IFAJ

Estão abertas as inscrições para o Prêmio IFAJ Star Prize 2026

A premiação global que reconhece a excelência do jornalismo agrícola está com as inscrições abertas. Os associados da Rede Agrojor têm até o dia 15 de maio para inscreverem seus trabalhos. O prêmio tem cinco temas centrais: inovação, sustentabilidade, tecnologia, questões globais e cultura rural. As obras serão avaliadas nos formatos de mídia impressa, fotografia, áudio, vídeo e mídia digital. São doze chances de vitória. Cada vencedor receberá o prêmio em dinheiro, no valor de 500 euros, com a possibilidade de reconhecimento adicional por meio de menções honrosas e prêmios especiais, como o título de Jornalista do Ano de 2026 e o Prêmio Supremo da Guilda. A competição é para membros das entidades filiadas à IFAJ em situação regular. Cada participante pode submeter até duas inscrições no total, respeitando o limite de uma inscrição por tema. É necessário que os trabalhos tenham sido publicados durante o ano de 2025. Caso o conteúdo não esteja em inglês, o participante deve providenciar a tradução para que a comissão internacional realize a avaliação. Para se inscrever, o jornalista deve acessar o site da IFAJ, navegar até a seção de temas da premiação e selecionar o que interessar. Neste campo, o candidato será direcionado para a página de inscrição. Dois jornalistas brasileiros da Rede Agrojor estiveram entre os vencedores na edição de 2025 do IFAJ Star Prize: Ariosto Mesquita, do Mato Grosso do Sul, e Leandro Fidelis, do Espírito Santo. Mesquita foi destaque na categoria Impressa pela reportagem “Crédito de carbono chega à pecuária”, que aborda o mercado de créditos de carbono e apresenta um caso pioneiro no Brasil. Já Fidelis foi premiado na categoria Cultura Rural com a reportagem “Uma revolução verde capixaba”, que retrata os impactos da agroecologia na agricultura familiar. A premiação foi anunciada no dia 18 de outubro durante o Congresso Mundial da IFAJ, realizado em Nairobi, no Quênia. Mais informações: https://www.ifaj.org/contests-and-awards/ Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Worshop: Qual é o legado do Ifaj Executive Meeting

É hora de discutir os impactos do Executive Meeting na imprensa agro do mundo todo. E você está convidado para participar dessa conversa. O encontro será na quarta-feira (22), às 16h, via zoom. Steve Werblow, presidente da Ifaj, já confirmou presença. Ele participou da programação, que percorreu parte do interior paulista numa imersão pela agropecuária brasileira, ao lado de 50 jornalistas de 22 países, e poderá compartilhar as impressões dos colegas do mundo todo sobre a cadeia produtiva nacional.Os profissionais estrangeiros já estão divulgando suas matérias por aí. Por aqui, é hora de solidificar as pontes construídas e o legado para o jornalismo especializado. Sua presença é fundamental para a construção desse diálogo e o fortalecimento das relações. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país

Do Brasil para o mundo: agronegócio brasileiro é pauta global do jornalismo especializado

Ao receber uma caravana de jornalistas do segmento agropecuário, o Brasil desfrutou de uma oportunidade ímpar para mostrar ao mundo como o campo e a ciência trabalham unidos preservando o meio ambiente para desenvolver o setor que lidera a economia nacional: o AGRO De 15 a 20 de março de 2026, o Brasil recebeu uma caravana da imprensa internacional especializada em agronegócio: 50 jornalistas* experientes que vieram de 22 países para conhecer e vivenciar a agropecuária brasileira. A programação permitiu o diálogo com lideranças do setor, empresários e pesquisadores, somando conhecimento técnico, científico, tecnológico, sustentável e produtivo de alguns dos principais cultivos como café, cana-de-açúcar, grãos, soja, citrus e pecuária, além de conhecimentos sobre agricultura familiar, preservação ambiental, bioinsumos, agricultura de precisão e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O encontro, promovido pela IFAJ – Federação Internacional dos Jornalistas Agrícolas e com organização da Rede Agrojor – Associação Brasileira dos Jornalistas de Agronegócio, foi preparado durante 10 meses por um comitê de trabalho voluntário composto por 16 jornalistas brasileiros, associados Agrojor, e baseados em várias regiões do país. A equipe foi comandada pela presidente da entidade, a jornalista Vera Ondei. “Não estamos sozinhos no mundo e o que queremos para o futuro é que todos estes colegas olhem para nós como parceiros na busca por informações sobre o Brasil, principalmente, fontes oficiais, sejam elas empresas, entidades, governo e ONGs”, ressaltou Vera em sua fala de encerramento. A imersão foi realizada durante o Mid Term Executive Meeting, reunião que ocorre anualmente, a cada edição, em um país diferente. Em 2026, o Brasil sediou o evento pela primeira vez. O principal objetivo foi demonstrar aos profissionais internacionais, de forma completa e abrangente em um curto espaço de tempo como é o agronegócio brasileiro – do lado de dentro da porteira. Durante os cinco dias, o grupo passou por 10 cidades do interior paulista: Guarulhos (onde foi realizado o coquetel de abertura), São Carlos (local da hospedagem e de onde partiam diariamente), Araraquara, Campinas, Charqueada, Descalvado, Holambra, Mogi-Guaçu, Pirassununga e Piracicaba. Nessas cidades estão centros de pesquisa, institutos, empresas e propriedades rurais que demonstraram inovações e esforços em prol do desenvolvimento tecnológico e sustentável do agro. Além do conteúdo técnico, durante a experiência, os jornalistas também tiveram a oportunidade de experimentar parte da culinária típica brasileira como um jantar em uma churrascaria no sistema self-service/rodízio. Muitos desconheciam este formato de serviço. Teve também noite com comidas de boteco e a tradicional feijoada. “Foi uma experiência fabulosa, aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas”, ressaltou o jornalista Patrick Dupuis, da Canadian Farm Writers Federation (CFWF). “Tanto na Suíça como na Alemanha há muita discussão sobre o Mercosul e os insights que recebemos foram bastante esclarecedores. Aprendi muito. Senti que estava exatamente no lugar e na hora certa”, destacou Kirsten Müller, da Schweizer Agrarjournalisten (VDAJ). “Aprendi muito sobre o Brasil e seu trabalho com o segmento agrícola: minha mente está repleta de ideias de comunicação no agro para acrescentar ao meu trabalho nos EUA”, disse Katie Knapp, da Agricultural Communicators Network (EUA) em acordo com seu colega de redação, Gregory David Horstmeier: “Devo dizer que tudo que vi nesta semana alimentou minha alma e iluminou meu coração. Ficar fora dos EUA uma semana, aprendendo tanto com vocês no Brasil foi incrível”. Steve Werblow, presidente da IFAJ, finalizou: “Vocês transformaram cada problema em aprendizado. Até quando o ônibus ficou atolado, aquilo virou uma oportunidade de entender a logística. Passamos a enxergar as dificuldades e as possibilidades”. A realização do Executive Meeting IFAJ-Agrojor no Brasil foi possível por causa de empresas e marcas que acreditam na comunicação agro. O evento teve como patrocinador Ouro as empresas Bayer, John Deere e Yara Fertilizantes; a Basf como patrocinador Prata e Corteva como Bronze. A iniciativa teve o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Cachaça Cabaré, Ford, Legga, Ludu e Toledo do Brasil. Os locais visitados foram: Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Instrumentação, Embrapa Territorial, Coplacana, Esalq/Sparcbio, CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, Café DelGraan, Sítio São João, Joost Kalanchoé, Koppert, Agrindus/LettiA, Fazenda Estância e Fazenda Cachoeira. Países representados por seus jornalistas: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Finlândia, Geórgia, Irlanda, Nigéria, Noruega, Países Baixos, Quirguistão, Reino Unido, Sérvia e Suíça. Inicialmente seriam 51 jornalistas de 23 países, mas o profissional da Romênia ficou impossibilitado de comparecer por causa dos conflitos no Oriente Médio.

Jornalistas da IFAJ visitam fazenda referência em agricultura regenerativa no Brasil

Estrangeiros conhecem o trabalho da família Vick, em Piracicaba (SP), modelo de sustentabilidade e resiliência diante de desafios climáticos da região Irmãs Aline e Nathalia Vick, proprietárias da Fazenda Estância Representantes da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ) participaram de uma visita técnica à Fazenda Estância, em Pirassununga, SP, no dia 19 de março. A unidade é referência em práticas de agricultura regenerativa e integra a iniciativa global Bayer ForwardFarming, que demonstra essas práticas no campo. A atividade fez parte do Executive Meeting, reunião anual de delegados da IFAJ, organizada neste ano no Brasil pela Rede Agrojor, com o apoio da Bayer. Com uma agenda focada no agro brasileiro contemporâneo, o encontro ocorreu de 15 a 20 de março e reuniu jornalistas de 22 países. A fazenda que os jornalistas conheceram foi fundada por José Vick e passou por um processo de sucessão familiar em 2018. Hoje, suas filhas Nathalia Vick, administradora e gestora de agronegócios, e Aline Vick, economista, estão à frente da propriedade. A unidade tem 1.100 hectares dedicados às culturas de soja, milho, sorgo, mandioca e cana-de-açúcar. Segundo levantamento divulgado pela propriedade, a adoção de práticas de agricultura regenerativa a longo prazo resultou em mais estabilidade produtiva e redução das emissões de gases de efeito estufa na fazenda. Durante a safra 2024/25, a média de emissões para a cultura de soja foi 60% menor do que a média brasileira. Já para o milho segunda safra, elas foram 46% menores do que a média nacional para a cultura no período. Em relação à soja, foram avaliados 11 talhões e levados em consideração fatores como mudança do uso da terra, plantio, manejos, colheita, secagem e transporte. A análise concluiu que a pegada de carbono na safra 2024/25, em média, atingiu 616,4 kg CO2 eq./t, ou seja, 60% menor do que a média nacional, 1526 kg CO2 eq./t. Um talhão em específico chegou a 373 kg CO2 eq./t, 76% menor do que a média brasileira. “É importante ressaltar que cada talhão possui um perfil de solo e histórico de manejo diferente, o que influencia a pegada. Ainda assim, o talhão com maior pegada registrada representa um montante 22% menor do que a média nacional”, explica Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina. Seguindo a mesma metodologia, a análise de pegada para o cultivo de milho segunda safra concluiu que a média da Fazenda Estância é 46% menor, 751,71 kg CO2 eq./t, do que a média nacional para a cultura, 1387 kg CO2 eq./t. Metodologia PRO Carbono O cálculo das emissões foi feito por meio da Footprint PRO Carbono, ferramenta desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa, baseada na avaliação do ciclo de vida (ACV), que calcula a pegada de carbono de produtos agrícolas em sistema de produção de soja, milho e algodão. Capaz de efetuar cálculos por talhão, um diferencial em relação a outras ferramentas no mercado, a calculadora permite um diagnóstico preciso e o reconhecimento de propriedades e produtores eficientes do ponto de vista de emissão de gases de efeito estufa. Para Aline Vick, pequenas mudanças no manejo fazem toda a diferença. “Existem decisões que estão ao alcance dos produtores. No caso da cultura da soja, por exemplo, substituímos a aplicação de ureia pelo nitrato, que emite menos gases de efeito estufa. Implementamos tecnologias de precisão que minimizam as manobras de maquinário, resultando em economia de combustível e redução das emissões de gases. Uma agricultura mais precisa não apenas melhora os resultados obtidos, mas também gera benefícios sustentáveis a longo prazo.” Produtividade e solo mais saudável A saúde do solo é um dos elementos centrais da agricultura regenerativa e contribui para produzir a mesma ou maior quantidade de produtos agrícolas a partir de uma extensão territorial menor, com menos recursos e menor pegada climática e ambiental. Em talhões com menor pegada, por exemplo, o índice de produtividade de soja da fazenda foi maior, chegou a 77 sacas por hectare. Além disso, entre 2020 e 2024, a propriedade manteve uma produtividade estável, em alguns casos até acima da média da região, mesmo durante período de chuvas escassas. Grande parte desse ganho é relacionado à adoção de práticas de agricultura regenerativa, como rotação de culturas e plantio direto, provando que sustentabilidade e produtividade andam juntas. “A saúde do solo é a base de todo o nosso trabalho. Por meio da agricultura regenerativa, fortalecemos sua estrutura e promovemos um ecossistema mais equilibrado. Hoje, adotamos essas práticas em toda a propriedade, um trabalho que construímos ao longo dos anos, que resulta em solos com maior resiliência ambiental e condições ideais para uma produção sustentável ao longo do tempo. A sustentabilidade virou a nossa marca”, pontua Aline. Plataforma PRO Carbono Desde 2021, a Fazenda Estância faz parte do PRO Carbono, maior plataforma de soluções regenerativas da América Latina que conecta agricultores, indústrias e mercados que buscam cadeias produtivas e integram sustentabilidade como vantagem competitiva e motor de crescimento do negócio.   De lá para cá, novas técnicas foram implementadas e ampliadas para avançar na regeneração do solo na propriedade, como a intensificação da rotação de raízes. Hoje, mais de 80% das áreas de produção de grãos já receberam plantas de cobertura em substituição ao milho ou ao sorgo de segunda safra. Uma análise comparativa simples de um talhão, feita entre 2021 e 2024, concluiu que, após três anos de práticas de agricultura regenerativa, o solo analisado revelou um aumento no teor de fósforo, um dos principais nutrientes a ser considerado em uma agricultura tropical, por ser pouco presente no solo brasileiro.  O cálcio também apareceu em maior quantidade, e esses resultados indicam melhoria gradual e sustentável da fertilidade e do perfil químico do solo, além de potencial redução no uso de calcário, o que contribui para um menor impacto ambiental no futuro. “O solo da fazenda é arenoso, uma característica da região, o que torna necessário um conjunto de ações para melhorar a sua saúde. O plantio direto e a rotação de culturas na fazenda favorecem

Yara lidera iniciativas para a descarbonização da cadeia de alimentos

A empresa, que tem como meta global ser neutra para o clima até 2050, avança em sua agenda no Brasil Diante do aumento da demanda global por alimentos e da urgente necessidade de adoção de uma agricultura regenerativa, que devolva os nutrientes ao solo, a Yara, líder global em nutrição de plantas, reforça seu compromisso em construir um futuro alimentar positivo para a natureza. Para isso, a empresa, que celebrou seus 120 anos em 2025, está focando seus esforços e investimentos na descarbonização da cadeia produtora de alimentos.  Este movimento é realizado com base em um portfólio de produtos de menor emissão de carbono, como os nitratos; no desenvolvimento de fertilizantes lower carbon; em ferramentas digitais inovadoras e eficientes em termos de recursos, adequadas para agricultores em todo o mundo; no compartilhamento de seu conhecimento agronômico centenário; e em atuar junto aos produtores para ajudá-los nesta transição, criando também fluxos de novas receitas para o campo. “O papel crucial dos fertilizantes tornou-se evidente para muito além da nossa indústria, e com razão. Com metade da população mundial com alimentos na mesa devido aos fertilizantes, é compreensível e apropriado que os líderes mundiais e o público tenham se preocupado com o que acontece quando os agricultores são incapazes de manter os seus solos férteis”, destaca Svein Tore Holsether, CEO da Yara International. De acordo com Holsether, o cenário geopolítico e outros fatores não podem pôr em risco a essa transição e a mudança para um futuro net-zero. “Pelo contrário, devem dar um forte impulso à aceleração da descarbonização e às soluções positivas para a natureza”, adiciona Brasil: potencial para promover uma agricultura sustentável No Brasil desde 1977, a Yara considera o País como um dos territórios de maior potencial para descarbonizar a cadeia de alimentos. Além da rápida adoção de tecnologia pelos agricultores, o Brasil tem oportunidades únicas como recursos naturais e uma matriz energética renovável para fazer a diferença nesta agenda de transformação.  Um dos primeiros passos no Brasil rumo à descarbonização da cadeia foi o uso de biometano na produção de amônia renovável e, consequentemente, fertilizantes lower carbon, e soluções industriais no Complexo Industrial de Cubatão (SP). O insumo entra no grid da planta, substituindo gradativamente o uso de gás natural e ajudando na descarbonização de todos os segmentos em que a empresa está inserida, reduzindo assim as emissões em até 90%.  O ano de 2025 foi um marco para a consolidação do portfólio de fertilizantes lower carbon, o Yara Climate Choice™. Hoje, a Yara atua em colaboração com a indústria do alimento com cinco importantes parceiros na jornada pioneira pela descarbonização da produção. No café, Cooxupé, Coocacer e, recentemente, com JDE e Ofi; na batata, com PepsiCo; no cacau, com Barry Callebaut. Esses parceiros utilizam a solução de fertilizantes lower carbon, que pode reduzir, em média, até 40% a pegada de carbono nos respectivos cultivos. A produção desses fertilizantes é feita com matriz energética renovável. Sobre a YaraA Yara, líder mundial em nutrição de plantas, cultiva conhecimento para alimentar o mundo e proteger o planeta de forma responsável. Para concretizar o compromisso de cultivar um futuro alimentar positivo para a natureza, oferece um portfólio de produtos de alta tecnologia com baixa emissão de carbono, desenvolve ferramentas agrícolas digitais destinadas à agricultura de precisão e trabalha em estreita colaboração com pesquisadores e parceiros da indústria para construir uma cadeia de valor do alimento cada vez mais sustentável. Com uma atuação integrada, a companhia também fornece soluções industriais para usos diversos, entre eles a redução de poluentes, melhorando a qualidade do ar das cidades. Fundada na Noruega, em 1905, para resolver a emergente crise de fome na Europa, está presente no mundo todo, com mais de 17 mil colaboradores e operações em mais de 60 países. No Brasil, a Yara está idealmente posicionada em todos os principais polos agrícolas. Com mais de 4 mil colaboradores, a empresa atende todos os perfis de produtores e culturas, colaborando com o crescimento da agricultura e o protagonismo do país no desafio de alimentar uma população mundial crescente. Desde que se instalou no Brasil, na década de 1970, a Yara vem trabalhando para fomentar a produção de fertilizantes, reduzindo a dependência de importação de matéria-prima e modernizando a indústria nacional, em linha ao seu compromisso global com a agenda de descarbonização. Yara Fertilizantes foi patrocinadora do Executive Meeting Brasil 2026, que reuniu jornalistas de 22 países pela IFAJ para uma viagem pelo campo no Brasil yara@inpresspni.com.br

Atenção Agrojors: Vamos a Portugal, no ISF World Seed Congress? Aqui está o caminho

A Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ) abriu inscrições para jornalistas interessados em participar do ISF World Seed Congress 2026, que será realizado entre os dias 18 e 20 de maio, em Lisboa, Portugal. A iniciativa faz parte da parceria com a International Seed Federation (ISF), que vem sendo fortalecida após edições recentes do congresso em Roterdã e Istambul. Lembrando aos brasileiros que somente estão aptos os jornalistas associados à Rede Agrojor. Nesta edição, até 15 jornalistas membros da IFAJ serão selecionados para participar com todas as despesas custeadas pela ISF, incluindo passagens, hospedagem e inscrição no evento. Os participantes terão acesso completo à programação do congresso, estrutura dedicada para a imprensa e apoio para realização de entrevistas com lideranças globais do setor de sementes. O congresso reúne executivos, formuladores de políticas públicas e agentes de toda a cadeia de valor do setor, consolidando-se como um dos principais fóruns globais para discutir inovação, comércio e segurança alimentar. Entre os destaques da programação está a palestra de abertura de Shobha Shetty, do Banco Mundial, além de uma coletiva de imprensa e encontro com o Ministério da Agricultura de Portugal. A seleção dos jornalistas será feita por um júri conjunto da IFAJ e da ISF. Para se candidatar, é necessário enviar amostras de trabalhos publicados, comprovação de vínculo editorial ou comissionamento e sugestões de pautas a serem desenvolvidas durante o congresso. As inscrições se encerram em 1º de abril de 2026. Outras informações e detalhes sobre o programa podem ser acessados nos links oficiais da IFAJ. E aqui também Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Por dentro da IFAJ: os planos dos líderes globais para o jornalismo agro

São Carlos, no interior paulista, recebeu na manhã desta terça-feira (17) a reunião master das lideranças da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que é parte do Executive Meeting IFAJ 2026, evento que se encerra nesta sexta-feira. A reunião da diretoria global com os delegados é o encontro mais importante do calendário anual da IFAJ para avaliação dos impactos de suas políticas. Organizado pela Rede Agrojor, a reunião executiva contou com 33 lideranças dos países participantes, entre presencial e online. A presidência da Rede Agrojor, com Vera Ondei, e Daniel Azevedo, como vice-presidente internacional, recebeu os delegados. A mesa diretora da IFAJ foi composta por Steve Werblow (presidente), Addy Rossi (vice-presidente), Adrian Bell (secretário-geral) e Magda du Toit (tesoureira). O encontro serviu para avaliação de programas em andamento, votação de questões administrativas e definição de rumos para 2026 e além. “Para a Agrojor é um momento também de aprender e interagir com a entidade global e estarmos juntos para os desafios do jornalismo mundial”, diz Vera. Para abrir a reunião, Werblow traçou um paralelo entre o momento global, marcado por guerras, instabilidade tarifária e crise energética, e a trajetória do agronegócio brasileiro. “O Brasil passou de importador de carne bovina, de arroz e outros produtos, para se tornar uma força dominante na exportação global em uma única geração”, afirmou o presidente, que utilizou o caso do país como referência de transformação em contextos adversos e que isto é uma lição também para os desafios da IFAJ. Entre os temas de maior discussão, o avanço, ainda em curso, do Certificado em Jornalismo e Comunicações Agrícolas desenvolvido em parceria com a Universidade de Illinois (EUA), foi destaque, justamente pela importância das ações educativas. A iniciativa partiu de duas pesquisas conduzidas com membros da IFAJ: a primeira, em 2022, ouviu 147 jornalistas e especialistas em comunicações agrícolas de 40 países; a segunda, em 2024, registrou 21 respostas de associados da federação. O programa prevê quatro módulos assíncronos, cada um com duração estimada de quatro semanas, totalizando 16 semanas para a obtenção do certificado. Os módulos cobrem: dados e jornalismo agrícola; produção multimídia; liderança no jornalismo agrícola; e pensamento crítico aplicado à cobertura do setor. A proposta foi submetida à Universidade de Illinois em maio de 2025, mas o projeto aguarda a contratação de um novo diretor para o programa, prevista para maio de 2026. Owen Roberts, ex-presidente da IFAJ e criador da proposta junto à universidade, explicou que o atraso decorreu de sua saída da instituição em julho de 2025, após cinco anos. “Reconheço que o problema foi eu ter deixado a Universidade de Illinois”, disse Roberts. O plano original previa agosto de 2026, mas sua efetivação pode vir até janeiro de 2027. Roberts conta que o grupo de alunos arrecadou US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) para viabilizar a estrutura do centro de comunicações agrícolas, incluindo a construção de sala equipada com tecnologia. O vice-presidente Addy Rossi, que acompanhou o processo junto à universidade, apontou que há planos alternativos em andamento: além de Illinois, a IFAJ avalia uma parceria com uma instituição de Guadalajara, entre outras iniciativas. A Espanha, representada por Rosana Cervera, informou ter um certificado em comunicação agrícola em operação em colaboração com a Universidade de Córdoba e se ofereceu para colaborar com o projeto global. Parceiros, programas e prêmios Na área de desenvolvimento profissional, Adrian Bell, secretário-geral, apresentou o avanço dos webinários da IFAJ. Por exemplo, um encontro já realizado para debater os resultados da COP30 para a agricultura, realizada no Brasil em novembro passado. Para o futuro, o programa Global Network Partnership, mantido com patrocínio da Syngenta, foi renovado por mais um ano e contará com aporte acima de US$ 20 mil (cerca de R$ 100 mil). A parceria financia visitas a entidades nacionais, conexões institucionais e apoio a associações em regiões menos engajadas com a federação. Entre as iniciativas recentes, a IFAJ firmou memorando de entendimento com a Câmara Nacional de Agricultura da Guiné, país em que a liberdade de imprensa enfrenta restrições. O acordo reconhece o jornalismo agrícola como ferramenta de desenvolvimento do setor no país. Quanto ao prêmio IFAJ Star Prize, o mais importante da entidade, Bell informou que as parcerias vêm sendo firmadas e em breve as inscrições para a edição de 2026 serão abertas, mantendo o formato individual adotado nos dois últimos anos, no qual os próprios jornalistas submetem seus trabalhos, sem intermediação de suas entidades. No mesmo pacote está o programa Young Leaders, desenvolvido em parceria com a Alltech. Bell destacou que o programa contempla apenas “parte dos países membros da IFAJ e que ampliar essa cobertura é uma prioridade”. Os diretores também fizeram considerações sobre o próximo Congresso Mundial da IFAJ, que será realizado na Croácia, com inscrições já abertas. O evento em 2027 está previsto para Vancouver, no Canadá. 70 anos de IFAJ A celebração dos 70 anos da IFAJ foi apresentada pela diretoria como um marco institucional que pode combinat trajetória histórica e reposicionamento estratégico. Fundada no pós-guerra com o objetivo de conectar jornalistas de diferentes países, a entidade consolidou, ao longo de sete décadas, uma rede global dedicada à cobertura dos sistemas alimentares. “Setenta anos de jornalistas contando as histórias da agricultura, setenta anos tentando melhorar as realidades de cada continente e setenta anos defendendo o valor informativo e responsável do jornalismo sobre o sistema alimentar que sustenta o nosso mundo”, disse Rossi. A construção da federação é descrita como um processo coletivo e contínuo. Segundo o jornalista, é fundamental dizer que “nossa história nunca foi escrita por um pequeno grupo. Ela foi escrita por todos nós.” Para ele, a atuação cotidiana dos jornalistas — em reportagens, eventos e interações com o público — sustenta a relevância da organização. Atualmente, a IFAJ reúne jornalistas de mais de 60 países, com presença em todos os continentes, em um cenário em que a agricultura ocupa posição central nos debates globais. “A agricultura está no centro de debates globais, muitas vezes entre pessoas que vivem muito longe das

Começou o Executive Meeting: Brasil defende papel central na segurança alimentar global

Em um momento de crescente tensão geopolítica e pressão sobre os sistemas alimentares globais, representantes do governo e das indústrias defenderam neste domingo (15), na abertura do Mid Term Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), realizado no país pela Agrojor, que o Brasil reúne ciência, escala produtiva e capacidade tecnológica para ampliar a produção e responder à crescente demanda mundial por alimentos, fibras e energia. Ao falar a 51 jornalistas de 23 países que participam do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, afirmou que o país reúne características que hoje poucos produtores globais conseguem oferecer simultaneamente. “O Brasil é um promotor geopolítico da paz, porque ajuda a garantir segurança alimentar, energética e climática. Poucos países conseguem oferecer qualidade, quantidade, sanidade e sustentabilidade ao mesmo tempo”, disse em resposta a Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Agrojor, que conduziu o painel sobre a importância do Brasil na segurança alimentar global. Durante o evento, Rua respondeu a questionamentos sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, frequentemente alvo de críticas de produtores europeus. Em resposta a um jornalista da Alemanha que mencionou críticas na Europa sobre o uso de determinados pesticidas e organismos geneticamente modificados, o secretário afirmou que muitas dessas preocupações ignoram diferenças estruturais entre sistemas agrícolas. “Quando comparamos sistemas agrícolas, precisamos reconhecer que o Brasil é tropical e tem demandas específicas da agricultura aqui praticada, diferente da temperada da Europa. Seguimos padrões internacionais e cumprimos os requisitos de todos os mercados”, destacou. Brasil quer ser parte da solução O representante do governo também destacou a expansão diplomática do agro brasileiro. Desde 2023, segundo ele, o país abriu 548 novos mercados agrícolas, habilitou mais de 4 mil estabelecimentos exportadores e mantém 40 adidos agrícolas em embaixadas ao redor do mundo. “Mais de um bilhão de pessoas passam fome no planeta. O Brasil quer ser parte da solução, não do conflito.” Ao lado dele no painel, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforçou que a produção brasileira de proteína animal tem papel estratégico nesse cenário. “O mundo enfrenta dificuldades para garantir segurança alimentar em vários países. O Brasil tem condições de ajudar a equilibrar esse sistema”, salientou. Santin criticou barreiras comerciais impostas a produtos brasileiros. “Quando há questionamentos sobre a produção de alimentos do Brasil, muitas vezes o problema não está na produção brasileira, mas nas políticas internas desses países, que criam barreiras protecionistas”, Ele lembrou que o país exporta frango para mais de 150 mercados, embora grandes regiões ainda enfrentem barreiras comerciais, como Índia, Indonésia e Nigéria, que somam mais de dois bilhões de consumidores. Agrojor leva jornalistas estrangeiros ao campo brasileiro O painel integrou a programação do Mid Term Executive Meeting 2026 da IFAJ, realizado no Brasil entre 15 e 20 de março. Ao todo, 51 jornalistas de 23 países participam de uma semana de imersão nas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. Organizado pela Agrojor, o encontro inclui visitas técnicas a propriedades de grãos, aves, flores e sistemas orgânicos, além de encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, mecanização e integração lavoura‑pecuária‑floresta. Segundo a presidente da entidade, Vera Ondei, a associação nasceu da iniciativa de um grupo de jornalistas especializados que buscavam fortalecer a cooperação internacional na cobertura do agro. “A ideia surgiu em 2013, quando jornalistas brasileiros participaram de um encontro da IFAJ na Argentina. A partir dali começamos a discutir a criação de uma associação que conectasse profissionais do Brasil ao debate internacional”, contou. Indústria aposta em inovação e sustentabilidade Se o painel institucional destacou o papel geopolítico do Brasil na produção de alimentos, a roda de conversa com executivos de empresas globais patrocinadoras do evento, sob mediação de Mariele Previdi, vice-presidente da Agrojor, mostrou como tecnologia, digitalização e práticas sustentáveis estão redefinindo a agricultura brasileira. Para Felipe Albuquerque, diretor de sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, o Brasil ocupa posição estratégica na transformação da agricultura global. “O Brasil é hoje o segundo maior negócio agrícola da Bayer no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. É um privilégio trabalhar em um país que consegue combinar produtividade e sustentabilidade.” Ele destacou o programa PRO Carbono, que monitora o sequestro de carbono no solo em propriedades agrícolas e reúne cerca de 3 mil produtores. O projeto já registrou aumento médio de 11% na produtividade, além de redução de 50% nas emissões na produção de soja e 55% no milho. Para Diogo Rezende, vice‑presidente de vendas da Yara Brasil, o setor agrícola já sente diretamente os impactos das mudanças climáticas, como as lavouras de café e outras importantes culturas. Segundo ele, a transição para uma agricultura de menor emissão depende de toda a cadeia. “Não é apenas o produtor rural. Indústria, varejo e consumidores precisam participar da redução das emissões.” Rezende também destacou iniciativas da empresa para reduzir a pegada de carbono na produção de fertilizantes, com a substituição de fontes fósseis por energia renovável, que já reduziram em até 80% as emissões. Já Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos, comunicações e cidadania da John Deere, destacou a dimensão econômica e tecnológica do agronegócio brasileiro. Ele lembrou que a revolução agrícola brasileira foi impulsionada pela ciência. “Nos últimos 50 anos, a produção de grãos cresceu mais de 500%, enquanto a área plantada aumentou cerca de 40%. Isso mostra o impacto da tecnologia.” Para ele, o país reúne condições únicas para liderar a próxima fase da bioeconomia. A John Deere investe cerca de US$ 2,2 bilhões em inovação, incluindo tecnologias como inteligência artificial e máquinas autônomas, que devem redefinir a produtividade agrícola nas próximas décadas. No pano de fundo de tensões geopolíticas, mudanças climáticas e pressões sobre o comércio global de alimentos, fibras e energia, a mensagem que permeou o diálogo é que o Brasil é mais do que uma potência agrícola, pois já se consolidou como um dos poucos países capazes de sustentar a segurança alimentar do planeta nas próximas décadas. O Executive Meeting

Brasil consolida posição estratégica no agronegócio global, aponta relatório do Rabobank

O agronegócio brasileiro avança em produção e relevância. No webinar da IFAJ/AgroJor “O papel do Brasil no agro global”, realizado no dia 11 de março, que reuniu mais de 50 jornalistas, especialistas da Rabobank mostraram, com números, porque o Brasil já é o maior exportador de commodities agrícolas do mundo, superando Estados Unidos e União Europeia. Os especialistas Andy Duff (diretor), Marcela Marini (analista sênior) e Stephen Nicholson (estrategista global) falaram no painel o que poucos fora do agro sabem: o Brasil cresceu mais de 400% na produção de grãos em apenas três décadas, sem precisar dobrar a área plantada. Isso foi impulsionado por vários fatores, incluindo a tecnologia “safrinha”, que permite que o agricultor colhe duas safras no mesmo ano. A analista sênior do Rabobank, Marcela Marini, aproveitou a oportunidade e destacou a agilidade do produtor. “Um dos fatores de sucesso é a eficiência operacional. No Mato Grosso, quase 60% da área de soja também planta milho, o que permite lidar com diferentes cenários climáticos e de preços, mitigando riscos em uma janela de plantio muito curta”, disse. Essa eficiência vem ganhando um novo impulso com o crescimento da produção de etanol de milho. O grão, que antes era utilizado apenas como item de exportação ou para uso na ração animal, agora também alimenta uma indústria em crescimento, que deve consumir cerca de 27 milhões de toneladas somente neste ano. Essa transformação é intensa e cria um colchão para o agricultor, protegendo-o das oscilações de preços internacionais e garantindo que o valor gerado no campo circule na economia. Com esse movimento, o Brasil está deixando de apenas produzir para exportar e se tornando um centro de processamento. Os analistas do Rabobank apontaram, no entanto, que há desafios que ainda testam quem produz. A dependência externa de fertilizantes mostra que o Brasil precisa de uma estratégia comercial inteligente. Além disso, os problemas de logística continuam sendo um peso no bolso: o custo do frete consome grande parcela do valor final do milho e da soja, exigindo investimentos em transporte e armazenamento. O webinar mostrou que o agronegócio brasileiro está cheio de boas notícias e se mostra competitivo por mérito próprio, com investimento em ciência e gestão de riscos. Exemplos não faltam: liderança na soja, avanço no cacau e inovação dos produtos biológicos são alguns deles. A conclusão dos especialistas é que o futuro da alimentação global passa, de forma obrigatória, pela inteligência do campo brasileiro. Preparativo para o Executive Meeting O webinar foi um “esquenta” para o Executive Meeting, que será realizado de 15 a 20 de março no Brasil. Durante uma semana,  51 jornalistas de 23 países vão fazer uma imersão em diversas cadeias da agropecuária brasileira. Estão programadas visitas em fazendas de citros, grãos, flores, café, gado, além de centros de pesquisa e desenvolvimento. O Executive Meeting tem o patrocínio de: Bayer, John Deere, Yara / BASF / Corteva e apoio de: Abag, Cabaré, Ford, Leega, Ludu, Toledo do Brasil

Falta menos de uma semana para o Executive Meeting Brasil

A Rede Agrojor está em contagem regressiva para o Executive Meeting 2026. A partir do dia 15 de março, 51 jornalistas especializados agro de 23 países se reúnem no Brasil para uma semana de imersão no agronegócio brasileiro. Com um roteiro diversificado, os profissionais visitarão fazendas de grãos, leite, café, citros, flores, agricultura familiar e sistemas agroflorestais, além de Centros de Pesquisa. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização no campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária. O objetivo do evento, além da troca de ideias e experiências, é proporcionar o contato com a base produtiva, científica e tecnológica que sustenta a competitividade do agro brasileiro. Para Daniel Azevedo Duarte, vice-presidente Internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, a expectativa é a melhor possível. “Nosso grupo de trabalho está cuidando de cada detalhe com carinho. Pessoalmente, acredito que a Rede Agrojor vai deixar um legado relevante para o agronegócio brasileiro.” Esquenta Na quarta-feira (11), a Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. Fique atento às Redes Sociais da Agrojor e acompanhe! O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

Brasil abre Executive Meeting 2026 e recebe 51 jornalistas estrangeiros para imersão no agro

A Rede Brasil de Jornalistas Agro realiza no dia 15 de março, às 18h, no Comfort Hotel Guarulhos Airport, a abertura oficial do Mid Term Executive Meeting 2026. O encontro reúne os jornalistas que integram a Agrojor para a recepção dos 51 jornalistas estrangeiros delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), além de patrocinadores, apoiadores e entidades convidadas. A cerimônia marca o início de uma semana de imersão técnica no agronegócio brasileiro. A programação foi estruturada para apresentar, em campo, a dimensão produtiva, tecnológica e científica do país. Para o dia 15 estão previstas duas rodas de conversa com lideranças brasileiras do setor, criando um espaço qualificado de diálogo sobre produção, inovação, sustentabilidade e inserção internacional. Ao longo da semana, também estão programadas ações voltadas à integração entre os 130 jornalistas da Rede Agrojor e os 51 delegados estrangeiros, fortalecendo a troca de experiências e a construção de pautas conjuntas. No roteiro técnico, os jornalistas internacionais visitarão fazendas de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui unidades da Embrapa dedicadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa em genética, controle biológico e bioenergia. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária-floresta. A proposta é oferecer contato direto com a base produtiva e científica que sustenta a competitividade brasileira, permitindo aos jornalistas estrangeiros compreender o funcionamento das cadeias agroindustriais em diferentes regiões e sistemas. A realização conta com patrocínio Ouro de Bayer, John Deere e Yara; patrocínio Prata de BASF; patrocínio Bronze de Corteva Agriscience; e apoio de Abag, Cachaça Cabaré, Ford, Leega, Ludu e Toledo do Brasil. Acompanhe o Mid Term Executive Meeting 2026 aqui no site e nas redes sociais da Agrojor. O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil no debate global: Agrojor antecipa Executive Meeting com webinar internacional

A Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, no dia 11 de março, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. A discussão deve abordar o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de alimentos, os fluxos de comércio, crédito e investimento, além das perspectivas para grãos, proteínas e bioenergia em um cenário marcado por transição energética, pressão climática e rearranjos geopolíticos. A iniciativa integra a programação preparatória do Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas, que neste ano será realizada no Brasil entre 15 e 20 de março, com organização da Rede Agrojor. Ao longo da semana, o grupo percorrerá polos produtivos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui visitas técnicas com foco em agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário contempla unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia, permitindo aos jornalistas estrangeiros contato direto com a base tecnológica que sustenta a competitividade brasileira. O webinar, portanto, funciona como porta de entrada para essa imersão. Mais do que uma apresentação institucional, trata-se de um alinhamento estratégico sobre como o Brasil se insere no tabuleiro global de alimentos e energia renovável, tema central para a cobertura internacional nos próximos anos. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para esta comunidade.

16 países já confirmaram presença no Executive Meeting da IFAJ no Brasil

Até o dia 10 de janeiro, jornalistas de 16 países já haviam confirmado presença no Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que neste ano vem sendo organizado no Brasil pela Rede Agrojor. O evento ocorre no país, entre os dias 15 e 20 de março. Entre os países confirmados estão profissionais do Reino Unido, Áustria, Alemanha, Suíça, Canadá, África do Sul, Geórgia, Finlândia, Estados Unidos, Suécia, Chile, Eslovênia, Noruega, Austrália, Sérvia e até da República do Quirguistão, um pequeno país da Ásia Central com uma forte tradição pastoral e histórica ligação à antiga Rota da Seda. “Imaginávamos que haveria interesse pela agropecuária brasileira, mas estou surpreendido pelo número e origem das inscrições. Já temos colegas inscritos de todos os continentes, da Argentina ao Japão, da África do Sul à Finlândia. A Agrojor está abraçando o mundo”, diz Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, se referindo a uma lista maior de interessados que estão inscritos, totalizando 28 países. “Tivemos duas chamadas e o prazo para confirmação, que exige o pagamento, termina em mais alguns dias. Daí teremos o número exato de quantos jornalistas estrangeiros receberemos em março”, diz ele. A proposta do roteiro, que está nos últimos arranjos, é oferecer uma leitura integrada do agro brasileiro contemporâneo, mostrando como ciência, tecnologia e gestão moldam sistemas produtivos diversos e conectados a mercados internos e externos, com impactos econômicos, ambientais e sociais. “Nosso objetivo não é apresentar uma narrativa sobre a agropecuária brasileira. Queremos sim trazer alguns dos melhores especialistas e exemplos para que os jornalistas do mundo inteiro possam formar sua leitura com base em informação qualificada e científica”, afirma Azevedo.  O roteiro articula visitas de campo, centros de pesquisa, empresas de insumos e propriedades rurais que operam em diferentes escalas, do agricultor familiar a grupos empresariais integrados às cadeias globais de alimentos, energia e bioeconomia. Ao longo da semana, o grupo percorre polos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e produção orgânica, com atenção a práticas de agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário inclui unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e faça parte da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Como a Rede Agrojor saiu de 2025 maior, mais internacional e mais influente

Em 2025, a Rede Brasil de Jornalistas Agro atravessou um ponto de inflexão em sua trajetória. Ao longo do ano, a entidade estruturou uma agenda permanente de capacitação, ampliou sua atuação internacional, acumulou reconhecimento profissional de seus associados e avançou em governança e comunicação própria, consolidando-se como organização no ecossistema do agrojornalismo no Brasil que atualmente conta com cerca de 120 profissionais. Formação como política permanente A base da atuação da Rede Agrojor em 2025 foi a formação continuada. Ao longo do ano, a entidade realizou 11 workshops mensais, integrados a um calendário regular de atividades voltadas à qualificação técnica de jornalistas especializados em agronegócio. Os encontros trataram de temas estruturantes da cobertura agropecuária, como inovação, ciência, mercados, políticas públicas e desafios da comunicação setorial. Em abril, essa estratégia ganhou densidade com a realização da Oficina Inteligência Artificial no Jornalismo Agro, iniciativa dedicada à aplicação prática de ferramentas de IA em rotinas jornalísticas. A oficina marcou a incorporação definitiva do tema à agenda da Rede, como instrumento de trabalho editorial. Internacionalização e representação do Brasil O ano de 2025 também foi decisivo para a presença internacional da Rede Agrojor. Em março, durante o Executive Meeting da International Federation of Agricultural Journalists, realizado na África do Sul, o Brasil foi oficialmente aprovado como sede do Executive Meeting IFAJ 2026. A decisão posicionou a Rede como interlocutora institucional do país junto à federação internacional e abre caminho para que o país se candidate a sede do congresso mundial da IFAJ nos próximos anos. Em maio, a jornalista Mayara Martins marcou a participação brasileira no Congresso Mundial de Sementes, realizado na Turquia, ampliando a presença do agrojornalismo nacional em fóruns técnicos globais. Em outubro, a Rede voltou a atuar internacionalmente no 26º Congresso Mundial da IFAJ, no Quênia, reforçando o diálogo com organizações congêneres e preparando o terreno institucional para o encontro de 2026 no Brasil. Duas jornalistas do país estiveram presentes: Luiza Costa, a convite da IFAJ por intermédio da Rede Agrojor, e Mariana Grilli. Reconhecimento como resultado coletivo Os resultados dessa atuação se refletiram no reconhecimento profissional dos associados. Em maio, 17 jornalistas da Rede Agrojor foram anunciados entre os 50 nomes mais votados, incluindo quatro no TOP 10 do Prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio, iniciativa nacional que avalia reputação, consistência editorial e contribuição ao setor. São eles: Alessandra Mello, Aleksander Horta, Pedro Costa e Ângela Ruiz. Também ocorreram premiações para associados da Rede Agrojor na 18ª edição do Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro” (Fernanda Pressinott), no 2º Prêmio Ibá de Jornalismo (Leandro Fidelis), no 4º Prêmio de Jornalismo Cafés do Brasil (Julio Huber e Bruno Faustino), e no Prêmio Sindilat/RS 2025 (Bruno Faustino, novamente). No plano internacional, dois jornalistas brasileiros ligados à Rede receberam o IFAJ Star Prize 2025, premiação que reconhece reportagens e projetos de excelência no jornalismo agropecuário global.: Ariosto Mesquita e Leandro Fidelis. As conquistas coloram o Brasil em um ambiente historicamente dominado por países da América do Norte e Europa. Espaços de debate e produção de conteúdo Em outubro, a Rede Agrojor realizou, em São Paulo, o 3º Diálogos Agrojor, encontro presencial que reuniu jornalistas de diferentes regiões do país. O evento consolidou-se como espaço de debate profissional, com discussões sobre narrativas jornalísticas, credibilidade, tecnologia e os desafios contemporâneos da cobertura do agronegócio. Na edição, o encontro que reuniu cerca de 100 jornalistas, abordou temas como Storytelling de Impacto, Narrativas Imersivas e o Futuro do Conteúdo, e Comunicação e reputação em tempos de redes sociais, tendo como convidados Angélica Mari (Futuros Possíveis), Cristiane Barbieri (Estadão), Paulo Silvestre (acadêmico e pesquisador), Antoine Morel (diretor do Canal UOL), Fábio Santos (presidente da Abracom e CEO da CDN), e Pablo Toledo (diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil). No mesmo mês, a entidade lançou sua newsletter institucional, “Rolou na Rede”, ampliando seus canais próprios de comunicação e sistematizando a circulação de informações, produções jornalísticas e agenda interna entre os associados. Reconhecimento acadêmico e governança Em 2025, a Rede Agrojor passou a integrar o campo de estudo acadêmico, ao tornar-se objeto de pesquisa na Escola de Comunicações e Artes da USP, em trabalho conduzido por Luiz Pitombo. O estudo analisou a atuação da entidade como organização de jornalistas especializados e sua contribuição para a profissionalização do agrojornalismo no país. No campo institucional, novembro marcou a eleição da nova diretoria para o biênio 2025/2026, conforme o estatuto da entidade. Foi a segunda eleição, desde a fundação da entidade, reconduzindo ao cargo de presidente Vera Ondei. Integram a nova diretoria executiva Mariele Previdi (vice-presidente nacional), Daniel Azevedo Duarte (vice-presidente internacional), Altair Albuquerque (secretário), Marcelo Oliveira (suplente de secretário), Ana Sampaio (diretora de comunicação nacional), Ingrid Alves (suplente de diretora de comunicação nacional) e Flávia Romanelli (diretora de comunicação internacional). No Conselho Fiscal, também com mandato no biênio 2026/2027, foram eleitos Luiz Patroni, Alessandra Mello, Carolina Brazil, Cassiano Ribeiro, Diego Silva, Divino Onaldo, Leandro Mariani Mittmann e Luciene Gazeta. A posse ocorreu em dezembro, com a definição das primeiras diretrizes de trabalho e o início da organização das ações previstas para 2026, incluindo o Executive Meeting da IFAJ no Brasil. Você ainda não faz parte da Rede Brasil de Jornalistas Agro. Clique aqui e entre para esta comunidade.

Jornalistas começam a se inscrever ao IFAJ Executive Meeting no Brasil

As inscrições para o Mid-Year Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), que será realizado no Brasil em março de 2026, já registram cerca de 60 pré-inscrições, na abertura oficial, Desse total, 30 jornalistas confirmaram participação. Para o vice-presidente internacional da Rede Agrojor, Daniel Azevedo, os números mostram um movimento do público internacional em torno do encontro, que já era esperado pela Rede Agrojor. “A receptividade durante o congresso mundial foi grande e isso refletiu nas inscrições”, afirma. Azevedo se refere ao Congresso Mundial da IFAJ 2025, realizado em Nairóbi, no Quênia, onde o Brasil fez uma exposição do que será apresentado pelo país durante o executive meeting. O evento acontece entre 15 e 20 de março de 2026 e está sendo organizado pela Rede Agrojor. A base das operações será na cidade de São Carlos (SP). Esta será a primeira vez que o Executive Meeting ocorrerá no Brasil. Desde a confirmação da sede, a entidade estruturou um grupo de trabalho para planejar o encontro. Segundo Azevedo, a definição da cidade-sede e do roteiro foi uma das etapas centrais da organização, principalmente para conciliar logística e diversidade de conteúdo em uma mesma região. A fase atual envolve ajustes finais, atendimento de demandas dos participantes e consolidação de parcerias. A programação inclui visitas a propriedades rurais, centros de pesquisa, universidades, cooperativas e empresas do setor. Entre os temas que devem ser abordados estão grãos, pecuária, cana-de-açúcar, laranja, café, agricultura familiar tecnificada, flores, integração lavoura-pecuária-floresta, biológicos, nanotecnologia, robótica e uso de dados espaciais. Também estão previstas as reuniões oficiais da diretoria da IFAJ. Para Azevedo, além da troca de experiências e acesso a informações qualificadas, o evento também representa uma etapa estratégica para que o Brasil dispute futuramente a sede do Congresso Mundial da IFAJ. “Precisamos realizar esse evento com qualidade, continuar construindo relacionamento e demonstrar capacidade de organização”, afirma. O encontro também reforça um processo iniciado em 2019, quando uma delegação de jornalistas estrangeiros esteve no Brasil em press tour, contribuindo para a consolidação da Rede Agrojor no cenário internacional. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Congresso Mundial da IFAJ em 2026 será na Croácia e Rede Agrojor foi saber como será

O Congresso Mundial da IFAJ de 2026 ocorrerá na Croácia, na cidade de Osijek, em setembro, e marcará uma edição em que as transformações da comunicação, o avanço da desinformação e as mudanças no ambiente agrícola europeu exigem atualização técnica do jornalismo rural. Em entrevista à Rede Agrojor, Vedran Stapić, presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas (CAJA), explica como o país organizará o congresso e quais temas estarão no centro das discussões. Stapić afirma que o encontro será uma oportunidade para jornalistas de mais de 50 países debaterem o impacto da inteligência artificial na produção de conteúdo, a queda da objetividade no ambiente digital e o reposicionamento das políticas agrícolas europeias após a guerra na Ucrânia. As informações orientam os associados da Rede Agrojor a iniciar o planejamentos de pauta e reportagens para concorrer aos prêmios internacionais promovidos pela IFAJ, como o Star Prize. Confira: Qual o significado de um congresso mundial para o jornalismo agrícola em um momento de grandes transformações globais?Acredito que o papel do jornalista agrícola hoje é de importância excepcional. Existem muitos desafios, o que torna o encontro e a troca de conhecimento mais do que bem-vindos. Compartilhar conhecimento nos ajuda a avançar. Há muita comunicação pública hoje. As plataformas tecnológicas criaram oportunidades para que todos se comuniquem globalmente com sucesso. No entanto, nesse processo, a relevância e a objetividade estão se perdendo. Há uma quantidade crescente de desinformação e verdades distorcidas, trazendo novos e sérios desafios para nossas sociedades. Mesmo muitas democracias hoje estão conceitualmente ameaçadas, especialmente aquelas em comunidades com baixos níveis de alfabetização midiática. O fato de o consumo de informação ter migrado para as redes sociais traz inúmeros riscos. A agricultura também enfrenta muitos desafios. As tendências globais criaram um ambiente de incerteza e mudanças nas prioridades de investimento. As políticas atuais mostram claramente que a Europa está mais disposta a investir em defesa do que na produção de alimentos e na preservação das áreas rurais. Devemos também mencionar o tema inevitável da inteligência artificial, que está entrando com força na indústria da mídia. Estamos testemunhando uma transformação marcante — que só tende a se acelerar. Por que a Croácia foi escolhida como país sede do congresso e o que isso representa?Meu antecessor, o primeiro presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas, Sr. Martin Vuković, iniciou a candidatura da Croácia para sediar o Congresso Mundial da IFAJ, que, para nossa grande satisfação e alegria, foi positivamente recebida. O interesse da IFAJ está em oferecer uma variedade de anfitriões com fortes capacidades organizacionais. É sempre benéfico para os jornalistas terem a oportunidade de comparar diferentes modelos de agricultura e modos de vida das comunidades rurais ao redor do mundo. Acredito que os membros têm interesse em ver o congresso circular entre diferentes continentes, sendo realizado tanto em países grandes quanto pequenos, e em economias mais ricas e também menos desenvolvidas. Como a equipe croata está estruturando o evento para refletir a identidade da IFAJ e apresentar o cenário agrícola do país?Nosso objetivo é mostrar as duas faces da agricultura e pecuária croata – a continental, que gera a maior parte da renda e do volume de produção, e, por meio dos pós-tours, a agricultura mediterrânea, que possui características muito diferentes. A Croácia é um país pequeno com uma rica tradição – a própria base do nosso desenvolvimento turístico. A cada ano, recebemos cerca de 20 milhões de turistas, o que equivale a cinco vezes a nossa população. O programa, é claro, seguirá as diretrizes da IFAJ, oferecendo uma visão abrangente do estado da nossa agricultura, da vida das nossas comunidades rurais e das nossas ambições para o futuro. Nos reuniremos na Eslavônia, na cidade de Osijek, que ocupa uma posição de importância crucial para a agricultura croata. Planejamos organizar um pré-tour no noroeste da Croácia, no Condado de Varaždin, assim como dois pós-tours ao longo da costa do Adriático – um na Ístria e outro no Condado de Zadar. No continente, o foco será em cereais e oleaginosas, produção de carne e laticínios, viticultura e vinificação. Nas regiões costeiras, os visitantes conhecerão a produção de azeite, fruticultura, raças autóctones de animais, piscicultura e poderão provar nossas conquistas na vinificação e nossas especialidades tradicionais de carnes curadas. Principais pilares temáticos estão sendo construídos para a edição de 2026?Planejamos concentrar a parte profissional do congresso nos desafios atuais enfrentados pelo jornalismo agrícola, bem como pelo cenário midiático em geral. Naturalmente, também buscaremos oferecer uma visão mais ampla da agricultura croata dentro do contexto da União Europeia. A Croácia é o membro mais jovem da UE, onde grande atenção é dedicada à transição energética e à sustentabilidade – embora, admitidamente, em um ritmo um pouco mais lento hoje devido à guerra em andamento na Ucrânia. A Europa escolheu adotar altos padrões na produção de alimentos, com autossuficiência e qualidade permanecendo em níveis muito elevados. Nossa intenção é dedicar um painel exclusivamente às perspectivas da UE sobre a produção de alimentos, explorando as políticas, desafios e direções futuras que moldam a agricultura europeia. Como o congresso pode fortalecer a integração entre a Europa Central e Oriental e outras regiões com entidades ligadas à IFAJ?O fluxo de informações que acompanha grandes eventos internacionais sempre traz oportunidades para o país anfitrião. Estou genuinamente satisfeito que, em setembro do próximo ano, nossa pátria estará em destaque. Acredito que isso contribuirá para construir relações mais fortes, incentivar a interação e talvez até abrir portas para futuros negócios ou investimentos. Nesse sentido, há muito trabalho pela frente – somos um país jovem com enorme potencial. Do ponto de vista da IFAJ e considerando o grande número de jornalistas agrícolas em toda a UE, já estamos testemunhando grande interesse. Muitos colegas já anunciaram que estão ansiosos para participar do Congresso Mundial da IFAJ na Croácia, de 16 a 20 de setembro de 2026. Como vê os progressos alcançados pela federação no últimos congressos?Vejo a IFAJ como uma associação que traz valor a seus membros em vários níveis. Ela preserva o jornalismo