Workshops

Brasil no debate global: Agrojor antecipa Executive Meeting com webinar internacional

A Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, no dia 11 de março, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. A discussão deve abordar o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de alimentos, os fluxos de comércio, crédito e investimento, além das perspectivas para grãos, proteínas e bioenergia em um cenário marcado por transição energética, pressão climática e rearranjos geopolíticos. A iniciativa integra a programação preparatória do Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas, que neste ano será realizada no Brasil entre 15 e 20 de março, com organização da Rede Agrojor. Ao longo da semana, o grupo percorrerá polos produtivos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui visitas técnicas com foco em agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário contempla unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia, permitindo aos jornalistas estrangeiros contato direto com a base tecnológica que sustenta a competitividade brasileira. O webinar, portanto, funciona como porta de entrada para essa imersão. Mais do que uma apresentação institucional, trata-se de um alinhamento estratégico sobre como o Brasil se insere no tabuleiro global de alimentos e energia renovável, tema central para a cobertura internacional nos próximos anos. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para esta comunidade.

O peso da cobertura jornalística nas COPs e o desafio do Brasil em 2025

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, neste novembro de 2025, deve receber um dos maiores contingentes de jornalistas da história das conferências do clima. Embora o número oficial de credenciados ainda não tenha sido divulgado pelo secretariado da ONU, a estimativa segue o padrão das últimas edições: entre três e quatro mil profissionais de imprensa de todo o mundo. Na COP28, realizada em Dubai, foram registrados 3.972 representantes de mídia, recorde histórico segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). Em Sharm el-Sheikh, no Egito, na COP27, o número chegou a 2.800 jornalistas e fotojornalistas, de acordo com dados do governo egípcio. Esses números indicam o peso crescente da cobertura jornalística como elemento de pressão pública sobre governos e empresas. Da diplomacia fechada à vitrine global As conferências do clima deixaram de ser encontros restritos a diplomatas para se tornarem um espaço de interesse global, em grande parte por causa da imprensa. Desde a COP3, em Kyoto, em 1997, quando jornalistas registraram a assinatura do primeiro tratado climático com metas obrigatórias de redução de emissões, a cobertura jornalística passou a ter influência direta sobre a opinião pública e sobre as decisões políticas. Nos anos seguintes, a presença de repórteres cresceu de forma constante. Em Lima, na COP20, foram mais de 900 profissionais. Em Paris, na COP21, onde nasceu o Acordo de Paris, o número superou três mil. A visibilidade alcançada pelos veículos internacionais transformou as conferências em vitrines de compromissos climáticos, mas também em arenas de cobrança. “Sem o olhar crítico da imprensa, o debate climático permaneceria limitado a círculos técnicos e políticos. A cobertura amplia o alcance e sustenta o acompanhamento da sociedade civil”, afirma o Reuters Institute, em relatório sobre mídia e clima publicado em 2024. O papel do jornalismo brasileiro Para o Brasil, país que sediará a COP pela primeira vez, a presença de redações nacionais e regionais será decisiva. Além de acompanhar negociações internacionais, jornalistas brasileiros terão a tarefa de traduzir o impacto das decisões sobre agricultura, energia, florestas e populações tradicionais. Por exemplo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Knight Center for Journalism da Universidade do Texas criaram cursos específicos para capacitar profissionais que atuarão na cobertura. O programa “COP30 em pauta”, lançado em setembro, já recebeu mais de 1.300 inscrições, sinalizando o interesse crescente da imprensa nacional em acompanhar o evento. Veículos como TV Globo, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo e Valor Econômico devem enviar equipes a Belém. Agências internacionais como Reuters, AFP e Associated Press também confirmaram presença, segundo informações publicadas por seus próprios escritórios regionais. O governo do Pará e o comitê organizador da COP30 reconhecem que o número de jornalistas esperados exige infraestrutura compatível com a dimensão do evento. Em Belém, a oferta de hospedagem e transporte é considerada o principal desafio. Reportagem recente da Reuters destacou que o custo médio de diárias já aumentou com um ano de antecedência, o que pode limitar o tamanho das delegações e das equipes de imprensa. O credenciamento de mídia foi aberto em julho pelo UNFCCC. O processo é totalmente digital e segue aberta neste link. Cada jornalista precisa ser indicado por um veículo reconhecido, apresentar comprovação de atuação profissional e passar por verificação de segurança. Cobertura como instrumento de transparência A presença maciça de jornalistas nas COPs funciona como um mecanismo de transparência. As reportagens dão visibilidade às negociações, revelam contradições e registram o cumprimento (ou descumprimento) das metas assumidas pelos países. A cada edição, veículos internacionais produzem balanços detalhados sobre avanços e impasses. Na COP28, em Dubai, a pressão da imprensa foi determinante para que o texto final mencionasse pela primeira vez a “transição para o fim dos combustíveis fósseis”, tema que havia sido excluído em rascunhos anteriores. Organizações como The Guardian e Bloomberg destacaram que a repercussão pública das críticas ao texto forçou países exportadores de petróleo a aceitar uma formulação mais clara. “Em fóruns multilaterais, o jornalismo é a garantia de memória e responsabilização”, disse a secretária executiva da UNFCCC, Simon Stiell, em entrevista coletiva durante a COP28. A COP30 deve marcar uma nova etapa na cobertura jornalística brasileira sobre clima. Pela primeira vez, repórteres, fotógrafos e comunicadores locais terão acesso direto ao principal palco de negociações ambientais do planeta. Essa proximidade tende a fortalecer a conexão entre ciência, políticas públicas e sociedade. A expectativa é que o evento reúna cerca de 45 mil participantes entre delegações oficiais, empresas, pesquisadores e sociedade civil. Se o padrão das edições anteriores for mantido, cerca de 10% desse total corresponderá à imprensa. A Rede Agrojor está nesse movimento de abrir temas sobre a COP30, por meio de seus workshops. Nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, será realizado o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. Quem acompanhar o workshop? Clique aqui. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Workshop Rede Agrojor discute a importância da COP 30 para o Brasil

A Rede Agrojor realiza, nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”, com apoio da Bayer. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. É pós-doutor pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor visitante com MBA executivo na Fundação Dom Cabral. Rodrigues atua também como membro do Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), além de revisor voluntário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC na sigla em inglês), sobre temas relacionados a gases de efeito estufa.  O workshop abordará os desafios e oportunidades que a COP 30, em Belém (PA), representa para o setor agropecuário e para o Brasil no cenário climático global. A proposta é trazer para o ecossistema da Rede Agrojor informações que possam contribuir com o trabalho jornalístico sobre o papel do agro na transição para uma economia de baixo carbono, com foco em inovações e sustentabilidade. O link de acesso ao evento estará nas redes sociais da Rede Agrojor e será enviado por e-mail aos seus associados. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Às vésperas da COP 30, workshop da Agrojor debate agricultura e os desafios climáticos com o prof. Cerri, da Esalq

Na próxima terça-feira, 09 de setembro, às 14h, a Rede Agrojor promove mais uma edição de seu Workshop, desta vez aberto a associados e não associados. O encontro, que conta com o apoio da Bayer, tem como tema: “Agricultura e o Desafio Climático”. O convidado é Carlos Eduardo Cerri, Professor Titular da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”) e Diretor do CCARBON/USP (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical). Com sólida trajetória acadêmica e científica, o prof. Cerri é referência internacional em mudanças climáticas e sustentabilidade. Graduado em Engenharia Agronômica pela ESALQ/USP (1997), mestre em Solos e Nutrição de Plantas (1999) e doutor em Ciência Ambiental pelo CENA/USP (2003), ele atua há mais de 25 anos em pesquisas sobre sequestro de carbono no solo, emissões de gases de efeito estufa e dinâmica da matéria orgânica em sistemas agropecuários. Sua atuação também abrange áreas estratégicas como modelagem matemática, mercado de créditos de carbono, aquecimento global e mudanças climáticas. Reconhecido pela relevância de seus estudos, Cerri figura entre os cinco brasileiros na lista da Agência Britânica Reuters que reúne os cientistas climáticos mais influentes do mundo. O Workshop “Agricultura e o Desafio Climático” objetiva promover reflexões práticas sobre o papel da agricultura diante do desafio climático e discutir como ciência, inovação e gestão contribuem para uma produção agropecuária mais sustentável e alinhada às demandas globais. A participação é gratuita e o encontro acontecerá via Zoom.

Workshop da Agrojor reforça o papel do planejamento no sucesso da comunicação

Na próxima terça-feira, 12 de agosto, às 10h, a Rede Agrojor promove seu 15º Workshop exclusivo para associados, com o tema:“Ganhar dinheiro com o jornalismo agro não é pecado, mas exige processo.” O encontro terá como convidado Julio Freitas, Diretor Executivo da Fluxe, consultech voltada à transformação de empresas de todos os portes por meio da implementação de Centros de Excelência Operacional e uso estratégico de IA, áreas cada vez mais conectadas aos desafios enfrentados pelo jornalismo. Com mais de 30 anos de experiência prática, Julio também é cofundador da Fluxe School e professor titular da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), além de atuar como professor convidado em instituições, como a FIPECAFI. Sua experiência une prática empresarial e formação acadêmica, com foco em gestão estratégica, compliance, design e inteligência artificial aplicada à comunicação e negócios. O workshop tem como objetivo abordar reflexões práticas sobre a importância dos processos para ajudar jornalistas e produtores de conteúdo do agro a manterem seus projetos ativos, organizados e financeiramente sustentáveis. A proposta é provocar uma discussão positiva e realista sobre a monetização no jornalismo agro, sem perder de vista a qualidade, o propósito e a governança do trabalho. A participação é gratuita e o link de acesso será enviado diretamente aos associados por e-mail.

A comunicação corporativa na visão de Eduardo Ribeiro e Felipe Fonseca

Na era das narrativas que conectam, o jornalista assume cada vez mais um papel estratégico dentro das organizações. Essa foi a tônica do workshop “Narrativas que Conectam: o papel do jornalista na comunicação corporativa”, promovido pela Rede Agrojor na segunda semana de junho, que reuniu dois grandes nomes do setor: Eduardo Ribeiro, diretor da Mega Brasil Comunicação e idealizador do Anuário da Comunicação Corporativa, e Felipe Fonseca, gerente de Comunicação Externa Global da Cargill. O evento da Rede Agrojor reforça o compromisso da entidade em promover discussões atuais e qualificadas sobre o presente e o futuro da comunicação no setor agropecuário. No workshop, os convidados falaram sobre os caminhos da comunicação institucional, os dilemas da relação entre os jornalistas que trabalham na comunicação corporativa e dos veículos de comunicação e o uso estratégico de tecnologias como a inteligência artificial.  Ribeiro destacou o crescimento expressivo do setor desde o surgimento da internet, lembrando que há duas décadas a comunicação corporativa ainda era focada basicamente na assessoria de imprensa. “Hoje, são mais de 1.100 agências formalmente registradas. O faturamento do setor chegou a R$ 5,3 bilhões em 2024 e 55% desta receita ainda vem da assessoria”, disse ele. Esse crescimento, no entanto, também trouxe novos desafios. Segundo Ribeiro, o atual modelo de distribuição de releases é insustentável. “Recebo 800 e-mails por dia, dos quais 95% vão para o lixo. A tecnologia vai mudar isso rapidamente. Mapear jornalistas com IA é fácil, mas o desafio está nas agências: é preciso qualidade e direcionamento, não volume.” Fonseca contou como a Cargill trabalha na sua comunicação corporativa. Segundo ele, a empresa atua com uma abordagem integrada, buscando coerência entre as áreas e público. “Falamos a mesma linguagem, seja em nutrição animal, em alimentos ou no setor agrícola. Nosso papel como jornalistas é conectar os setores com clareza e responsabilidade.” Sobre o relacionamento entre empresas, jornalistas e agências, ambos defenderam o fortalecimento das conexões humanas como diferencial em meio à avalanche de informação. “Se eu tenho um bom relacionamento com o jornalista, meu e-mail não vai se perder. Mensuração de resultado e relacionamento interpessoal caminham juntos”, disse Fonseca.  O conceito de “eugência”, as consideradas agências pequenas, muitas vezes tocadas por um ou dois profissionais, para Ribeiro é um movimento legítimo e cada vez mais presente no agro que, segundo ele, ainda é uma fronteira a ser explorada pela comunicação. As pequenas agências têm espaço para crescer e se profissionalizar.  “O agro sempre foi avesso à comunicação, mas isso vem mudando. Ainda tem muito espaço para crescer, inclusive em termos de investimento”,disse ele. O workshop trouxe ainda uma reflexão sobre o papel da inteligência humana frente às novas tecnologias. Para Ribeiro, o futuro da comunicação exige a combinação da expertise jornalística com o uso da Inteligência Artificial. “O trabalho das assessorias precisa evoluir. O desafio não está nas redações, que seguem sendo seletivas, mas na forma como as agências se posicionam e atuam.” Os workshops da Rede Agrojor ocorrem mensalmente e são exclusivos para os seus associados. Se você ainda não faz parte da Rede Agrojor clique aqui e associe-se.

Workshop Rede Agrojor discute os desafios e as transformações da comunicação corporativa

A comunicação corporativa vive um momento desafiador. As empresas estão no centro de discussões sobre transparência, responsabilidade social, ESG, além de precisar lidar com as rápidas transformações tecnológicas e com um cenário de crescente polarização social. Nesse cenário, entender o papel do jornalista na construção de narrativas faz toda a diferença. O próximo Workshop da Rede Agrojor, acontece no dia 10 de junho (terça-feira), às 10h, em formato online, pela plataforma Zoom. O encontro é exclusivo para os associados da Rede Agrojor e traz como tema: “Narrativas que conectam o papel do jornalista na comunicação corporativa”. O bate papo reúne profissionais de peso na comunicação empresarial: 📌 Por que participar? O workshop é uma oportunidade para entender:– Como as narrativas corporativas estão mudando.– Quais são os desafios atuais para jornalistas que atuam em empresas, agências e assessorias.– O impacto da comunicação na reputação, no posicionamento e até nos negócios das organizações.– Como a comunicação corporativa se tornou uma atividade transversal, que exige visão estratégica, capacidade multidimensional e atuação constante na gestão da reputação. Não fique de fora de uma conversa essencial para quem vive ou quer entender dos bastidores da comunicação no agronegócio e no mundo corporativo. O link de acesso será enviado diretamente aos associados por e-mail. Se você ainda não faz parte da Rede Agror? Clic aqui e associe-se para fazer parte desse time de jornalistas agro.

Saiba o que pensam Cassiano Ribeiro, da Globo Rural, e Luiz Fernando Sá, da AgFeed, sobre as mídias atuais

Em um tempo no qual a informação corre cada vez mais rápido pelas várias plataformas de mídia e comunicação, o jornalismo precisa ir em busca de como os profissionais do meio se relacionam nesse ambiente. “Hoje, qualquer jornalista pode ser um veículo. Somos empresários de nós mesmos”, afirma Luiz Fernando Sá, sócio e diretor editorial do AgFeed, um projeto independente de agrojornalismo que está completando dois anos. Mas existem outros desafios. Além de ser mais rápido, o jornalismo precisa gerar conexão. A aproximação do campo com a cidade é uma das demandas do setor, e a comunicação das notícias faz parte desse pacote. “O que acontece está no interior. Temos muita oportunidade para quem está lá gerar conteúdo para quem não está. E as feiras são uma grande oportunidade para isso”, diz Cassiano Ribeiro, editor executivo do Valor Econômico e head da Globo Rural, uma das plataformas mais tradicionais de comunicação do agro, que há cerca de dois anos vêm promovendo mudanças em seu hub de comunicação no agro. Luiz Fernando e Cassiano são jornalistas associados à Rede Agrojor. Eles foram os convidados do mês de maio para a série de workshops realizados pela entidade. O objetivo é trocar informações sobre o que ocorre no jornalismo agro. Na semana passada, o tema foi “Jornalismo em Movimento: Como as mudanças estão transformando as mídias”. A dupla trouxe diversas reflexões e compartilhou os desafios que têm enfrentado em suas áreas de atuação. Cassiano conta que um dos principais desafios na integração entre as equipes da Globo Rural e do Valor Econômico foi justamente otimizar processos e evitar retrabalho. Segundo ele, não fazia mais sentido ter repórteres do mesmo grupo, no mesmo prédio, produzindo pautas iguais para veículos diferentes. “Era como trocar o pneu de dois carros andando, mas foi essencial para fortalecer a cobertura do agro em múltiplos canais”, destacou ele. Luiz Fernando conta como vem moldando uma plataforma com a proposta de ser um canal de economia e negócios, além da formação de uma equipe enxuta e afinada. Para ele, o momento para quem lida com jornalismo atualmente exige o domínio do conteúdo e também uma visão de negócio e estratégia de distribuição dessa notícia.  “A mídia percebeu que há um esgotamento em outros segmentos da economia e olham para o agro como essa nova fronteira”, afirma Luiz Fernando. Um dos pontos de debate foi a construção da própria carreira. Para eles, o jornalista hoje não é somente um contador de histórias e isso se aplica aos jornalistas de equipe de empresas de comunicação de qualquer tamanho e também para aqueles com projetos independentes.  A facilidade de criar veículos, explorar nichos e se comunicar diretamente com o público nunca foi tão acessível e, ao mesmo tempo, tão desafiador. A mudança de olhar da grande mídia sobre o agronegócio tem contribuído para essa diversidade. Embora o setor ainda seja tratado como um nicho, ele tem ganhado um espaço de protagonismo mais robusto pela sua relevância econômica cada vez maior e pela demanda crescente por informações de qualidade. “A grande imprensa tem olhado mais para o agro. Hoje você vê interesse e profundidade”, afirma Cassiano. O workshop também trouxe um alerta sobre os jovens profissionais que estão chegando ao mercado. Apesar de uma boa formação acadêmica, muitos enfrentam o desafio de manter o foco em um ambiente de demandas e informações muito específicas e profundas sobre as cadeias do setor. “Eles vêm com pós, mestrado, doutorado, falam vários idiomas, mas existe uma dificuldade de foco, porque fazem muitas coisas ao mesmo tempo”, diz Cassiano. O workshop é uma oportunidade de atualizar conhecimentos, trocar experiências e refletir sobre as mudanças que impactam o cotidiano do setor. A Rede Agrojor promove esses encontros com o objetivo de fortalecer a comunidade de jornalistas, ampliando e qualificando os profissionais em todo o país. Você ainda não faz parte comunidade Rede Agror? Clique aqui e entre para esse time de jornalistas agro.

Salve a data: Rede Agrojor realiza nesta terça workshop sobre mídias em transformação

Nesta terça-feira, 20 de maio, a  Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) promove o workshop “Jornalismo em Movimento: Como as mudanças estão transformando as mídias”. A ideia é debater os impactos das transformações tecnológicas, de linguagem e de modelo de negócios na cobertura jornalística do agronegócio. Participam do debate dois profissionais com atuação destacada no jornalismo do setor: Cassiano Ribeiro, editor executivo da Globo Rural e do Valor Econômico, além de comentarista na rádio CBN, e Luiz Fernando Sá, diretor editorial e sócio da plataforma AgFeed, voltada  à cobertura de negócios, finanças e inovação no agro. Entre os temas que serão abordados estão o processo de digitalização de veículos tradicionais, como a Globo Rural, a busca por novos formatos de conteúdo e a ampliação da presença em canais digitais. Também estarão em pauta o surgimento de projetos de comunicação especializados, como o AgFeed, e os desafios de produzir jornalismo em um setor com demandas técnicas, econômicas e ambientais crescentes. Cassiano começou no agro em 2006, em assessoria de imprensa. Mas ficou pouco tempo na função. Em fevereiro de 2008 já era editor, apresentador e consultor de mercado na AgRural. De lá, em 2010, se transferiu  para a Gazeta do Povo. Em 2015 foi para a Globo Rural onde, entre outras funções, passou a responder por projetos especiais, como o  Caminhos da Safra, Rios do Agro e Tecnologia no Campo. Desde maio de 2023 é o editor executivo da GR e Valor Econômico, ambas pertencentes ao Grupo Globo, que  unificaram suas operações de cobertura agropecuária em um hub editorial conjunto. Luiz Fernando Sá, ou Lula, como é chamado entre os colegas de profissão, permaneceu por quase 17 anos,  a partir do ano 2000, na Editora Três. Foi redator-chefe, diretor de núcleo – época em que criou a revista Istoé Dinheiro Rural – e depois diretor adjunto de todas as publicações da editora e de mídias sociais e projetos. Em 2016 criou o projeto da revista Plant Project, em parceria com a Datagro, foi consultor e desde 2023 lidera a plataforma AgFeed. O encontro será realizado de forma online e exclusivo para associados da Rede. A moderação será conduzida por Vera Ondei, presidente da entidade e editora de agro da Forbes Brasil. “Estamos no nosso 12º workshop, desde que criamos a Rede Agrojor”, diz Vera Ondei. “Nossos encontros se tornaram um espaço para discutirmos as transformações na mídia, para aperfeiçoarmos nossas abordagens e compreendermos melhor o cenário de comunicação do setor”. O workshop integra a agenda de capacitação e troca de experiências entre jornalistas que atuam na cobertura do agronegócio em diferentes regiões do país, um projeto da RedeAgror. Ele será transmitido ao vivo pelo canal exclusivo da Rede Agrojor, à partir das 10 horas, e também ficará disponível no site da entidade. Você ainda não é associado à Rede Agrojor. Clique aqui e faça parte desta comunidade.

Fique de olho: IFAJ divulga seu calendário 2025

A IFAJ (Federação Internacional de Jornalistas Agro) anunciou sua agenda anual de eventos, entre eles prêmios, congressos e workshops para 2025. A entidade está presente em cerca de 50 países, por meio de entidades nacionais, como é o caso da Rede Brasil de Jornalistas Agro. A foto que abre esta reportagem é um exemplo. Uma turma de master class se juntou aos seus colegas do programa Young Leaders em um Boot Camp, que combinou trabalho de campo e workshops. Os jornalistas entrevistam o produtor de laticínios de Minnesota (EUA), Kevin Keiffer. Confira a programação geral e acompanhe aqui no site da Rede Agrojor as atualizações de cada um dos eventos: Star Prize: o “Oscar” do agrojornalismo O Prêmio Star Prize manterá o formato estabelecido em 2024, com cinco categorias temáticas e cinco formatos de premiação. As inscrições abrirão em 1º de abril, quando serão divulgados todos os detalhes, e serão aceitas até 15 de junho. Os vencedores serão anunciados durante o Congresso Mundial da IFAJ, em Nairóbi, e receberão prêmios em dinheiro. Essa premiação destaca e valoriza o trabalho dos jornalistas agrícolas, incentivando a produção de conteúdo de alta qualidade. Convites para coberturas internacionais A IFAJ confirmou a participação de até 15 jornalistas no ISF World Seed Congress, que ocorrerá em Istambul de 19 a 21 de maio. O evento cobrirá despesas de registro, hotel e voos dos selecionados. A programação incluirá conferências de imprensa, espaços de mídia, workshops e um tour opcional para Antália entre os dias 22 e 23 de maio. Este congresso oferecerá uma visão abrangente sobre as tendências globais na indústria de sementes. Outro evento parceiro da IFAJ é a Cúpula Mundial do Leite 2025, que ocorrerá pela primeira vez na América do Sul, entre 20 e 23 de outubro no Chile. A Federação Internacional de Laticínios (IDF) convidará membros das associações de jornalistas reconhecidas pela IFAJ, como a Rede Agrojor, para cobertura da cúpula e fortalecer a disseminação de informações sobre o setor leiteiro global. A colaboração visa promover debates sobre inovação, produção sustentável e comércio internacional de laticínios, além de possibilitar a participação ativa de jornalistas especializados na cobertura do evento. Young Leaders: um mergulho no agro profundo No campo da formação de novos talentos, o programa Alltech Young Leaders celebrará seu 20º aniversário em 2025. O Boot Camp do programa ocorrerá em Nairóbi, reunindo até dez jovens jornalistas agrícolas de diferentes países. As inscrições começarão em abril, com data limite em 6 de junho. Os selecionados terão todos os custos cobertos para participação no Congresso Mundial da IFAJ no Quênia. Essa iniciativa tem por objetivo desenvolver habilidades e ampliar o conhecimento dos futuros líderes da comunicação no agronegócio. “Queremos aproximar os jovens da entidade e formar líderes globais no campo do jornalismo especializado. O Young Leaders é uma das principais iniciativas da IFAJ neste sentido. Motive os jovens de sua associação a se inscrever! É uma grande experiência”, disse Steve Werblow, presidente da IFAJ. Desenvolvimento profissional em dia No âmbito do desenvolvimento profissional, a IFAJ, em parceria com a Syngenta, oferecerá uma série de webinars para capacitação de jornalistas especializados. Entre os temas confirmados estão “Princípios e Principais” (abril), “Relatos agrícolas da linha de frente” (maio) e “Artifício ou Inteligência? IA na agricultura” (junho). Essas sessões virtuais procuram proporcionar insights sobre tendências emergentes e melhores práticas no setor. Outra oportunidade importante no campo educacional será o curso promovido em parceria com a Universidade de Illinois (EUA). O programa oferecerá treinamento avançado para jornalistas agrícolas sobre comunicação científica, abordando temas como inovação no agronegócio, impactos climáticos e novas tecnologias. Detalhes sobre inscrições e datas serão divulgados nos próximos meses.

Cobertura de eventos agropecuários, como fazer melhor

A temporada dos eventos agropecuários já começou e a Rede Agrojor está preparando um workshop exclusivo sobre a cobertura desse tipo de evento. Quem nunca enfrentou uma dificuldade, uma falta de infraestrutura, um perrengue, ou mesmo encontrou soluções de como fazer o trabalho?  As exposições e feiras são um nicho do agro que vem mudando ao longo dos anos. E é sobre isso que o workshop vai se debruçar. Esses eventos são importantes por promoverem a troca de conhecimentos, a apresentação de inovações tecnológicas e a realização de negócios no setor agropecuário.  Servem, também,  como plataforma para a atualização profissional, o fortalecimento de redes de contato e o estímulo ao desenvolvimento econômico regional. Não há um número exato de exposições agropecuárias realizadas anualmente no Brasil, mas estima-se em centenas de eventos dessa natureza. O país é conhecido por seu grande número de feiras, exposições e eventos relacionados ao agronegócio, realizados em praticamente todos os estados, com foco em diversas áreas da agropecuária, como pecuária, agricultura, tecnologia e inovações do setor, como por exemplo Agrishow, Expodireto Cotrijal, Show Rural Coopavel, ExpoZebu, entre outras. Para essa roda de conversa, a Rede Agrojor convidou três jornalistas com muita experiência na cobertura e na assessoria desses eventos. Schubert Peter, editor da Revista Cultivar, publicação especializada no setor e com ampla cobertura de feiras e exposições; Enio Campoi, que além de jornalista, é relações públicas e publicitário, reconhecido por sua atuação no setor de comunicação estratégica. Ele é o fundador e sócio-diretor da Mecânica de Comunicação Estratégica, uma das agências de comunicação mais antigas do país, criada em 1973. A mediação do encontro será de Marielle Previdi, criadora em 20025 da Attuale Comunicação, uma agência especializada em assessoria de imprensa no setor agropecuário. O workshop é um evento exclusivo e fechado para os associados da Rede Agrojor. Ele ocorre no dia 18 de fevereiro, às 10h (horário de Brasília), pelo zoom da AgroJor. Se você ainda não faz parte da Rede Agrojor, clique aqui e seja membro.

Como fazer reportagens impactantes sobre a COP30 no Brasil

A estimativa é de um público de até 100 mil visitantes; o que será discutido é de interesse global; estarão reunidos 190 países, incluindo chefes de Estado, ministros, diplomatas, cientistas, líderes empresariais, ONGs, ativistas e outros membros da sociedade civil;  a atração de investimentos internacionais está na agenda de todos. Essa é uma pequena amostra do que está desenhada para a COP30 –  30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), em 2025, que acontecerá no Brasil. Para os jornalista de agro, a COP estará, também, na pauta do dia. Nesta quinta-feira (12/12), “Tudo que Você Precisa Saber Sobre COPs”,  foi o tema do workshop exclusivo para seus associados. O evento abordou as principais questões relacionadas às COPs e suas implicações para o setor agropecuário e o jornalismo, tendo como convidados dois experts no tema: Rodrigo Caetano, que atua fora do setor do agro, e Mariana Grilli, jornalista especializada e associada da Rede Agrojor. Rodrigo explicou como as COPs fazem parte de uma agenda oficial da ONU, criada para organizar esforços globais relacionados ao clima, diferente de eventos como a Rio-92 ou Eco-92. Ele destacou que, nas COPs, “todos os países do mundo olham para uma pauta e dizem: ‘Concordo com isso, vamos fazer isso acontecer.’ Mas é tudo baseado na diplomacia. Se a diplomacia falha, só resta a guerra.” Ele também mencionou que participar desses eventos sem preparo pode levar jornalistas a seguirem apenas as pautas da grande mídia ou do terceiro setor, o que reforça a necessidade de buscar pautas próprias ligadas às empresas e ao agronegócio. Mariana falou sobre a importância do planejamento para a cobertura das COPs. “É importante a gente ter nossas pré-pautas, porque são centenas de eventos paralelos – os da ONU, da sociedade civil e das iniciativas privadas. Você tem a agenda principal ali, mas precisa abrir essa agenda e avaliar o que vale a pena cobrir ou não. Também temos que ficar atentos ao que está sendo discutido para não comprar releases das empresas como se fossem verdades absolutas,” disse, embora elas também sejam importantes.  Ela comentou ainda que no ano passado quis participar da COP porque “seria a primeira vez que a ONU olharia para as mudanças climáticas pelo ponto de vista da produção de alimentos. Esse tema é muito importante para a imprensa brasileira, já que somos um dos maiores produtores globais de alimentos.” Rodrigo destacou que muitos dos temas debatidos nas COPs são discutidos há décadas por países, mas que a sociedade civil nem sempre têm acesso a esses debates, o que acaba transformando esses temas em pauta da imprensa. Além das abordagens temáticas, Mariana e Rodrigo deram dicas de como acompanhar o evento e as agendas de forma presencial e para os jornalistas que farão a cobertura não estando no local. “Já cobri COPs não presencialmente e é preciso disposição para horas e horas ligados às transmissões da ONU. É possível sim, cobrir a COP sem estar no local.” Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui para se tornar um associado. Para os  jornalistas associados, os workshops da Rede Agrojor ficam disponíveis no site, em área restrita.

Enchentes no RS, a cobertura jornalística e seus desafios

O desafio da cobertura jornalística desde o início das enchentes no Rio Grande do Sul é o tema do workshop que a Rede Brasil de Jornalistas Agro – Rede Agrojor, promove na terça-feira, 11 de junho, a partir de 9 horas, em ambiente fechado online para os cerca de 90 jornalistas associados. Para tratar do tema “Enchentes no RS: cobertura e acompanhamento da crise humanitária e climática”, a convidada é a jornalista Gisele Loeblein, atual colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e que é membro da Rede Agrojor. Gisele trabalha no Grupo RBS há 22 anos, onde já cobriu diversas editorias, entre elasOpinião e Economia. ,Na cobertura de agro sua coluna é diária desde 2013, além de participações na programação da Rádio Gaúcha e RBS TV. Gisele é formada em jornalismo pela Universidade do Rio Grande do Sul em 2004. Assim como ela, jornalistas locais da capital e do interior, além daqueles deslocados ao estado para cobrir a tragédia das enchentes, enfrentaram e ainda enfrentam um cenário jamais visto, em termos de dimensão do que as chuvas torrenciais provocaram. São cerca de dois terços dos municípios gaúchos de alguma forma afetados.  Venha conversar com a gente sobre a cobertura jornalística das enchentes no RS e os desafios enfrentados nessa missão, vistos pela ótica de uma profissional do setor do agro. Experiências como a atual podem servir de base para trabalhos futuros e novas habilidades no trato de temas sensíveis.  Se você ainda não é um associado à Rede Agrojor, junte-se a nós. As lives da Rede Agrojor pretendem conectar agrojornalistas de todo o país para a troca de informações e formação profissional, buscando o aprimoramento, continuidade de aprendizados e fortalecimento da ciência da informação. Filie-se à Rede Agrojor.

Rede Agrojor promove workshop com especialista da Climatempo

A Rede Agror promove no dia 27 de maio, a partir das 10h, um evento exclusivo e fechado para associados da entidade. Com o tema Meteorologia para Jornalistas: Como transformamos ciência em informação de utilidade pública, a RedeAgrojor segue no projeto de receber jornalistas altamente especializados para falar com os associados sobre metodologias, conteúdos e como os profissionais podem utilizar informações diversas para enriquecer seus trabalhos do dia a dia. Para o evento sobre a importância e os efeitos da meteorologia na comunicação, a associada convidada é Angela Ruiz, jornalista especializada em clima com foco em agro, com MBA em Agronegócios pela Esalq/USP. Trabalha desde 1999 na Climatempo Stormgeo Company, atua como jornalista responsável pelo conteúdo Agro do Canal Agroclima da Climatempo e produz e apresenta o podcast AgroTalk. Com ela estará Cesar Soares, meteorologista formado na USP SP com mais de 15 anos de experiência na previsão do tempo. Há oito anos é responsável pelo conteúdo meteorológico do Jornal Nacional, SP2 e quadro Blitz do Tempo do programa É de Casa, todos da TV Globo. A mediação está a cargo da jornalista Viviane Taguchi, diretora da Rede Agrojor. Se você ainda não é um associado da RedeAgrojor, clique aqui e associe-se.

Rede Agrojor debate dinâmica do mercado de proteínas com a ABPA

A produção nacional e os processos envolvendo o mercado externo de proteína animal foram temas de encontro promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) com representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em evento on line realizado no sábado (16/09/23). Na ocasião, o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, e o chefe de comunicação da entidade, Marcelo Oliveira detalharam pontos relevantes para a compreensão da dinâmica do mercado exportador de aves, suínos e ovos do Brasil.  É o caso, por exemplo, da metodologia de coleta e processamento de dados divulgados pela entidade, tanto de produção e consumo per capita, quanto de exportações.  Dúvidas frequentes de profissionais da imprensa também estiveram na pauta, como os processos de habilitação para novas plantas frigoríficas em cada mercado importador, o formato da cadeia de valor das proteínas, o sistema de integração entre produtores e agroindústrias, entre outros pontos. Questões sanitárias do setor produtivo também estiveram em pauta, especialmente em temas emergentes como a Influenza Aviária e a Peste Suína Africana – duas enfermidades que vem determinando o comportamento das exportações globais do setor. Marcado pela forte interação entre os jornalistas da rede e os representantes da ABPA, o workshop também abordou temas técnicos que estão constantemente nos debates da produção e o comércio internacional, como requisitos sanitários de exportação, resistência antimicrobiana e saúde única, bem-estar animal e outras pautas. “O encontro com os sócios da Agrojor foi primordial para clarificar pontos e dar ainda mais transparência aos processos que envolvem a avicultura e a suinocultura do Brasil.  Se por um lado esperamos ter contribuído com mais informações para os colegas jornalistas que cobrem o agronegócio, por outro, também nós tiramos lições para aprimorar ainda mais nossos processos de comunicação”, analisa Rua. Se você ainda não faz parte da Rede Agrojor, clique aqui e associe-se.

Jornalistas da Rede Agrojor se reúnem em workshop sobre clima e tempo

A Agrojor (Rede Brasil de Jornalistas Agro) promoveu na manhã deste sábado (27/5), o 1º Workshop para Jornalistas Agro. Foram duas horas sobre “Meteorologia para jornalistas: como transformar ciência em informação de utilidade pública”. O conteúdo esteve a cargo da jornalista especializada, Angela Ruiz, da Climatempo, e do meteorologista César Soares, ambos com mais de uma década de atuação no setor. O objetivo da RedeAgrojor, em promover workshops no formato apresentado, é justamente esse: colocar grandes profissionais do jornalismo agro que se dedicam, em suas jornadas, a uma carreira de viés especializado e que se tornam referência para os demais profissionais do agro. “O tipo de cobertura e análise que se faz hoje de clima e tempo é muito diferente de anos atrás; vem evoluindo com as novas tecnologias e diria que sua precisão pode chegar até a 95%”, diz Soares. “E traz muita certeza para as informações que chegam ao produtor”, afirma Ruiz.  Foram abordados temas como características de nuvens e o que elas trazem de informações, qual a diferença entre clima e tempo, fatores climáticos, com suas diferenciações em estiagem e seca, La Niña e El Niño e, claro, qual a leitura da meteorologia para os fenômenos classificados como mudanças climáticas. Também foram abordados os impactos nas fazendas, como o produtor vem utilizando os serviços de meteorologia e seu uso mais abrangente em outros setores da economia. Participaram 24 jornalistas membros da RedeAgrojor, de vários meios e veículos de comunicação, entre eles de assessorias, televisão, revistas e plataformas digitais. O objetivo é que mesmo aqueles profissionais que não lidam diretamente com um determinado assunto, possam aproveitar do conteúdo na elaboração de pautas diversas e na sua formação como profissional da área.  Se você ainda não é membro da RedeAgrojor, clique aqui e filie-se.