil já é o maior exportador de commodities agrícolas do mundo, superando Estados Unidos e União Europeia. Os especialistas Andy Duff (diretor), Marcela Marini (analista sênior) e Stephen Nicholson (estrategista global) falaram no painel o que poucos fora do agro sabem: o Brasil cresceu mais de 400% na produção de grãos em apenas três décadas, sem precisar dobrar a área plantada. Isso foi impulsionado por vários fatores, incluindo a tecnologia “safrinha”, que permite que o agricultor colhe duas safras no mesmo ano. A analista sênior do Rabobank, Marcela Marini, aproveitou a oportunidade e destacou a agilidade do produtor. “Um dos fatores de sucesso é a eficiência operacional. No Mato Grosso, quase 60% da área de soja também planta milho, o que permite lidar com diferentes cenários climáticos e de preços, mitigando riscos em uma janela de plantio muito curta”, disse. Essa eficiência vem ganhando um novo impulso com o crescimento da produção de etanol de milho. O grão, que antes era utilizado apenas como item de exportação ou para uso na ração animal, agora também alimenta uma indústria em crescimento, que deve consumir cerca de 27 milhões de toneladas somente neste ano. Essa transformação é intensa e cria um colchão para o agricultor, protegendo-o das oscilações de preços internacionais e garantindo que o valor gerado no campo circule na economia. Com esse movimento, o Brasil está deixando de apenas produzir para exportar e se tornando um centro de processamento. Os analistas do Rabobank apontaram, no entanto, que há desafios que ainda testam quem produz. A dependência externa de fertilizantes mostra que o Brasil precisa de uma estratégia comercial inteligente. Além disso, os problemas de logística continuam sendo um peso no bolso: o custo do frete consome grande parcela do valor final do milho e da soja, exigindo investimentos em transporte e armazenamento. O webinar mostrou que o agronegócio brasileiro está cheio de boas notícias e se mostra competitivo por mérito próprio, com investimento em ciência e gestão de riscos. Exemplos não faltam: liderança na soja, avanço no cacau e inovação dos produtos biológicos são alguns deles. A conclusão dos especialistas é que o futuro da alimentação global passa, de forma obrigatória, pela inteligência do campo brasileiro. Preparativo para o Executive Meeting O webinar foi um “esquenta” para o Executive Meeting, que será realizado de 15 a 20 de março no Brasil. Durante uma semana,  51 jornalistas de 23 países vão fazer uma imersão em diversas cadeias da agropecuária brasileira. Estão programadas visitas em fazendas de citros, grãos, flores, café, gado, além de centros de pesquisa e desenvolvimento. O Executive Meeting tem o patrocínio de: Bayer, John Deere, Yara / BASF / Corteva e apoio de: Abag, Cabaré, Ford, Leega, Ludu, Toledo do Brasil

Falta menos de uma semana para o Executive Meeting Brasil

A Rede Agrojor está em contagem regressiva para o Executive Meeting 2026. A partir do dia 15 de março, 51 jornalistas especializados agro de 23 países se reúnem no Brasil para uma semana de imersão no agronegócio brasileiro. Com um roteiro diversificado, os profissionais visitarão fazendas de grãos, leite, café, citros, flores, agricultura familiar e sistemas agroflorestais, além de Centros de Pesquisa. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização no campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária. O objetivo do evento, além da troca de ideias e experiências, é proporcionar o contato com a base produtiva, científica e tecnológica que sustenta a competitividade do agro brasileiro. Para Daniel Azevedo Duarte, vice-presidente Internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, a expectativa é a melhor possível. “Nosso grupo de trabalho está cuidando de cada detalhe com carinho. Pessoalmente, acredito que a Rede Agrojor vai deixar um legado relevante para o agronegócio brasileiro.” Esquenta Na quarta-feira (11), a Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. Fique atento às Redes Sociais da Agrojor e acompanhe! O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Brasil abre Executive Meeting 2026 e recebe 51 jornalistas estrangeiros para imersão no agro

A Rede Brasil de Jornalistas Agro realiza no dia 15 de março, às 18h, no Comfort Hotel Guarulhos Airport, a abertura oficial do Mid Term Executive Meeting 2026. O encontro reúne os jornalistas que integram a Agrojor para a recepção dos 51 jornalistas estrangeiros delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), além de patrocinadores, apoiadores e entidades convidadas. A cerimônia marca o início de uma semana de imersão técnica no agronegócio brasileiro. A programação foi estruturada para apresentar, em campo, a dimensão produtiva, tecnológica e científica do país. Para o dia 15 estão previstas duas rodas de conversa com lideranças brasileiras do setor, criando um espaço qualificado de diálogo sobre produção, inovação, sustentabilidade e inserção internacional. Ao longo da semana, também estão programadas ações voltadas à integração entre os 130 jornalistas da Rede Agrojor e os 51 delegados estrangeiros, fortalecendo a troca de experiências e a construção de pautas conjuntas. No roteiro técnico, os jornalistas internacionais visitarão fazendas de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui unidades da Embrapa dedicadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa em genética, controle biológico e bioenergia. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária-floresta. A proposta é oferecer contato direto com a base produtiva e científica que sustenta a competitividade brasileira, permitindo aos jornalistas estrangeiros compreender o funcionamento das cadeias agroindustriais em diferentes regiões e sistemas. A realização conta com patrocínio Ouro de Bayer, John Deere e Yara; patrocínio Prata de BASF; patrocínio Bronze de Corteva Agriscience; e apoio de Abag, Cachaça Cabaré, Ford, Leega, Ludu e Toledo do Brasil. Acompanhe o Mid Term Executive Meeting 2026 aqui no site e nas redes sociais da Agrojor. O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil no debate global: Agrojor antecipa Executive Meeting com webinar internacional

A Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, no dia 11 de março, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. A discussão deve abordar o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de alimentos, os fluxos de comércio, crédito e investimento, além das perspectivas para grãos, proteínas e bioenergia em um cenário marcado por transição energética, pressão climática e rearranjos geopolíticos. A iniciativa integra a programação preparatória do Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas, que neste ano será realizada no Brasil entre 15 e 20 de março, com organização da Rede Agrojor. Ao longo da semana, o grupo percorrerá polos produtivos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui visitas técnicas com foco em agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário contempla unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia, permitindo aos jornalistas estrangeiros contato direto com a base tecnológica que sustenta a competitividade brasileira. O webinar, portanto, funciona como porta de entrada para essa imersão. Mais do que uma apresentação institucional, trata-se de um alinhamento estratégico sobre como o Brasil se insere no tabuleiro global de alimentos e energia renovável, tema central para a cobertura internacional nos próximos anos. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para esta comunidade.

2026 marca 70 anos da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas

O ano de 2026 representa um marco institucional para a International Federation of Agricultural Journalists, a IFAJ, entidade da qual a Rede Agrojor faz parte. A entidade completa 70 anos desde sua fundação formal, ocorrida em 16 de novembro de 1956, em Paris, quando jornalistas agrícolas de diferentes países europeus decidiram estruturar uma organização internacional dedicada à troca de informações técnicas, à cooperação profissional e à defesa da liberdade de imprensa especializada no setor agropecuário. A data consolida uma trajetória iniciada em um contexto de reconstrução do pós-Segunda Guerra Mundial. A agricultura ocupava posição central na segurança alimentar e na reorganização econômica de diversos países, e a imprensa especializada surgia como instrumento estratégico de difusão de conhecimento técnico e políticas públicas. A criação da então International Union of Agricultural Journalists ocorreu após uma série de encontros e seminários promovidos na Europa, com destaque para iniciativas realizadas pela Organização para a Cooperação Econômica Europeia na França, Suécia e Alemanha, entre 1954 e 1956. Uma história contada em décadas Ao longo da década de 1960, a entidade ampliou sua base geográfica e institucional. Em 1964, adotou oficialmente o nome International Federation of Agricultural Journalists, formalizado nos estatutos de 1967. Nesse período, passou a organizar congressos anuais, a publicar boletins informativos regulares e a estabelecer uma carteira profissional internacional, instrumentos que fortaleceram a identidade do jornalismo agrícola como especialidade reconhecida e estruturada. Em 1961, o primeiro Boletim Internacional já circulava entre cerca de mil profissionais associados. Chegar a 2026 com sete décadas de funcionamento contínuo destaca a singularidade da IFAJ no cenário da comunicação internacional. A federação se mantém como uma associação profissional sem fins lucrativos, politicamente neutra e sustentada por contribuições de seus membros e por patrocínios corporativos. Sua governança é exercida por dirigentes eleitos, com representação nacional no comitê executivo, que se reúne periodicamente para definir diretrizes e programas. Um escritório global dá suporte operacional às atividades e à implementação de projetos. A relevância do marco de 70 anos também está associada à expansão do escopo da comunicação agropecuária. O perfil dos membros da IFAJ abrange repórteres, editores, fotógrafos, diretores de comunicação, assessores e designers que atuam em associações, empresas privadas, organizações setoriais e veículos especializados. A atuação desses profissionais atende produtores rurais, cadeias produtivas e públicos urbanos interessados em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, comércio internacional, inovação tecnológica e políticas agrícolas. Em 2026, a federação reúne mais de 5.000 comunicadores em mais de 60 países. Esse alcance mostra a transformação da agricultura e pecuária em um tema global, influenciado por variáveis climáticas, geopolíticas, tecnológicas e econômicas. A existência de uma rede internacional organizada de jornalistas especializados contribui para a circulação qualificada de informações técnicas e para a comparação de realidades produtivas entre regiões distintas. O ano de 2026, quando o Brasil recebe seu Executive Meeting no mês de março. reforça o papel histórico da IFAJ na consolidação do jornalismo agrícola como campo profissional autônomo. E o Brasil faz parte desta construção. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

16 países já confirmaram presença no Executive Meeting da IFAJ no Brasil

Até o dia 10 de janeiro, jornalistas de 16 países já haviam confirmado presença no Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que neste ano vem sendo organizado no Brasil pela Rede Agrojor. O evento ocorre no país, entre os dias 15 e 20 de março. Entre os países confirmados estão profissionais do Reino Unido, Áustria, Alemanha, Suíça, Canadá, África do Sul, Geórgia, Finlândia, Estados Unidos, Suécia, Chile, Eslovênia, Noruega, Austrália, Sérvia e até da República do Quirguistão, um pequeno país da Ásia Central com uma forte tradição pastoral e histórica ligação à antiga Rota da Seda. “Imaginávamos que haveria interesse pela agropecuária brasileira, mas estou surpreendido pelo número e origem das inscrições. Já temos colegas inscritos de todos os continentes, da Argentina ao Japão, da África do Sul à Finlândia. A Agrojor está abraçando o mundo”, diz Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, se referindo a uma lista maior de interessados que estão inscritos, totalizando 28 países. “Tivemos duas chamadas e o prazo para confirmação, que exige o pagamento, termina em mais alguns dias. Daí teremos o número exato de quantos jornalistas estrangeiros receberemos em março”, diz ele. A proposta do roteiro, que está nos últimos arranjos, é oferecer uma leitura integrada do agro brasileiro contemporâneo, mostrando como ciência, tecnologia e gestão moldam sistemas produtivos diversos e conectados a mercados internos e externos, com impactos econômicos, ambientais e sociais. “Nosso objetivo não é apresentar uma narrativa sobre a agropecuária brasileira. Queremos sim trazer alguns dos melhores especialistas e exemplos para que os jornalistas do mundo inteiro possam formar sua leitura com base em informação qualificada e científica”, afirma Azevedo.  O roteiro articula visitas de campo, centros de pesquisa, empresas de insumos e propriedades rurais que operam em diferentes escalas, do agricultor familiar a grupos empresariais integrados às cadeias globais de alimentos, energia e bioeconomia. Ao longo da semana, o grupo percorre polos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e produção orgânica, com atenção a práticas de agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário inclui unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e faça parte da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Jornalistas começam a se inscrever ao IFAJ Executive Meeting no Brasil

As inscrições para o Mid-Year Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), que será realizado no Brasil em março de 2026, já registram cerca de 60 pré-inscrições, na abertura oficial, Desse total, 30 jornalistas confirmaram participação. Para o vice-presidente internacional da Rede Agrojor, Daniel Azevedo, os números mostram um movimento do público internacional em torno do encontro, que já era esperado pela Rede Agrojor. “A receptividade durante o congresso mundial foi grande e isso refletiu nas inscrições”, afirma. Azevedo se refere ao Congresso Mundial da IFAJ 2025, realizado em Nairóbi, no Quênia, onde o Brasil fez uma exposição do que será apresentado pelo país durante o executive meeting. O evento acontece entre 15 e 20 de março de 2026 e está sendo organizado pela Rede Agrojor. A base das operações será na cidade de São Carlos (SP). Esta será a primeira vez que o Executive Meeting ocorrerá no Brasil. Desde a confirmação da sede, a entidade estruturou um grupo de trabalho para planejar o encontro. Segundo Azevedo, a definição da cidade-sede e do roteiro foi uma das etapas centrais da organização, principalmente para conciliar logística e diversidade de conteúdo em uma mesma região. A fase atual envolve ajustes finais, atendimento de demandas dos participantes e consolidação de parcerias. A programação inclui visitas a propriedades rurais, centros de pesquisa, universidades, cooperativas e empresas do setor. Entre os temas que devem ser abordados estão grãos, pecuária, cana-de-açúcar, laranja, café, agricultura familiar tecnificada, flores, integração lavoura-pecuária-floresta, biológicos, nanotecnologia, robótica e uso de dados espaciais. Também estão previstas as reuniões oficiais da diretoria da IFAJ. Para Azevedo, além da troca de experiências e acesso a informações qualificadas, o evento também representa uma etapa estratégica para que o Brasil dispute futuramente a sede do Congresso Mundial da IFAJ. “Precisamos realizar esse evento com qualidade, continuar construindo relacionamento e demonstrar capacidade de organização”, afirma. O encontro também reforça um processo iniciado em 2019, quando uma delegação de jornalistas estrangeiros esteve no Brasil em press tour, contribuindo para a consolidação da Rede Agrojor no cenário internacional. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Congresso Mundial da IFAJ em 2026 será na Croácia e Rede Agrojor foi saber como será

O Congresso Mundial da IFAJ de 2026 ocorrerá na Croácia, na cidade de Osijek, em setembro, e marcará uma edição em que as transformações da comunicação, o avanço da desinformação e as mudanças no ambiente agrícola europeu exigem atualização técnica do jornalismo rural. Em entrevista à Rede Agrojor, Vedran Stapić, presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas (CAJA), explica como o país organizará o congresso e quais temas estarão no centro das discussões. Stapić afirma que o encontro será uma oportunidade para jornalistas de mais de 50 países debaterem o impacto da inteligência artificial na produção de conteúdo, a queda da objetividade no ambiente digital e o reposicionamento das políticas agrícolas europeias após a guerra na Ucrânia. As informações orientam os associados da Rede Agrojor a iniciar o planejamentos de pauta e reportagens para concorrer aos prêmios internacionais promovidos pela IFAJ, como o Star Prize. Confira: Qual o significado de um congresso mundial para o jornalismo agrícola em um momento de grandes transformações globais?Acredito que o papel do jornalista agrícola hoje é de importância excepcional. Existem muitos desafios, o que torna o encontro e a troca de conhecimento mais do que bem-vindos. Compartilhar conhecimento nos ajuda a avançar. Há muita comunicação pública hoje. As plataformas tecnológicas criaram oportunidades para que todos se comuniquem globalmente com sucesso. No entanto, nesse processo, a relevância e a objetividade estão se perdendo. Há uma quantidade crescente de desinformação e verdades distorcidas, trazendo novos e sérios desafios para nossas sociedades. Mesmo muitas democracias hoje estão conceitualmente ameaçadas, especialmente aquelas em comunidades com baixos níveis de alfabetização midiática. O fato de o consumo de informação ter migrado para as redes sociais traz inúmeros riscos. A agricultura também enfrenta muitos desafios. As tendências globais criaram um ambiente de incerteza e mudanças nas prioridades de investimento. As políticas atuais mostram claramente que a Europa está mais disposta a investir em defesa do que na produção de alimentos e na preservação das áreas rurais. Devemos também mencionar o tema inevitável da inteligência artificial, que está entrando com força na indústria da mídia. Estamos testemunhando uma transformação marcante — que só tende a se acelerar. Por que a Croácia foi escolhida como país sede do congresso e o que isso representa?Meu antecessor, o primeiro presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas, Sr. Martin Vuković, iniciou a candidatura da Croácia para sediar o Congresso Mundial da IFAJ, que, para nossa grande satisfação e alegria, foi positivamente recebida. O interesse da IFAJ está em oferecer uma variedade de anfitriões com fortes capacidades organizacionais. É sempre benéfico para os jornalistas terem a oportunidade de comparar diferentes modelos de agricultura e modos de vida das comunidades rurais ao redor do mundo. Acredito que os membros têm interesse em ver o congresso circular entre diferentes continentes, sendo realizado tanto em países grandes quanto pequenos, e em economias mais ricas e também menos desenvolvidas. Como a equipe croata está estruturando o evento para refletir a identidade da IFAJ e apresentar o cenário agrícola do país?Nosso objetivo é mostrar as duas faces da agricultura e pecuária croata – a continental, que gera a maior parte da renda e do volume de produção, e, por meio dos pós-tours, a agricultura mediterrânea, que possui características muito diferentes. A Croácia é um país pequeno com uma rica tradição – a própria base do nosso desenvolvimento turístico. A cada ano, recebemos cerca de 20 milhões de turistas, o que equivale a cinco vezes a nossa população. O programa, é claro, seguirá as diretrizes da IFAJ, oferecendo uma visão abrangente do estado da nossa agricultura, da vida das nossas comunidades rurais e das nossas ambições para o futuro. Nos reuniremos na Eslavônia, na cidade de Osijek, que ocupa uma posição de importância crucial para a agricultura croata. Planejamos organizar um pré-tour no noroeste da Croácia, no Condado de Varaždin, assim como dois pós-tours ao longo da costa do Adriático – um na Ístria e outro no Condado de Zadar. No continente, o foco será em cereais e oleaginosas, produção de carne e laticínios, viticultura e vinificação. Nas regiões costeiras, os visitantes conhecerão a produção de azeite, fruticultura, raças autóctones de animais, piscicultura e poderão provar nossas conquistas na vinificação e nossas especialidades tradicionais de carnes curadas. Principais pilares temáticos estão sendo construídos para a edição de 2026?Planejamos concentrar a parte profissional do congresso nos desafios atuais enfrentados pelo jornalismo agrícola, bem como pelo cenário midiático em geral. Naturalmente, também buscaremos oferecer uma visão mais ampla da agricultura croata dentro do contexto da União Europeia. A Croácia é o membro mais jovem da UE, onde grande atenção é dedicada à transição energética e à sustentabilidade – embora, admitidamente, em um ritmo um pouco mais lento hoje devido à guerra em andamento na Ucrânia. A Europa escolheu adotar altos padrões na produção de alimentos, com autossuficiência e qualidade permanecendo em níveis muito elevados. Nossa intenção é dedicar um painel exclusivamente às perspectivas da UE sobre a produção de alimentos, explorando as políticas, desafios e direções futuras que moldam a agricultura europeia. Como o congresso pode fortalecer a integração entre a Europa Central e Oriental e outras regiões com entidades ligadas à IFAJ?O fluxo de informações que acompanha grandes eventos internacionais sempre traz oportunidades para o país anfitrião. Estou genuinamente satisfeito que, em setembro do próximo ano, nossa pátria estará em destaque. Acredito que isso contribuirá para construir relações mais fortes, incentivar a interação e talvez até abrir portas para futuros negócios ou investimentos. Nesse sentido, há muito trabalho pela frente – somos um país jovem com enorme potencial. Do ponto de vista da IFAJ e considerando o grande número de jornalistas agrícolas em toda a UE, já estamos testemunhando grande interesse. Muitos colegas já anunciaram que estão ansiosos para participar do Congresso Mundial da IFAJ na Croácia, de 16 a 20 de setembro de 2026. Como vê os progressos alcançados pela federação no últimos congressos?Vejo a IFAJ como uma associação que traz valor a seus membros em vários níveis. Ela preserva o jornalismo

Dois jornalistas brasileiros são premiados no Star Prize 2025

Dois jornalistas da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) estão entre os ganhadores do IFAJ Star Prize 2025, uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas à excelência na cobertura do agronegócio. São eles Ariosto Mesquita, do Mato Grosso do Sul, e Leandro Fidelis, do Espírito Santo. Ambos conquistaram o segundo lugar em suas categorias. O anúncio foi feito no sábado (18), durante o encerramento do Congresso Mundial da IFAJ (Federação Internacional de Jornalistas Agro), realizado em Nairobi, no Quênia. Na categoria Impressa, Ariosto Mesquita foi premiado pela reportagem “Crédito de carbono chega à pecuária”, publicada na edição de julho de 2024. O trabalho explica o funcionamento do mercado de créditos de carbono e apresenta a fazenda Saltinho, em Camapuã (MS), como um dos primeiros casos de sucesso no país ao firmar contrato de comercialização de créditos. “Essa é uma conquista da Agrojor, uma casa que ajudei a construir e que, mesmo em meus momentos difíceis, esteve sempre comigo. Portanto é uma vitória de todos nós”, afirmou o jornalista. Leandro Fidelis recebeu o prêmio na categoria Cultura Rural com a reportagem “Uma revolução verde capixaba”, publicada na edição de junho de 2024 da revista Conexão Safra. O trabalho mostra como a agroecologia vem transformando a agricultura familiar no norte e noroeste do Espírito Santo. “Estou extasiado com esta notícia! A reportagem retrata uma transformação na agricultura familiar tradicional por meio da agroecologia”, disse Fidelis. Os prêmios foram recebidos no Quênia por Luiza Costa, jornalista do setor corporativo que atua como chefe de comunicação da Apta (Secretaria de Agricultura e Abastecimento), que em agosto foi escolhida para representar o Brasil no evento, mais Mariana Grilli, da Jovem Pan News e podcast Arroz, Feijão e Clima, que também esteve no congresso mundial. Para Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, a conquista tem significado coletivo. “É uma conquista que representa e orgulha a todos nós. Além de abrir portas a todos os nossos associados. Um marco histórico”, afirma. Por meio de seus canais, a Rede Agrojor tem incentivado os mais de 100 jornalistas a participarem das atividades da IFAJ. Esta é a primeira vez que uma reportagem é premiada neste concurso.  “A conquista de Ariosto Mesquita e Leandro Fidelis no Star Prize 2025 mostra que o talento e a qualidade do jornalismo agro brasileiro já são reconhecidos lá fora. Agora é hora de ampliarmos essa presença, inscrevermos nossos trabalhos, participarmos dos congressos e mostrarmos ao mundo a força da nossa produção”, diz Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor. “A IFAJ abre portas, mas é a nossa participação que constrói pontes. Vamos juntos ocupar esse espaço com o profissionalismo, a ética e a paixão que sempre marcaram o jornalismo agro brasileiro.” Organizado pela Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ), o Star Prize reconhece reportagens que ampliam o debate sobre as cadeias de produção, a vida nas comunidades agrícolas e a atuação das empresas do setor. A competição é dividida em cinco categorias — Matéria Impressa, Fotografia, Vídeo, Áudio e Mídia Digital — e ainda contempla conteúdos de destaque em Inovação, Sustentabilidade, Tecnologia, Comércio, Economia, Questões Globais e Cultura Rural. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil

12 países já estão pré-inscritos para o Executive Meeting no Brasil em 2026

Durante o Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), realizado em Nairóbi, no Quênia, que começou na terça-feira (14) e termina neste sábado (18), o Brasil esteve presente nas discussões que definem o futuro da entidade. Por link ao vivo, participaram do encontro, representando a Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agro), Luiz Patroni, vice-presidente, e Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional. Na reunião de diretores, ocorrida na quarta-feira (15), o Brasil apresentou o resumo da agenda de atividades preparadas para o Executive Meeting 2026, que será sediado no país em março. O encontro é o principal evento anual de planejamento da IFAJ e reúne lideranças das associações nacionais de jornalistas agropecuários para definir as diretrizes e ações da federação, além de cumprirem um roteiro de atividades para conhecer o agro local. Ao final da exposição da agenda de uma semana de atividades, 12 países já estavam pré-inscritos para o evento no Brasil, entre eles Chile, Bélgica, Croácia, Reino Unido, Espanha, África do Sul, Suíça, Finlândia, Argentina, Benin, Irlanda e Austrália. “A organização para o evento no Brasil está incrível”, disse o norte-americano Steve Werblow, presidente da IFAJ. “Muito boa apresentação“, afirmou o argentino Addy Rossi, vice-presidente. Para Daniel Azevedo, que fez o detalhamento da agenda, há uma expectativa grande para o Executive Meeting no Brasil. “Os nomes confirmados até agora são de representantes-chave das redes nacionais, e a expectativa é de ampliação quando as inscrições forem abertas oficialmente nas plataformas da IFAJ”, disse Daniel Azevedo. O Executive Meeting 2026, organizado pela Rede Agro, será a primeira reunião anual da IFAJ realizada no Brasil, consolidando o papel do país como referência latino-americana no jornalismo agropecuário internacional. O Executive Meeting também abre o caminho para que o país se candidate a sede do congresso mundial nos próximos anos.  Além da exposição do plano brasileiro, a reunião incluiu votações sobre o orçamento de 2025 da IFAJ, a aprovação do balanço do último exercício e a reintegração da Nigéria como país-membro. Também foi aprovada a mudança do nome jurídico da entidade para IFAJ Foundation. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil apresenta agenda do IFAJ Executive Meeting 2026 no congresso do Quênia

A Rede Agrojor participa da reunião de delegados que ocorre durante o Congresso Mundial da IFAJ (International Federation of Agricultural Journalists), em Nairobi, no Quênia, nesta quarta-feira (15). O congresso que começou na terça, termina no sábado (18). “Integram essa reunião delegados, diretores de associações representadas presencialmente no evento e também diversas outras associações por plataformas online, como é o caso da diretoria da Rede Agrojor”, diz Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, representante da entidade na ocasião. O Brasil está se preparando para receber em março de 2026 o Executive Meeting, a reunião anual da diretoria global da IFAJ, e foi convidada a fazer uma apresentação de seu trabalho de cicerone.  A IFAJ confirmou o país como sede em março deste ano, no Executive Meeting ocorrido em Letsitele, na África do Sul. Desde então, foi criado um comitê de organização no Brasil, destinado a construir uma agenda.   “Essa exposição da agenda é a forma da gente confirmar e adiantar o que já tem previsto para o Executive Meeting 2026”, diz Daniel Azevedo. “É uma maneira de mostrar que estamos bem organizados, com a maior parte da programação confirmada e também estimular os representantes das associações nacionais, dos diferentes países, a já fazerem a pré-inscrição.”  As atividades do Executive Meeting 2026 serão concentradas no estado de São Paulo para que o grupo de jornalistas visitantes, além de cumprirem a agenda protocolar da reunião de diretoria, consigam conhecer várias cadeias produtivas. O roteiro inclui universidades, fazendas, empresas e instituições de pesquisa. A programação percorrerá polos de inovação, com tecnologias de precisão, nanotecnologia, uso da terra, IA e bioinsumos, por exemplo. Estão no escopo o modelo de Integração-Lavoura-Pecuária, sistemas regenerativos, produção automatizada, entre outros.  “Estamos organizando uma agenda para que os jornalistas do mundo todo conheçam o agronegócio tropical na sua melhor forma. Vamos mostrar inovação, diversidade e, claro, a nossa hospitalidade”, diz Daniel Azevedo. “E também reforçar a integração do Brasil à rede global de jornalismo agro. É mais uma forma de mostrar que a Rede Agrojor se mantém muito ativa, sendo uma grande oportunidade para eles conhecerem o agro a partir de uma seleção de outros profissionais experimentados aqui do Brasil.” O Executive Meeting serve como um tipo de “esquenta” para que nos próximos anos o Brasil venha a ser escolhido como sede do Congresso Mundial da IFAJ. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clic aqui e venha para a maior comunidade global de jornalistas agro.

Nairóbi para o mundo: o futuro da agricultura global será discutido aqui

Por Jackson Okata, da Mesha. Durante quatro dias transformadores neste mês de outubro, Nairóbi receberá o maior encontro mundial de jornalistas agrícolas, comunicadores, cientistas, inovadores e líderes políticos, quando terá início o Congresso Mundial 2025 da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ). O evento, sediado no Hotel Ole Sereni, ocorre em um momento em que as mudanças climáticas e as transformações tecnológicas estão redesenhando os sistemas alimentares globais, o que torna o congresso vital e oportuno. Como centro africano de tecnologia e inovação, Nairóbi oferece o palco ideal para essas discussões urgentes. Nesta semana, de 15 a 18 de outubro, delegados de todo o mundo participarão de conversas projetadas para informar e também inspirar ações que moldem e transformem o futuro da agricultura. O Secretário de Gabinete do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Pecuário do Quênia, Mutahi Kagwe, deverá liderar uma delegação governamental de alto nível no congresso. Estarão presentes os principais pesquisadores e cientistas de instituições como Croplife International, CGIAR, Organização de Pesquisa em Agricultura e Pecuária do Quênia (KALRO), AGRA, Conselho do Chá do Quênia e outras, além de empresas globais do agronegócio, como a Basf. A principal rede que atua no mercado de sementes, a Associação Africana de Comércio de Sementes, também participará. O Escritório do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (IDRC) para o Leste e Sul da África conduzirá sessões plenárias, assim como a Fundação Africana de Tecnologia Agrícola (AATF). A Federação Internacional de Sementes também confirmou sua participação no congresso. De acordo com o Osir Oteng, haverá uma sessão especial dentro do programa de Pesquisa-Ação da MESHA para Melhorar a Cobertura Eficaz de Questões de Mudança Climática na África (ARECCCA). O projeto, que une a MESHA e o IDRC, abordará o tema Gênero, inclusão e comunicação climática: dando voz aos mais vulneráveis. MESHA (Media for Environment, Science, Health and Agriculture) é a organização sediada no Quênia que reúne jornalistas, comunicadores e profissionais de mídia especializados em meio ambiente, ciência, saúde e agricultura. Além disso, o ILRI, por meio do Acelerador CGIAR sobre Igualdade de Gênero e Inclusão, realizará uma sessão intitulada Contando histórias de gênero, juventude e inclusão social na agricultura na África: a experiência do CGIAR. A MESHA está mobilizando a mídia regional para desenvolver e publicar histórias inspiradoras sobre gênero, juventude e inclusão social na agricultura africana, em linguagem acessível para formuladores de políticas, classe política e comunidades locais, tanto em inglês quanto em suaíli. O encontro global anual é organizado pela organização Mídia para Meio Ambiente, Ciência, Saúde e Agricultura (MESHA), sob o tema “Desbloqueando o potencial agrícola no berço da humanidade”. Em sessões plenárias dinâmicas, os delegados discutirão alguns dos maiores temas da atualidade, incluindo como a inteligência artificial pode transformar a vida dos pequenos produtores africanos, como garantir sistemas alimentares resilientes em um mundo que aquece rapidamente e o papel das mulheres, dos jovens e do conhecimento indígena na configuração dos sistemas alimentares do futuro. Nas sessões paralelas, os participantes se envolverão em discussões práticas e detalhadas sobre sistemas de sementes, nutrição, custos de insumos, uso da terra e acesso ao mercado — desafios enfrentados por agricultores em todos os continentes. Fora das salas de conferência, 14 visitas de campo imersivas estão programadas como parte do Congresso Mundial IFAJ 2025. Desde as plantações de chá de Kericho até as paisagens áridas onde práticas resilientes ao clima estão reescrevendo histórias de sobrevivência, essas visitas oferecerão aos delegados uma visão de como políticas podem se transformar em ações concretas. O congresso IFAJ 2025 oferece aos jornalistas uma oportunidade rara de aprimorar habilidades, construir colaborações e redes, e descobrir histórias inéditas que exigem atenção global. Formuladores de políticas, pesquisadores e cientistas terão à disposição um rico mercado de ideias, soluções e alianças capazes de transformar a agricultura mundial.

Quando a pauta vira negócio e os bastidores da carreira freelancer

O jornalismo agro internacional vive uma contradição permanente: nunca houve tanta demanda por informação especializada. Ao mesmo tempo, nunca foi tão desafiador construir uma carreira financeiramente viável como freelancer como nos dias atuais. Essa foi a tônica do webinar promovido pela Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), intitulado De pitch ao contracheque: fazendo o freelancer funcionar. O encontro, mediado pelo argentino Addy Rossi, vice-presidente da entidade, reuniu três profissionais que acumulam experiências em diferentes continentes: a sul-africana Lindi Botha, a brasileira Sarah Kirchhof e o alemão Christian Mühlhausen. A primeira questão que surgiu foi a mais objetiva: é possível viver de jornalismo freelancer? Sarah contou que sua mudança para a Alemanha, motivada pela carreira do marido, forçou uma reorganização profissional. Ela passou a dividir o jornalismo com trabalhos de comunicação e de mestre de cerimônias em eventos do setor agro. “Eu moro na Europa, mas com uma conexão direta com o meu país de origem. Posso dizer que sim, é viável, mas há desafios, com certeza. É importante pesquisar o custo de vida e planejar uma reserva mínima para os primeiros meses até que a renda se estabilize.” Christian, com mais de três décadas na profissão, encontrou no equilíbrio entre texto e fotografia uma forma de sustentar sua independência. “Descobri rapidamente que se eu vender uma história junto com fotos, ganho mais do que apenas com o texto. Essa combinação é o que me permite viver do trabalho.” Ele construiu um banco de imagens que hoje responde por metade de sua receita, com clientes que buscam conteúdos agrícolas, florestais e ambientais em escala internacional. “Mesmo quando estou fora do escritório, a base gera retorno. Esse é meu maior ativo.” Lindi foi clara ao apontar que o pânico inicial faz parte da trajetória. “Nos primeiros anos, você entra em desespero porque a renda é incerta. É importante projetar três ou quatro meses à frente para decidir se vale aceitar ou recusar um novo projeto.” Para ela, a diversificação é essencial: “Trabalhos de comunicação garantem retorno estável e permitem planejar. Só com jornalismo puro, é difícil sustentar.” O perfil do freelancer e as armadilhas do caminho Se a viabilidade depende de planejamento, a sustentabilidade passa pelo perfil. Sarah acredita que coragem é o primeiro requisito. “A primeira coisa é não ter medo. É preciso abertura a desafios, planejamento e uma rede de contatos sólida.” Christian reforçou que 50% do que conquistou veio da sua rede. “Para ser freelancer é uma questão de coração. Eu poderia ganhar mais em outra função, mas decidi há 20 anos que preferia trabalhar por conta própria. Nunca me arrependi.” Lindi ressaltou a confiabilidade como traço decisivo. “Estou convencida de que ainda tenho trabalho porque entrego no prazo e sigo o briefing. O editor não quer ouvir sobre problemas pessoais, só precisa da história pronta. O freelancer precisa ser um resolvedor de problemas.” Mas nem tudo é técnica. Há armadilhas que comprometem a reputação e o futuro. Sarah lembrou que, em uma carreira internacional, não se deve esperar reconhecimento imediato. “Ganhar a confiança da sua fonte pode levar muito tempo. É preciso paciência.” Christian foi direto ao falar de finanças: “Não confunda retorno com lucro. Como freelancer, você precisa cuidar de saúde, aposentadoria e impostos. Isso não pode ser esquecido.” Já Lindi destacou o risco de aceitar trabalho em excesso e perder qualidade. “Se você falha com um editor, ele não usará você de novo. Reputação é tudo.” As perguntas do público ampliaram o debate. Sobre como precificar o trabalho, Lindi foi pragmática: “A mídia está sob forte pressão e paga cada vez menos. O risco é ceder e cobrar abaixo do valor real. É preciso resistir e não se subestimar.” Christian acrescentou que a negociação deve considerar também o volume. “Às vezes não consigo aumento, mas se um editor aceita comprar dez fotos em vez de duas, o ganho compensa.” A chegada da inteligência artificial também entrou na pauta. Christian disse que vê a ferramenta como aliada. “Uso para levantar nomes de empresas ou para revisar um texto e identificar pontos a melhorar. Como freelancer, muitas vezes não recebemos feedback, e a IA ajuda a suprir essa lacuna.” Mas se há algo que os três concordaram é que o segredo da continuidade está na capacidade de se manter visível. Lindi defendeu o uso disciplinado das redes. “Não é preciso postar todos os dias, mas mostrar que você está ativo gera confiança. Muitas vezes, o boca a boca abre portas.” Christian contou que até pequenos registros no Facebook de sua agência funcionam como vitrine. “Quando clientes veem que estou em campo, reconhecem que continuo ativo. Isso gera novos trabalhos.” Sarah destacou que criou um site para reunir seu portfólio e facilitar a apresentação a potenciais clientes. “É preciso se expor, seja online ou pessoalmente. Essas conexões fazem diferença.” Para Lindi, o real futuro do jornalismo freelancer está em acreditar que apesar da retração do mercado editorial, sempre haverá espaço. “Sempre será necessário alguém que vá a uma fazenda e conte a história em primeira mão. Há coisas que a inteligência artificial não pode substituir.” Sarah reforçou que a IFAJ, ao organizar eventos como este, cumpre papel central de apoiar freelancers, gerando conexões e compartilhando práticas. Christian encerrou lembrando que congressos e encontros internacionais continuam sendo um dos pilares para sustentar a rede global. “O mais importante é que possamos nos encontrar, compartilhar experiências e manter vivas as conexões que garantem trabalhos em diferentes partes do mundo.” Para eles, ser freelancer no jornalismo agro tem sido mais que uma ocupação, é uma escolha de vida. Exige disciplina, coragem, habilidade de se reinventar e a consciência de que reputação, rede e confiança valem tanto quanto qualquer contrato assinado. E que, apesar da retração do mercado editorial, sempre haverá espaço. “Sempre será necessário alguém que vá a uma fazenda e conte a história em primeira mão. Há coisas que a inteligência artificial não pode substituir”, disse Lindi. Sarah reforçou que a IFAJ, ao organizar eventos como este, cumpre papel central

De pitch ao contracheque: fazendo o freelancer funcionar

No dia 4 de setembro, a IFAJ (Federação Internacional de Jornalista Agro) promove um workshop com  a presença de uma jornalista brasileira, a Sara Kirchhof, membro da Rede Agrojor.  O tema é instigante.  Está pensando em dar o salto para o trabalho de freelancer ou já está navegando nessa jornada? Participe desse webinar online da IFAJ sobre como construir uma carreira freelancer de sucesso no jornalismo agropecuário. O painel vai abordar as grandes questões: como saber se o freelancer é financeiramente viável? Quais traços de personalidade diferenciam os freelancers de sucesso? Quais armadilhas devem ser evitadas? E, mais importante, como garantir um fluxo constante de trabalho e renda? Quer esteja considerando atuar como freelancer em tempo integral, ou buscando aprimorar sua abordagem, esta roda de conversa internacional trará insights práticos e conselhos aplicados do mundo real. O webinar está sendo organizado pelo Comitê de Desenvolvimento Profissional da IFAJ. Clique aqui e se inscreva Confira quem são os participantes Anfitrião: Addy Rossi, Vice-Presidente da IFAJ Addy Rossi é jornalista argentino e vice-presidente da IFAJ. Com anos de experiência cobrindo agricultura e desenvolvimento rural em diversos meios, ele traz uma perspectiva global para a profissão. Addy será o anfitrião do painel, conduzindo a discussão sobre como construir uma carreira freelance de sucesso no jornalismo agropecuário. Convidados: Lindi Botha — Jornalista de Impressos, África do Sul Lindi Botha é jornalista agropecuária da África do Sul com ampla experiência em mídia impressa e em comunicações no setor agrícola. Como colaboradora e editora de várias publicações agropecuárias locais e internacionais, construiu sua carreira contando as histórias de agricultores, empresas do agronegócio e comunidades rurais. Com base em sua própria trajetória como freelancer, Lindi vai compartilhar percepções sobre as oportunidades e os desafios do trabalho independente em comunicação agropecuária. Christian Mühlhausen — Jornalista Agropecuário, Alemanha Christian Mühlhausen atua como repórter nacional e internacional há mais de duas décadas, tanto em texto quanto em imagens. Seu trabalho aparece principalmente em veículos de mídia agropecuária na Alemanha, mas também em outros países europeus, assim como em jornais diários regionais. O núcleo de seu trabalho é a agência de fotos Landpixel, fundada em 2005, que hoje reúne 200 mil imagens agropecuárias de todo o mundo, utilizadas por veículos nacionais e internacionais, agências, associações e empresas. O canal da Landpixel no YouTube tem 38.500 usuários. Ele estreou na IFAJ em 2011 na conferência em Guelph (CA) como “Young Leader” e desde então participa de todas as conferências. Christian também administra seu próprio negócio agropecuário e florestal. Sara Kirchhof— Jornalista de Broadcast, Brasil Correspondente internacional freelancer com formação em Comunicação Social, Sara tem experiência em televisão, rádio, assessoria de imprensa e eventos. Participou da cobertura da COP-26 na Escócia em 2021 e do Fórum Econômico Mundial de 2025 em Davos. Outras coberturas internacionais incluem a Royal Agricultural Winter Fair no Canadá, a World Dairy Expo nos Estados Unidos e países como Tailândia, Japão, Alemanha, Polônia, Portugal e Bélgica. Trabalhou como assessora de imprensa em diversas organizações e atua como repórter freelance em Hamburgo, Alemanha.

Congresso Mundial da IFAJ promete “desvendar o berço da humanidade” no Quênia

O Quênia convida os associados da Rede Agrojor (Rede Brasil de Jornalistas Agro) a participar do Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ ou, em inglês, International Federation of Agricultural Journalists), que terá como tema “Desvendando o Berço da Humanidade”.  O evento, que ocorrerá entre 14 e 18 de outubro, em Nairóbi, é um convite para mergulhar na história, cultura e agricultura de um país apontado como uma das origens da espécie humana (há cerca de 1,5 milhão de anos) e da própria agropecuária. “O Quênia é um berço da humanidade e também um dos lugares onde a agricultura começou. Queremos mostrar a cultura queniana e como ela se integra à indústria agrícola”, introduz Aghan Daniel, jornalista e organizador do evento no país. O Congresso Mundial da IFAJ é o encontro mais relevante para o jornalismo agrícola no mundo, reunindo anualmente profissionais e especialistas para intercâmbio de experiências, atualização de tendências e fortalecimento da colaboração global especializada sobre o agro.  Em 2025, são esperados entre 200 e 250 delegados internacionais na capital queniana, além de cerca de 100 representantes do governo local. Programação A programação inclui visitas técnicas e culturais em um raio de até 100 km da capital queniana, passando por propriedades que cultivam chá, café, macadâmia, banana, milho, feijão e uma grande variedade de hortaliças.  Os participantes também terão contato direto com empresas líderes no país na produção avícola, de caracóis comerciais, flores, larvas para nutrição, pecuária leiteira e outras culturas, bem como centros de referência em pesquisa e práticas inovadoras. A visitação também inclui visitas a pequenas propriedades para apresentar como agricultores locais enfrentam e superam os desafios da agropecuária em aspectos climáticos, tecnológicos, políticos e sociais. No pré e pós-congresso, será possível visitar o Parque Nacional de Nairóbi, fazer safáris, conhecer programas de conservação e, para os que estenderem a viagem, testemunhar a migração dos gnus no Maasai Mara, considerada a “nona maravilha do mundo”. Inscrições As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas a membros da Agrojor no Brasil e/ou associações nacionais filiadas à IFAJ, que terão acesso a todas as atividades do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo site: https://ifaj2025.meshascience.org/. O valor da inscrição é de US$ 700. A hospedagem varia entre US$ 50 e US$ 140 por dia, dependendo da categoria, com opções que vão de hostels a hotéis cinco estrelas.  O visto eletrônico (e-visa) pode ser solicitado online e costuma ser emitido em menos de 30 minutos após o registro. Voz do Quênia A Rede Agrojor entrevistou Aghan Daniel durante o Executive Meeting da IFAJ, realizado em março deste ano na África do Sul. Confira a entrevista com o representante queniano na IFAJ. Agrojor – O que você pretendem oferecer aos participantes do Congresso? Aghan Daniel – O Quênia é um dos berços da humanidade, onde a agricultura começou. Queremos mostrar a cultura queniana e como ela se integra à indústria agrícola.  Vamos destacar como os pequenos agricultores, que formam a maioria no país, lidam com o clima, a agricultura dependente de chuvas e a falta de subsídios, alcançando sucesso na produção global. Também vamos apresentar o papel da pesquisa e da horticultura local, entre muitos outros aspectos da nossa cultura, sociedade e história. Agrojor – Que culturas os participantes poderão conhecer? Aghan Daniel – Mostraremos grande variedade de culturas agrícolas in loco como, por exemplo, chá, café, macadâmia, banana, milho, feijão e uma grande variedade de vegetais. Também teremos visitas a propriedades dedicadas à pecuária, bem como instituições e centros de pesquisa. Agrojor – Quantos participantes são esperados? Aghan Daniel – Entre 300 e 350, somando delegados internacionais e representantes do governo queniano. Agrojor – O que está previsto para o pré e pós-congresso? Aghan Daniel – Safáris e visitas de conservação em Nairóbi, além da possibilidade de ver a migração de gnus no Maasai Mara. Agrojor – E quanto à segurança e vistos? Aghan Daniel – O governo garante segurança máxima. O local é seguro e próximo ao centro de Nairóbi. O visto eletrônico é simples e rápido. Agrojor – Qual o custo total estimado? Aghan Daniel – US$ 700 para o congresso, com hospedagem a partir de US$ 50/dia. Agrojor – Os interessados brasileiros podem entrar em contato para tirar eventuais dúvidas? Aghan Daniel – Sim, estamos à disposição para explicar todos os detalhes e expectativas.

Jornalista da Rede Agrojor vai ao Quênia para o Congresso da Mundial da IFAJ

A jornalista Luíza Cardoso Costa, associada da Rede Agrojor e editora executiva do Canal Rural, vai participar do Congresso Mundial da IFAJ (Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas), que será realizado entre os dias 15 a 18 de outubro em Nairóbi, no Quênia. A Rede Agrojor recebeu nesta quarta-feira (6), o comunicado da executiva internacional.  “Estou muito animada com essa oportunidade. Vai ser uma experiência única para trocar vivências, aprender com outros colegas e trazer uma bagagem nova de conhecimentos para o Brasil”, disse Luíza à Rede Agrojor. Luíza ingressou na Rede Agrojor e maio deste ano e já terá uma missão internacional pela frente. Esta será sua primeira experiência em um evento fora do país. O congresso global é uma oportunidade de formação, troca de experiências e imersão global em pautas como sustentabilidade, segurança alimentar, agricultura regenerativa, diversidade e o futuro da comunicação rural. Desde 1958, o Congresso Mundial da IFAJ reúne jornalistas, comunicadores e lideranças do agro para trocar experiências, debater inovações e fortalecer a conexão entre mídia e agricultura. Em Nairóbi, o foco será mostrar como o Quênia une tecnologia, tradição e sustentabilidade no campo, tudo isso em um cenário que também oferece experiências culturais e naturais, como o Parque Nacional de Nairóbi e o Maasai Mara. A seleção para participar do evento da IFAJ contou com a inscrição de jornalistas de diferentes países. Luíza se inscreveu e foi selecionada para integrar um grupo diverso de profissionais que atuam em diferentes realidades da comunicação agropecuária ao redor do mundo. O evento deste ano promete mergulhar em temas cruciais como  agricultura climaticamente inteligente, segurança alimentar e nutricional, inclusão de jovens e mulheres no agro, tecnologia e inovação no campo e políticas públicas e governança agrícola Além das discussões técnicas, os participantes terão a oportunidade de visitar centros de pesquisa, vivenciar a produção local e conhecer um pouco sobre o país anfitrião. A participação de Luíza mostra uma nova nova geração do jornalismo agro, que busca inovar na forma de contar histórias e ampliar o olhar para as transformações globais que impactam diretamente o setor rural. A Rede Agrojor parabeniza Luíza pela conquista e se orgulha de ter uma associada tão jovem e talentosa representando o Brasil neste evento de grande relevância internacional.

IFAJ confirma Brasil como sede do Executive Meeting 2026

A Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ) confirmou o Brasil como sede do Executive Meeting de 2026, durante o encontro que está sendo realizado, nesta semana, em Letsitele, na África do Sul. O evento no Brasil ocorrerá entre março e abril e reunirá cerca de 50 jornalistas especializados em agronegócio, vindos de países membros da entidade. “Estamos realmente animados que o Brasil se ofereceu para sediar a próxima reunião executiva da IFAJ. É um país com um setor agrícola forte, uma ótima agricultura e pecuária, e tantos conceitos construídos, muita energia e super ideias”, disse Steve Werblow, presidente da IFAJ. “Acho que será inspirador e voltaremos para casa com histórias, voltaremos com muita inspiração de uma ótima reunião.” Esse tipo de reunião – como o Brasil vai sediar – e que no país africano começou na segunda-feira (17) e vai até a sexta-feira (21), visa discutir e aprovar os próximos passos da IFAJ, além de apresentar aos profissionais a agropecuária do país anfitrião e estreitar relacionamento entre colegas de várias partes do mundo. O Brasil já possui histórico de participação ativa na IFAJ e será, mais uma vez, palco de um encontro internacional relevante. Em 2019, o país recebeu uma delegação da entidade para um press tour composto por jornalistas de vários países, entre eles Canadá, Estados Unidos, Finlândia e Argentina. Foi a partir desse evento que um grupo de 11 jornalistas do Brasil iniciou o processo da criação da Rede Agrojor como uma entidade formal. A realização do Executive Meeting no país reforça sua importância no cenário do jornalismo agrícola e atende o interesse dos profissionais estrangeiros sobre a atividade no Brasil, proporcionando a oportunidade de conhecer de perto o trabalho de todos os elos do agronegócio nacional. “A confirmação do Brasil como sede do próximo Executive Meeting é a demonstração do interesse que o agronegócio brasileiro desperta mundo afora, uma grande oportunidade de apresentarmos a realidade sobre a atividade no Brasil e também uma demonstração de confiança em nossa rede”, disse Daniel Azevedo Duarte, que representou a Rede Agrojor. Segundo ele, a entidade terá um desafio motivante nos próximos meses para organizar todos os detalhes do Executive Meeting, desde logística, locais (fazendas, agroindústria, unidades de pesquisa) e outros aspectos, a fim de manter o alto nível dos tradicionais eventos da IFAJ. Além do Executive Meeting, a IFAJ confirmou um cronograma extenso de congressos e encontros executivos. O próximo Congresso Mundial da IFAJ – principal evento da entidade internacional – ocorrerá no Quênia, em outubro de 2025. Os anos seguintes contarão com conferências na Croácia (2026), África do Sul (2027), Argentina (2028), Reino Unido (2029) e México (2030). O Brasil planeja sediar também um Congresso Mundial da IFAJ entre os anos de 2031 e 2032, consolidando sua posição no circuito internacional do jornalismo agrícola. O Executive Meeting é um grande passo para isso.

Rede Agrojor está na África do Sul a convite da IFAJ

O diretor de Relações Internacionais da Rede Agrojor, Daniel Azevedo Duarte, está na África do Sul, com a missão de trazer aprendizados para a realização do Executive Meeting da International Federation of Agricultural Journalists (IFAJ) no Brasil, em março de 2026.  A realização do evento é apoiada pelo presidium da associação internacional e aguarda confirmação formal, que deve ser obtida durante a estadia na África do Sul, por ocasião da edição deste ano do mesmo encontro da executiva que começa hoje (17) e vai até a sexta-feira (21).  A visita é financiada pelos apoiadores da IFAJ e permitirá a produção de conteúdos jornalísticos a partir da investigação in loco de uma das principais potências agropecuárias do continente.  A África, berço da humanidade, vive uma transformação econômica e demográfica acelerada. Com uma população de 1,5 bilhão de habitantes e previsão de alcançar 2,5 bilhões até 2050, o continente terá a maior taxa de crescimento populacional do planeta.  Esse avanço trará uma demanda crescente por alimentos, impulsionando produção local e as importações, que já somam cerca de US$ 100 bilhões anuais, um aumento de 85% em relação a 2010. Parceiro bilionário  O Brasil desponta como o principal fornecedor de alimentos para os 54 países africanos, superando até mesmo a África do Sul, potência agrícola regional e integrante dos Brics. Se o crescimento do mercado acompanhar a expansão populacional, as importações agropecuárias africanas poderão alcançar US$ 166 bilhões até 2050, impulsionadas também pelo aumento do poder de compra per capita. A África do Sul tem um papel central nesse cenário. Com uma extensão territorial duas vezes maior que a França, o país tem no agronegócio um dos pilares de sua economia.  Em 2023, as exportações agropecuárias sul-africanas atingiram um recorde de US$ 21,5 bilhões, sendo 38% destinadas ao próprio continente.  O país é um grande fornecedor de milho, frutas, açúcar e carnes, atendendo mercados vizinhos como Namíbia, Botsuana, Moçambique e Zimbábue. O Brasil, por sua vez, exportou cerca de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para a África em 2024, com destaque para açúcar, milho, carnes de aves e bovina, além de soja, café e algodão.  Já a relação comercial entre Brasil e África do Sul também é significativa, mas registrou uma leve queda em 2024, com exportações brasileiras totalizando US$ 1,37 bilhão e importações de US$ 657 milhões. O Brasil se destaca na exportação de carnes e açúcar para a África do Sul, enquanto os sul-africanos vendem ao Brasil frutas cítricas, vinhos e produtos processados. Com o crescimento populacional e a necessidade de garantir a segurança alimentar, Brasil e África do Sul seguirão como protagonistas no abastecimento do continente africano. Contatos na África A viagem da Rede Agrojor à África do Sul também visa fortalecer o relacionamento entre jornalistas agropecuários brasileiros e africanos, ampliando o intercâmbio de informações e oportunidades de colaboração.  O contato direto com profissionais locais permitirá fortalecer a rede internacional de jornalistas especializados, facilitando a troca de experiências e a cobertura conjunta de temas relevantes para o agro global. Além disso, a presença de Daniel no país pode impulsionar parcerias entre veículos de comunicação, gerando potenciais oportunidades aos membros da Rede Agrojor.  Isso também abre portas para missões de jornalistas africanos ao Brasil, ampliando o fluxo de informações entre os mercados agropecuários dos dois países, por exemplo para o Executive Meeting, previsto para o Brasil em março de 2026.

“No agro, Brasil é um irmão maior para a Argentina”, diz vice-presidente da IFAJ

A simpática frase é do jornalista argentino Adalberto Rossi, vice-presidente da International Federation of Agricultural Journalists (do inglês IFAJ), mas poderia acrescentar “e a Argentina é mais experiente na mobilização de jornalistas especializados no campo”. Para se ter ideia, o Dia do Jornalista Agropecuário no vizinho é celebrado há mais de 220 anos e o Círculo Argentino de Periodismo Agrário (Capa), que é a entidade filiada à Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ) reúne profissionais desde 1956, tem quase sete décadas de existência.  Addy, como é mais conhecido, presidiu a Capa por 10 anos. Hoje, ele segue como tesoureiro, cada vez mais atuante em seus país e internacionalmente. Não por acaso, ele é o atual vice-presidente da IFAJ e tem como uma de suas bandeiras aumentar a participação e a representatividade da América do Sul nas esferas de decisão da federação e em eventos dedicados aos profissionais de todo o mundo.   A Rede Agrojor, por meio de Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da entidade, conversou com ele sobre vários temas, incluindo a próxima reunião executiva da IFAJ, para a qual o Brasil se candidatou como sede. A reunião está marcada para março de 2026.  Apesar de o país já haver sediado um Press Tour com membros da IFAJ em 2019, seria o primeiro evento do calendário oficial da entidade internacional a ser realizado pela associação brasileira.  Ela é, também, um passo importante para, futuramente, a Rede Agrojor receber um Congresso da IFAJ, o principal encontro sobre a profissão de jornalismo especializado em agropecuária e agronegócio do mundo. A conversa trouxe outras novidades, como tendências sobre a atividade, o perfil do jornalismo agro na Argentina e as possibilidade de networking e experiências conjuntas entre profissionais brasileiros e argentinos. Além disso, ele fala de uma novidade que deve ser anunciada nos próximos meses: um curso internacional de jornalismo agropecuário com diploma pela Universidade de Illinois (EUA), acessível a todos os associados. Confira a entrevista:   O que é e como acontecem as reuniões da executiva da IFAJ? Todos os anos, são realizados dois encontros anuais pela IFAJ: um encontro de meio termo, que é a Reunião da Executiva, e um encontro anual, que é Congresso da IFAJ.  Esses eventos acontecem em dois países diferentes. No ano passado, por exemplo, o encontro de meio termo ocorreu em Málaga, na Espanha, e o congresso anual foi realizado na Suíça.  Este ano, o encontro de meio termo será na África do Sul, em março, enquanto o Congresso anual será realizados no Quênia. Na Reunião Executiva, os delegados executivos da IFAJ se reúnem para planejar o futuro estratégico da federação nos próximos anos. Lembrando que a IFAJ conta com 66 países afiliados.  Essas reuniões incluem não apenas o desenvolvimento profissional, mas também a liberdade de imprensa, os serviços e benefícios oferecidos aos associados, além de outras questões que surgem durante os encontros. Este ano, diria que o mais importante é que vamos anunciar e propor, para aprovação dos delegados executivos, a possibilidade de oferecer, de forma virtual, um programa internacional de capacitação para jornalistas agropecuários.  Esse curso será ministrado pela Universidade de Illinois, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo no segmento.  O programa foi especialmente desenhado para capacitar e valorizar os profissionais que informam sobre o setor agropecuário em seus respectivos países. Esse será um programa intensivo de quatro meses, com todo o know-how que a Universidade de Illinois pode oferecer através de sua Faculdade de Pecuária.  Estive presente em conversas com a decana da universidade e também com o professor Roberts, responsável pelo projeto, e fiquei impressionado com o alcance e a qualidade dos conteúdos desse programa.  Ele foi pensado para ser acessível: estamos estimando que o custo não deve ultrapassar 50 dólares por jornalista, o que é incrivelmente baixo em relação aos benefícios oferecidos. O Brasil se propõe a sediar a Reunião da Executiva no ano que vem. Além desse tipo de deliberação, o que mais acontece em um encontro como esse? Os jornalistas que participam têm a oportunidade de conhecer profundamente como ocorre a produção no país anfitrião.  Por exemplo, quando visitamos Málaga, tivemos a chance de aprender como é produzido o jamón ibérico com denominação de origem.  Também conhecemos a produção de oliveiras, aquicultura, cooperativas, estufas e até a criação de insetos usados na polinização das plantas.  Foi uma experiência sensacional, e voltamos como jornalistas com muito conhecimento e conteúdo para produzir artigos e reportagens que podemos usar em nossos meios profissionais. Esses encontros também promovem um intercâmbio constante entre jornalistas de diferentes países. É um aprendizado valioso, porque compartilhamos opiniões, perspectivas e projetos. Recomendo muito a participação, pois são reuniões muito produtivas. Normalmente, esses eventos duram de 3 a 4 dias, raramente mais do que isso. Quais são as expectativas da IFAJ em ter o Brasil como sede?  As expectativas são enormes. O Brasil é uma potência mundial na produção de alimentos e produtos agropecuários, e há sempre um grande interesse em conhecer em profundidade como o país trabalha.  As visitas anteriores ao Brasil foram muito interessantes e intensivas, embora de curta duração. Isso gerou um interesse muito grande entre os membros da IFAJ em retornar e explorar ainda mais. Além disso, esses encontros permitem um intercâmbio de experiências e expertise sobre como se informa e se leva a informação do campo ao consumidor e ao produtor.  Quantos jornalistas costumam participar desses eventos?  Em 2019, por exemplo, houve poucos jornalistas estrangeiros, pois foi um press tour. No próximo ano, o encontro executivo será realizado com uma semana de visitas para conhecer uma região produtiva do Brasil. Espera-se que entre 40 e 50 jornalistas participem. Esses eventos também podem ser um aprendizado importante para que, no futuro, o Brasil possa sediar o Congresso da IFAJ, que é o grande evento da entidade.  Em 2027, o congresso será no Reino Unido. Já em 2028, o congresso pode ser na Argentina, e há um interesse de realizar um pré ou pós-congresso no Brasil ou mesmo o congresso.  E como está estruturada

Jornalista da Agrojor é selecionado para cobrir feira na Dinamarca

O jornalista Leandro Mittmann, que faz parte da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor) e que atualmente reside na Europa, foi selecionado pela Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ) para participar da feira Agromek, realizada em Herning, na Dinamarca, entre os dias 27 a 29 de novembro. A Agromek  é uma das maiores feiras internacionais agrícolas da Europa, incluindo setores da construção, gestão de culturas, máquinas agrícolas, equipamentos para pecuária, tratores e colheitadeiras, além de conhecimento e serviços. Mittmann ficou sabendo da oportunidade de participar por meio dos anúncios feitos pela Agrojor em seu grupo de WhatsApp, no qual estão cerca de 100 jornalistas de todo o Brasil.  “Soube dessa oportunidade pela postagem do colega jornalista. Me inscrevi, enviei reportagens que já tinha feito no Brasil e meus comentários para o programa Granja na TV”, diz Mittmann. “Não tinha grandes pretensões, mas logo fui avisado de que minha proposta havia sido aceita.” Segundo Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor, a escolha de Mittmann é uma realização para a entidade. “Quando fundamos a Rede Agrojor, uma das certezas era de que nossa filiação à IFAJ traria oportunidades internacionais para os jornalistas brasileiros”, afirma ela. “Isso tem ocorrido e o convite ao Mittmann nos deixa muito felizes. A missão vem sendo cumprida.” Nascido em Porto Alegre (RS), Mittmann trabalhou por 21 anos na revista A Granja, onde foi editor por 18 anos e cobriu eventos agrícolas em todo o Brasil e no exterior. Em março de 2024, a revista foi descontinuada, e ele se mudou para a Alemanha por motivos familiares. Desde julho, atua no programa A Granja na TV, produzido pela Ulbra TV de Canoas (RS), onde é responsável por conteúdos digitais e faz comentários sobre o agro europeu e o mercado externo brasileiro. Na Agromek, ele destaca o desejo de conhecer o que há de mais avançado no setor agrícola em uma região tão distinta. “Uma feira agrícola normalmente é onde o melhor do agro é apresentado, especialmente em tecnologias. Estou muito curioso para ver o que será exposto, desde máquinas agrícolas até inovações locais”, afirma. “A Dinamarca é um país que desconheço, e acredito que a experiência será única, especialmente por se tratar de uma região de clima frio e com um agro muito diferente do que conhecemos no Brasil.” O jornalista já cobriu grandes feiras como Agrishow, Expointer e a alemã Agritechnica, mas a expectativa para a Agromek é especial. “Será interessante explorar as tecnologias e marcas que diferem das que conhecemos no Brasil, como aconteceu em Hannover (sede da Agritechnica), onde me impressionei com uma colhedora de beterraba sacarina – algo que nem existe no Brasil. Tenho certeza de que a Dinamarca também trará novidades surpreendentes.” Mittmann também espera identificar possíveis conexões entre os mercados europeu e brasileiro. “Embora a relação entre o agro brasileiro e o dinamarquês seja pequena, essas trocas podem trazer insights sobre como podemos integrar práticas e tecnologias.” Você ainda não é filiado à Rede Agrojor? Entre em contato neste link e faça parte dessa comunidade

Associados Agrojor poderão participar de ciclo de webinars da IFAJ

A Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), entidade da qual a Rede Agrojor  é filiada, divulgou o início de sua temporada 2024/25 de webinars. Os eventos levantam temas sobre alimentos e agricultura e são exclusivos para seus membros. De acordo com os organizadores, o objetivo é levar conhecimentos e provocar questionamentos e discussões sobre os temas. A temporada 2024/25 já tem programados os três primeiros eventos. Pela primeira vez os webinars da IFAJ serão de fato mundial. As transmissões terão dois horários diferentes, ambos ao vivo, para garantir a participação de todos os associados, independentemente do fuso horário em que estão. A duração dos eventos varia de uma hora a uma hora e meia. Confira a programação:  Noções de reprodução e cultivo de plantas O primeiro webinar ocorre na terça-feira, 26 de novembro, com o tema “Noções de reprodução e cultivo de plantas”. Faz parte da iniciativa da IFAJ, a “Sharing Knowledge” (Dividindo Conhecimento). Charles Darwin e Gregor Mendel notoriamente estabeleceram os princípios da reprodução e cultivo de plantas no século 19, e o pensamento e ideias no século 21 ainda se apoiam fortemente nessas antigas noções.  No webinar, Uri Krieger e Ian Jepson, ambos da Syngenta, utilizarão a história da reprodução e cultivo de plantas como um contexto para da importância no sucesso das lavouras, incluindo como desenvolver cultivos mais resilientes em um clima cada vez mais instável.  Krieger é head  global de pesquisa e desenvolvimento de sementes e Jepson é líder de tecnologia, também para sementes. Eles mostrarão as diferentes abordagens do cultivo de plantas, do tradicional ao mais moderno, como as sementes geneticamente modificadas e a ascensão da edição gênica. A apresentação será seguida de uma sessão de perguntas e respostas.  Primeira sessão: 26 de novembro – 15:00 GMT (12h no horário de Brasília)Clique aqui para se inscrever Segunda sessão: 27 de novembro – 02:00 GMT (23h do dia 26 no horário de Brasília)Clique aqui para se inscrever Dia Mundial do Solo O tema solo, que será a abordagem do segundo webinar, também faz parte da iniciativa “Sharing the Knowledge”. Ele ocorre no dia 5 de dezembro, quando se comemora o Dia Mundial do Solo,  instituído em 2013 pela FAO com o objetivo divulgar sua importância para a manutenção da vida no planeta. O webinar “Cuidados para o solo: meça, monitore, maneje” vai fornecer dados e informações e como eles são usados para entender as características do solo e apoiar os produtores em suas tomadas de decisão no manejo sustentável para fortalecer a segurança alimentar. O convidado é o cientista chefe do departamento de solo da Syngenta, Matthew Wallenstein. Ele está na multinacional desde abril, após 16 anos como professor e chefe de departamento do curso de Ciências do Solo, na Universidade do Estado do Colorado (EUA). Segundo Wallenstein, a saúde do solo é a chave para uma agricultura resiliente ao clima, auxiliando no bem-estar e qualidade de vida humana e no restauro da biodiversidade e funções do ecossistema. Na companhia, ele está construindo uma plataforma de cuidados como o solo que utiliza big datas para informar e ensinar práticas de regeneração. Primeira sessão: 5 de dezembro – 02:00 GMT (23h do dia 4 no horário de Brasília)Clique aqui para se inscrever Segunda sessão: 5 de dezembro – 15:30 GMT (12h30 no horário de Brasília)Clique aqui para se inscrever Princípios e Fundamentos: Equilibrando os papeis do jornalista e do comunicador A IFAJ, como uma rede global de jornalistas do agro, tem um quadro diverso de profissionais. Por isso, além de abrir as portas para jornalistas com foco nos quatro “pilares” do agrojornalismo – agricultura, horticultura, piscicultura e silvicultura – a entidade também recebe comunicadores. Para o último webinar do ano, no dia 12 de dezembro, a abordagem leva em conta o tema “Liberdade de Imprensa”, avançando em questões da profissão. Como, por exemplo, se jornalistas e comunicadores têm papéis e agem de formas diferentes. Ou eles estão apenas “fazendo seu trabalho”, organizando, limitando e classificando informações? Lembrando que o comunicador pode atuar em diferentes campos, como comunicação interna, marketing, treinamento ou relações públicas e não está restrito à interface com a mídia. Como sincronizar esses papeis? Como gerenciar conflitos de interesse ou opinião? E, mais importante, como podem os dois grupos trabalharem juntos de maneira construtiva na busca pelo interesse comum, permitindo o fluxo de informações dentro do agro? Essas são algumas abordagens do webinar, onde estarão os membros da IFAJ: Olivia Cooper (Reino Unido), Pam Caraway (EUA), Rachel Martin (Irlanda), Micke Godtfredsen (Finlândia) e Alpha Ousmare Souaré (Guiné).  Sessão única: 12 de dezembro – 14:00 GMT (11h do horário de Brasília) Se inscreva aqui.

IFAJ anuncia vencedores de prêmio de jornalismo durante congresso

Entre os dias 14 e 18 de agosto, aconteceu em Interlaken, na Suíça, o Congresso Mundial da IFAJ, entidade à qual a Agrojor é filiada. Durante o evento, foram anunciados os 10 vencedores dos prêmios Star Prize, promovidos e entregues pela instituição. O número de categorias aumentou de cinco para 10 nesta edição, dobrando também o número de premiados.  A premiação é aberta aos jornalistas do mundo todo, desde que sejam associados à alguma entidade filiada à IFAJ, que hoje conta com mais de 5.000 associados em cerca de 60 países. O prêmio foi criado como uma forma de reconhecer a qualidade das reportagens produzidas sobre o agronegócio e o universo rural. Houve dois tipos de categoria, uma considerando os temas centrais das reportagens e o outro, os meios por onde foram publicadas essas reportagens (independente do tema). Sendo assim, as categorias foram: Inovação; Sustentabilidade; Tecnologia; Comércio; Economia ou Questões Globais; Cultura Rural; Fotografia; Impresso; Vídeo; Áudio e Mídias digitais. Vencedores Na categoria reportagem Escrita, o canadense Matt McIntosh foi o vencedor, com a reportagem “Lake Erie is full of algae again”, ou, “O Lago Erie está repleto de algas novamente”, que foi publicado no portal The Narwhal. Segundo Addy Rossi, secretário geral da IFAJ, “a reportagem escrita por Matt é um grande exemplo de uma pesquisa profunda e do impacto de uma escrita bem-feita”. Rossi ainda completou, “esse trabalho realmente merece um Star Prize, que celebra o melhor agrojornalismo no mundo”. Os jurados dessa categoria foram John Morris, do Canadá, Markus Rediger, da Alemanha, e Melina Griffin, do Paraguai. Confira a matéria na íntegra clicando aqui. _________________________________________________________________________ Entre as reportagens em vídeo, Nanette Giovaneli, da Argentina, ficou com o prêmio. A jornalista produziu a reportagem chamada “Amadas: Histórias de mujeres de campo”. Segundo os jurados desta categoria, “foi filmado de uma maneira muito bonita e foi bem pesquisado, com uma apresentação informativa e cativante. “ O ritmo é bom. Tem boas entrevistas, com personagens impressionantes. Além disso, a interação da apresentadora com a família foi muito natural, o que é uma habilidade muito útil.” Os responsáveis por escolher o vencedor desta categoria foram o documentarista Ian Petrie, aposentado da CBC (Canal de TV canadense); Ken Rundle, da Universidade de Agricultura da Escócia; e a jornalista freelancer Prue Adams, que fez parte da ABC (canal de TV australiano). Confira a reportagem na íntegra clicando aqui. _________________________________________________________________________ Na categoria Mídias Digitais, mais um canadense foi premiado. Dessa vez, Trevor Bacque, com a reportagem “Potatoes from farm to table”, ou, “Batatas da fazendo para a mesa”, publicado no Canadian Food Focus. “A reportagem escrita por Trevor entrega uma visão interna importante, utilizando um amplo leque de ferramentas unidas em uma plataforma digital, para dar à sua audiência uma experiência mais completa” disse Rossi. Ele ainda completou dizendo que “esse é um grande exemplo do poder de uma grande reportagem e do uso hábil dos recursos digitais”. Os jurados desta categoria foram os mesmos que julgaram o melhor vídeo._________________________________________________________________________ O premiado na categoria de fotografia foi o austríaco Juergen Pistracher com a foto intitulada “First Milk, Then Paint”, ou, “Primeiro o leite, depois a tinta”. Segundo Rossi, “a fotografia de Juergen Pistracher ilustra perfeitamente a habilidade de um ótimo fotógrafo de capturar a emoção e a ação em um momento no tempo. É um jornalismo agro de alto nível”. Os jurados para esta categoria foram a canadense Janice Thoroughgood, o neozelandês Johnnie Belinda Cluff, e o norte-americano Greg Lamp. _________________________________________________________________________ Para fechar as categorias de plataformas, o prêmio de melhor reportagem de áudio foi vencido pela britânica Jane Craigie, proprietária da Jane Craigie Marketing. Jane produziu o podcast “Sustainable Farming: In Cities, Cotton and For Nature” ou “ Agricultura sustentável: em cidades, algodão e para a natureza”.  O podcast faz parte de uma série de programas de áudio, intitulada “The science behind your salad”, ou, “A ciência por traz da sua salada”, patrocinada pela BASF. De acordo com os jurados, o podcast é “um episódio lindamente elaborado, com sons envolventes do local e entrevistas muito bem conduzidas. Um bom uso do som ambiente e com duas histórias diferentes e fortes, com ótimos entrevistados.” A decisão do vencedor desta categoria ficou novamente com o trio composto por Ian Petrie, Ken Rundle e Prue Adams. Escute o podcast na íntegra aqui._________________________________________________________________________ Passando para as premiações temáticas, o canadense Trevor Bacque adicionou mais um prêmio ao seu portfólio, dessa vez na categoria Inovação, visto que também foi premiado em Mídias Digitais. A reportagem  de Bacque, publicada no Grains West, se chama “Digital Domain; Non-Traditional Grain Marketing Gains Momentum” ,ou, “Domínio digital: marketing de grãos não-tradicional ganha força”. De acordo com os jurados, o texto demonstra “uma pesquisa profunda e muito bem explicada, ilustrando um mercado em desenvolvimento, além de ótimos insights”. O júri desta categoria foi formado por Andy Castillo, do Farm Progress Estados Unidos, e Hansjürg Jäger, da Suíça. Confira o texto na íntegra aqui. _________________________________________________________________________Já na categoria que abrange os temas Comércio, Economia e Questões Globais, o vencedor foi Todd Hultman, dos EUA.  Hultman levou o prêmio com o texto “Are Russian Farmers Outcompeting the World or Is Something Else Going On?”, ou, “Agricultores russos de trigo estão superando o resto do mundo ou tem algo a mais acontecendo?”, que foi publicado no portal DTN/The Progressive Farmer. Para Rossi, Hultman utiliza bem a mídia digital em sua jornada. “ O texto traz os leitores para uma exploração profunda e minuciosa em um tópico muito complicado, além de utilizar muito bem o poder das mídias digitais para contar uma história de uma maneira cativante”, disse Rossi. Nesta categoria, os jurados foram a sueca Lena Johansson, Presidente da IFAJ, e Hansjürg Jäger, da Suíça. Leia o texto na íntegra aqui. _________________________________________________________________________ Dentre as reportagens que abordaram o tema de Cultura Rural, a vencedora foi Petra Jacob, do Reino Unido, com a reportagem “Sheep farming at the end of the world”, ou, “A criação de ovinos no fim do mundo”, no jornal The Furrow. “O texto