Congresso Mundial da IFAJ promete “desvendar o berço da humanidade” no Quênia

Aghan Daniel, jornalista, representante queniano na IFAJ e organizador do Congresso Mundial no país

O Quênia convida os associados da Rede Agrojor (Rede Brasil de Jornalistas Agro) a participar do Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ ou, em inglês, International Federation of Agricultural Journalists), que terá como tema “Desvendando o Berço da Humanidade”

O evento, que ocorrerá entre 14 e 18 de outubro, em Nairóbi, é um convite para mergulhar na história, cultura e agricultura de um país apontado como uma das origens da espécie humana (há cerca de 1,5 milhão de anos) e da própria agropecuária.

“O Quênia é um berço da humanidade e também um dos lugares onde a agricultura começou. Queremos mostrar a cultura queniana e como ela se integra à indústria agrícola”, introduz Aghan Daniel, jornalista e organizador do evento no país.

O Congresso Mundial da IFAJ é o encontro mais relevante para o jornalismo agrícola no mundo, reunindo anualmente profissionais e especialistas para intercâmbio de experiências, atualização de tendências e fortalecimento da colaboração global especializada sobre o agro. 

Em 2025, são esperados entre 200 e 250 delegados internacionais na capital queniana, além de cerca de 100 representantes do governo local.

Programação

A programação inclui visitas técnicas e culturais em um raio de até 100 km da capital queniana, passando por propriedades que cultivam chá, café, macadâmia, banana, milho, feijão e uma grande variedade de hortaliças. 

Os participantes também terão contato direto com empresas líderes no país na produção avícola, de caracóis comerciais, flores, larvas para nutrição, pecuária leiteira e outras culturas, bem como centros de referência em pesquisa e práticas inovadoras.

A visitação também inclui visitas a pequenas propriedades para apresentar como agricultores locais enfrentam e superam os desafios da agropecuária em aspectos climáticos, tecnológicos, políticos e sociais.

No pré e pós-congresso, será possível visitar o Parque Nacional de Nairóbi, fazer safáris, conhecer programas de conservação e, para os que estenderem a viagem, testemunhar a migração dos gnus no Maasai Mara, considerada a “nona maravilha do mundo”.

Inscrições

As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas a membros da Agrojor no Brasil e/ou associações nacionais filiadas à IFAJ, que terão acesso a todas as atividades do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo site: https://ifaj2025.meshascience.org/.

O valor da inscrição é de US$ 700. A hospedagem varia entre US$ 50 e US$ 140 por dia, dependendo da categoria, com opções que vão de hostels a hotéis cinco estrelas. 

O visto eletrônico (e-visa) pode ser solicitado online e costuma ser emitido em menos de 30 minutos após o registro.

Voz do Quênia

A Rede Agrojor entrevistou Aghan Daniel durante o Executive Meeting da IFAJ, realizado em março deste ano na África do Sul. Confira a entrevista com o representante queniano na IFAJ.

Agrojor – O que você pretendem oferecer aos participantes do Congresso?

Aghan Daniel – O Quênia é um dos berços da humanidade, onde a agricultura começou. Queremos mostrar a cultura queniana e como ela se integra à indústria agrícola. 

Vamos destacar como os pequenos agricultores, que formam a maioria no país, lidam com o clima, a agricultura dependente de chuvas e a falta de subsídios, alcançando sucesso na produção global.

Também vamos apresentar o papel da pesquisa e da horticultura local, entre muitos outros aspectos da nossa cultura, sociedade e história.

Agrojor – Que culturas os participantes poderão conhecer?

Aghan Daniel – Mostraremos grande variedade de culturas agrícolas in loco como, por exemplo, chá, café, macadâmia, banana, milho, feijão e uma grande variedade de vegetais. Também teremos visitas a propriedades dedicadas à pecuária, bem como instituições e centros de pesquisa.

Agrojor – Quantos participantes são esperados?

Aghan Daniel – Entre 300 e 350, somando delegados internacionais e representantes do governo queniano.

Agrojor – O que está previsto para o pré e pós-congresso?

Aghan Daniel – Safáris e visitas de conservação em Nairóbi, além da possibilidade de ver a migração de gnus no Maasai Mara.

Agrojor – E quanto à segurança e vistos?

Aghan Daniel – O governo garante segurança máxima. O local é seguro e próximo ao centro de Nairóbi. O visto eletrônico é simples e rápido.

Agrojor – Qual o custo total estimado?

Aghan Daniel – US$ 700 para o congresso, com hospedagem a partir de US$ 50/dia.

Agrojor – Os interessados brasileiros podem entrar em contato para tirar eventuais dúvidas?

Aghan Daniel – Sim, estamos à disposição para explicar todos os detalhes e expectativas.

Congresso Mundial da IFAJ promete “desvendar o berço da humanidade” no Quênia

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