Entenda por que até o Quirguistão quer conhecer o agro do Brasil

Entenda por que até o Quirguistão quer conhecer o agro do Brasil
Áreas de montanhas do Quirguistão servem como pastagens de verão para o gado e de pastoreio para iaques o ano todo. Foto: Isakov Eldiyar/Unsplash Área rural do Quirguistão, país com agropecuária tradicional. Foto: Freepik/Wirestock

O que você sabe sobre o agro do Quirguistão, país da Ásia Central de 7 milhões de habitantes, sem saída para o mar, localizado entre China, Cazaquistão, Uzbequistão e Tadjiquistão? 

Talvez pouca coisa ou quase nada, de um território em que 90% das terras está acima de 1.500 metros de altitude, com grandes cadeias de montanhas e lagos de água doce, e que é dono de um agro pastoril, de tradição histórica e voltado ao comércio regional. O país tem cadeias produtivas de ovelhas, cavalos, bovinos e cabras, além de trigo que é a base alimentar do país, mais as cadeias de batata, cevada, milho e frutas.

É desse país, a 14 mil km de distância e 21 horas de voo, que desembarca no aeroporto de Guarulhos, no próximo dia 15 de março, o jornalista Ulan Eshmatov, presidente da KAIEJA (sigla para Associação Quirguiz de Jornalistas Agrícolas, Científicos e Ambientais). Ele estará no Brasil para o Executive Meeting 2026, evento anual da IFAJ, a Federação Internacional de Jornalistas Agro, entidade da qual a Rede Agrojor faz parte. 

Além de Eshmatov, até esta sexta-feira (30), outros 43 jornalistas de outros 20 países estão com suas presenças confirmadas para o evento que ocorre no Brasil entre os dias 15 e 20 de março. São eles: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Finlândia, Geórgia, Holanda, Noruega, Reino Unido, Romênia, Sérvia e Suécia, além do Quirguistão.

A KAIEJA é uma das entidades mais jovens filiadas à IFAJ. Foi fundada em março de 2025 por sete jornalistas, incluindo Eshmatov. “É uma história bem parecida com o Rede Agrojor, fundada por 11 jornalistas e hoje já com 120. Será uma honra receber uma entidade assim, no caminho da construção, como nós”, diz Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor. 

O Executive Meeting serve para que os delegados da IFAJ discutam os rumos da entidade globalmente e tracem planos. A IFAJ está em 60 países e tem cerca de 5.500 jornalistas em suas entidades associadas. 

Para a Rede Agrojor, a realização desse evento – que é fechado aos delegados, e que neste ano ocorre no Brasil sob a organização brasileira –, é uma tarefa tem o propósito de aproximar de posicionar o país como um possível candidato a um congresso mundial da IFAJ. 

“É um treino, é uma oportunidade de mostrarmos para a IFAJ a nossa capacidade de receber 300/400 jornalistas agro de todo o mundo”, diz Vera. “E mais, ainda.  Este grupo de cerca de 40/50 jornalistas terão, além da programação ordinária de discussões, uma intensa agenda de visitas a unidades da Embrapa, fazendas, centros de pesquisa e algumas empresas complementares do que os jornalistas verão na academia.”

A rota inclui polos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e produção orgânica, com atenção a práticas de agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. “Faltando cerca de 40 dias para o evento, estamos no ritmo frenético dos acertos e detalhes, inclusive um plano de comunicação interna para que os 120 associados da Rede Agrojor possam acompanhar, de onde estiverem, o desenrolar da programação do Executive Meeting”, afirma Vera.

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