O jornalista Bruno Pinheiro Faustino, associado da Rede Agrojor, chegou à marca de 50 prêmios de jornalismo em 2025. O número foi alcançado com a conquista do Prêmio Sindilat de Jornalismo, sigla para Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, com uma reportagem sobre a discussão em torno do uso da palavra “leite” em produtos de origem vegetal.
Faustino iniciou a carreira aos 19 anos, na rádio CBN Vitória, no Espírito Santo e afirma que o acúmulo de experiências ao longo dos anos tem papel direto na evolução do trabalho. “Acho que olhando para trás vejo meu crescimento profissional”, afirma.
A reportagem premiada nasceu durante a cobertura da Expointer (Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agrícolas), uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, realizada anualmente no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS). Faustino relata que a pauta surgiu a partir de uma dúvida recorrente entre profissionais do setor e consumidores. A partir disso, ele aprofundou a apuração sobre o debate envolvendo a definição do termo “leite” e as propostas para restringir o uso da palavra apenas para bebidas de origem animal.
“Cheguei na Expointer para cobrir a feira e me deparei com um questionamento: será que leite é tudo igual?”, conta. Ele ouviu entidades como a Sindilat, Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite) e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e acompanhou o tema até o Congresso Nacional. Segundo Faustino, a proposta envolve a revisão de nomenclaturas e o entendimento de que leite e derivados seriam produtos exclusivamente de origem animal.

Ao analisar a própria trajetória, Faustino destaca a influência de experiências anteriores em diferentes formatos de comunicação. Ele já atuou em rádio, jornal, portal e televisão e explica que parte da linguagem usada hoje no jornalismo agro veio do período em que trabalhou com esporte.
“Esse jeito de contar histórias veio do esporte”, explica. A produção de reportagens com foco em comportamento no jornalismo esportivo contribuiu para a forma como constrói narrativas atualmente.
Sobre 2025, ele classifica o período como um ano de muito trabalho, com rotina intensa de deslocamentos e produção. Segundo o jornalista, o volume de prêmios recebidos no ano entre sete e oito reconhecimentos reflete esse esforço. “2025 foi um ano de muito trabalho”, afirma. Ele conta que passou longos períodos viajando, esteve em poucas ocasiões com a família e vê as conquistas como resultado direto dessa dedicação.
Faustino também destaca o papel da Rede Agrojor no processo de troca entre profissionais do jornalismo agro. Ele afirma que já vinha sendo incentivado a ingressar na entidade e reforça a importância do espaço coletivo para compartilhamento de experiências entre profissionais com diferentes trajetórias.
“É muito legal quando você faz parte de uma entidade em que todo mundo fala do mesmo assunto e em que você é ouvido também”.
Ao olhar para frente, Faustino afirma que a motivação permanece ligada ao desejo de continuar produzindo e aprimorando o próprio trabalho e que já pensa nos próximos projetos e em novas metas para os próximos anos.
“O Bruno chegou à marca de 50 prêmios de jornalismo, mas já estou pensando no 51”, afirma.
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