O Brasil formalizou nesta terça-feira (17), durante o Executive Meeting da IFAJ realizado em São Carlos, no interior de São Paulo, a intenção de sediar o Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas antes de 2032. A candidatura brasileira já constava na linha do tempo de países interessados, com previsão para o início da próxima década, mas a delegação presente à reunião defendeu a antecipação do calendário.
No encontro, a proposta foi apresentada por Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor, e Daniel Azevedo, vice-presidente internacional, que reforçaram a capacidade organizacional do país e a mobilização da base de associados. A candidatura ocorre em um contexto de ampliação da agenda internacional da IFAJ e de busca por novos polos de realização do congresso.
A defesa brasileira se apoiou na estrutura já mobilizada para o próprio encontro executivo. Segundo Azevedo, a organização envolveu um grupo de trabalho com 15 integrantes dedicados ao longo de um ano, além de uma base de 130 membros disponíveis para atuar em diferentes frentes, como produção de conteúdo, cobertura jornalística e operação de eventos.
“Estou feliz que essa atividade tenha ajudado todos a serem ainda mais motivados a criar novas coisas”, afirmou Azevedo, se referindo à realização do Executive Meeting, que começou no domingo (15) e termina na sexta-feira (20). Ele destacou a atuação voluntária dos participantes e a capacidade de engajamento da rede brasileira.
A diretoria da Agrojor também defendeu o potencial do país como destino do congresso, com diversidade produtiva e capacidade de oferecer programação ampliada. “O Congresso Mundial é uma oportunidade porque temos o evento, o pré-evento e a agenda pós-evento. Então, vocês podem desfrutar do Brasil em três momentos”, afirmou. A estrutura dos congressos mundiais contam com programações de visitas a regiões diversas dos países sede, além da agenda oficial do congresso, com debates e palestras.
A proposta do Brasil inclui a possibilidade de estruturar roteiros técnicos em diferentes regiões, com visitas a sistemas produtivos de grãos, proteína animal e pesca, além de atividades institucionais e culturais. Azevedo ressaltou que o evento poderia ir além de uma única sede, explorando a escala territorial do país. “Por causa disso, gostaríamos de dizer que estamos disponíveis e desejados para receber o Congresso Mundial aqui no Brasil”, afirmou.
Em conversa reservada com o presidente da IFAJ, Steve Werblow, Vera Ondei reafirmou a intenção do Brasil de conversar sobre essa antecipação, à medida da possibilidade de uma eventual desistência de datas dentro dos próximos quatro anos.
“Não queremos tirar o lugar de nenhuma de nossas entidades irmãs, que respeitamos muito e acredito na vontade de todas em sediar um evento global, pelo peso dessa iniciativa”, disse ela. “Mas o planejamento para os próximos congressos ocorre com intenções. Estamos nos candidatando antecipadamente a resolver qualquer impasse de datas pré-agendadas.”
A manifestação brasileira foi recebida pelos participantes da reunião do Executive Meeting como reconhecimento à organização do evento. Werblow reconhece a qualidade da programação e o interesse internacional pelo país. “Todo mundo está falando sobre o Brasil. Como jornalistas, precisamos ver isso com os nossos próprios olhos, e vocês fizeram um programa perfeito neste ano”, disse ele. “A diretoria da IFAJ sabe e reconhece esse desejo da Agrojor de sediar um congresso mundial. E estando aqui com vocês, a gente entende o motivo dessa convicção e vontade.”
O Executive Meeting tem como patrocinadores Ouro a Bayer, a John Deere e Yara Fertilizantes, mais a Basf (Prata) e Corteva (Bronze). E conta com o apoio da ABAG, Ford, Cachaça Cabaré, Toledo do Brasil, Legga e Ludu.
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