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Brasil abre Executive Meeting 2026 e recebe 51 jornalistas estrangeiros para imersão no agro

A Rede Brasil de Jornalistas Agro realiza no dia 15 de março, às 18h, no Comfort Hotel Guarulhos Airport, a abertura oficial do Mid Term Executive Meeting 2026. O encontro reúne os jornalistas que integram a Agrojor para a recepção dos 51 jornalistas estrangeiros delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), além de patrocinadores, apoiadores e entidades convidadas. A cerimônia marca o início de uma semana de imersão técnica no agronegócio brasileiro. A programação foi estruturada para apresentar, em campo, a dimensão produtiva, tecnológica e científica do país. Para o dia 15 estão previstas duas rodas de conversa com lideranças brasileiras do setor, criando um espaço qualificado de diálogo sobre produção, inovação, sustentabilidade e inserção internacional. Ao longo da semana, também estão programadas ações voltadas à integração entre os 130 jornalistas da Rede Agrojor e os 51 delegados estrangeiros, fortalecendo a troca de experiências e a construção de pautas conjuntas. No roteiro técnico, os jornalistas internacionais visitarão fazendas de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui unidades da Embrapa dedicadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa em genética, controle biológico e bioenergia. Estão previstos encontros com especialistas em agricultura de precisão, digitalização do campo, insumos biológicos, mecanização e integração lavoura-pecuária-floresta. A proposta é oferecer contato direto com a base produtiva e científica que sustenta a competitividade brasileira, permitindo aos jornalistas estrangeiros compreender o funcionamento das cadeias agroindustriais em diferentes regiões e sistemas. A realização conta com patrocínio Ouro de Bayer, John Deere e Yara; patrocínio Prata de BASF; patrocínio Bronze de Corteva Agriscience; e apoio de Abag, Cachaça Cabaré, Ford, Leega, Ludu e Toledo do Brasil. Acompanhe o Mid Term Executive Meeting 2026 aqui no site e nas redes sociais da Agrojor. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil no debate global: Agrojor antecipa Executive Meeting com webinar internacional

A Rede Brasil de Jornalistas Agro promove, no dia 11 de março, às 10h, o webinar internacional “Brazil role in global agribusiness”, evento que integra a agenda de preparação do Executive Meeting 2026. O encontro será transmitido via Zoom e é aberto a participantes internacionais e aos associados da Rede Agrojor. A proposta é oferecer um panorama qualificado sobre o papel do Brasil no agronegócio global, antecipando temas que estarão no centro das discussões do Executive Meeting 2026. O webinar contará com três especialistas do Rabobank, instituição global com forte atuação em financiamento e inteligência para o setor agroalimentar: Andy Duff, Head of Rabobank; Marcela Marini, Senior Analyst; Stephen Nicholson, Global Strategist. A discussão deve abordar o posicionamento do Brasil nas cadeias globais de alimentos, os fluxos de comércio, crédito e investimento, além das perspectivas para grãos, proteínas e bioenergia em um cenário marcado por transição energética, pressão climática e rearranjos geopolíticos. A iniciativa integra a programação preparatória do Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas, que neste ano será realizada no Brasil entre 15 e 20 de março, com organização da Rede Agrojor. Ao longo da semana, o grupo percorrerá polos produtivos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e sistemas orgânicos. A agenda inclui visitas técnicas com foco em agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário contempla unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia, permitindo aos jornalistas estrangeiros contato direto com a base tecnológica que sustenta a competitividade brasileira. O webinar, portanto, funciona como porta de entrada para essa imersão. Mais do que uma apresentação institucional, trata-se de um alinhamento estratégico sobre como o Brasil se insere no tabuleiro global de alimentos e energia renovável, tema central para a cobertura internacional nos próximos anos. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para esta comunidade.

2026 marca 70 anos da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas

O ano de 2026 representa um marco institucional para a International Federation of Agricultural Journalists, a IFAJ, entidade da qual a Rede Agrojor faz parte. A entidade completa 70 anos desde sua fundação formal, ocorrida em 16 de novembro de 1956, em Paris, quando jornalistas agrícolas de diferentes países europeus decidiram estruturar uma organização internacional dedicada à troca de informações técnicas, à cooperação profissional e à defesa da liberdade de imprensa especializada no setor agropecuário. A data consolida uma trajetória iniciada em um contexto de reconstrução do pós-Segunda Guerra Mundial. A agricultura ocupava posição central na segurança alimentar e na reorganização econômica de diversos países, e a imprensa especializada surgia como instrumento estratégico de difusão de conhecimento técnico e políticas públicas. A criação da então International Union of Agricultural Journalists ocorreu após uma série de encontros e seminários promovidos na Europa, com destaque para iniciativas realizadas pela Organização para a Cooperação Econômica Europeia na França, Suécia e Alemanha, entre 1954 e 1956. Uma história contada em décadas Ao longo da década de 1960, a entidade ampliou sua base geográfica e institucional. Em 1964, adotou oficialmente o nome International Federation of Agricultural Journalists, formalizado nos estatutos de 1967. Nesse período, passou a organizar congressos anuais, a publicar boletins informativos regulares e a estabelecer uma carteira profissional internacional, instrumentos que fortaleceram a identidade do jornalismo agrícola como especialidade reconhecida e estruturada. Em 1961, o primeiro Boletim Internacional já circulava entre cerca de mil profissionais associados. Chegar a 2026 com sete décadas de funcionamento contínuo destaca a singularidade da IFAJ no cenário da comunicação internacional. A federação se mantém como uma associação profissional sem fins lucrativos, politicamente neutra e sustentada por contribuições de seus membros e por patrocínios corporativos. Sua governança é exercida por dirigentes eleitos, com representação nacional no comitê executivo, que se reúne periodicamente para definir diretrizes e programas. Um escritório global dá suporte operacional às atividades e à implementação de projetos. A relevância do marco de 70 anos também está associada à expansão do escopo da comunicação agropecuária. O perfil dos membros da IFAJ abrange repórteres, editores, fotógrafos, diretores de comunicação, assessores e designers que atuam em associações, empresas privadas, organizações setoriais e veículos especializados. A atuação desses profissionais atende produtores rurais, cadeias produtivas e públicos urbanos interessados em temas como segurança alimentar, sustentabilidade, comércio internacional, inovação tecnológica e políticas agrícolas. Em 2026, a federação reúne mais de 5.000 comunicadores em mais de 60 países. Esse alcance mostra a transformação da agricultura e pecuária em um tema global, influenciado por variáveis climáticas, geopolíticas, tecnológicas e econômicas. A existência de uma rede internacional organizada de jornalistas especializados contribui para a circulação qualificada de informações técnicas e para a comparação de realidades produtivas entre regiões distintas. O ano de 2026, quando o Brasil recebe seu Executive Meeting no mês de março. reforça o papel histórico da IFAJ na consolidação do jornalismo agrícola como campo profissional autônomo. E o Brasil faz parte desta construção. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do país.

16 países já confirmaram presença no Executive Meeting da IFAJ no Brasil

Até o dia 10 de janeiro, jornalistas de 16 países já haviam confirmado presença no Executive Meeting, a reunião anual dos delegados da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ), que neste ano vem sendo organizado no Brasil pela Rede Agrojor. O evento ocorre no país, entre os dias 15 e 20 de março. Entre os países confirmados estão profissionais do Reino Unido, Áustria, Alemanha, Suíça, Canadá, África do Sul, Geórgia, Finlândia, Estados Unidos, Suécia, Chile, Eslovênia, Noruega, Austrália, Sérvia e até da República do Quirguistão, um pequeno país da Ásia Central com uma forte tradição pastoral e histórica ligação à antiga Rota da Seda. “Imaginávamos que haveria interesse pela agropecuária brasileira, mas estou surpreendido pelo número e origem das inscrições. Já temos colegas inscritos de todos os continentes, da Argentina ao Japão, da África do Sul à Finlândia. A Agrojor está abraçando o mundo”, diz Daniel Azevedo, vice-presidente internacional da Rede Agrojor e coordenador do Executive Meeting, se referindo a uma lista maior de interessados que estão inscritos, totalizando 28 países. “Tivemos duas chamadas e o prazo para confirmação, que exige o pagamento, termina em mais alguns dias. Daí teremos o número exato de quantos jornalistas estrangeiros receberemos em março”, diz ele. A proposta do roteiro, que está nos últimos arranjos, é oferecer uma leitura integrada do agro brasileiro contemporâneo, mostrando como ciência, tecnologia e gestão moldam sistemas produtivos diversos e conectados a mercados internos e externos, com impactos econômicos, ambientais e sociais. “Nosso objetivo não é apresentar uma narrativa sobre a agropecuária brasileira. Queremos sim trazer alguns dos melhores especialistas e exemplos para que os jornalistas do mundo inteiro possam formar sua leitura com base em informação qualificada e científica”, afirma Azevedo.  O roteiro articula visitas de campo, centros de pesquisa, empresas de insumos e propriedades rurais que operam em diferentes escalas, do agricultor familiar a grupos empresariais integrados às cadeias globais de alimentos, energia e bioeconomia. Ao longo da semana, o grupo percorre polos de grãos, café, pecuária de corte, cana-de-açúcar, citros, flores, aves e produção orgânica, com atenção a práticas de agricultura de precisão, digitalização do campo, uso de insumos biológicos, integração lavoura-pecuária-floresta, mecanização e modelos de sustentabilidade produtiva. O itinerário inclui unidades da Embrapa voltadas à pecuária, instrumentação e uso do solo, além de centros privados de pesquisa genética, controle biológico e bioenergia. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e faça parte da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Jornalistas começam a se inscrever ao IFAJ Executive Meeting no Brasil

As inscrições para o Mid-Year Executive Meeting da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), que será realizado no Brasil em março de 2026, já registram cerca de 60 pré-inscrições, na abertura oficial, Desse total, 30 jornalistas confirmaram participação. Para o vice-presidente internacional da Rede Agrojor, Daniel Azevedo, os números mostram um movimento do público internacional em torno do encontro, que já era esperado pela Rede Agrojor. “A receptividade durante o congresso mundial foi grande e isso refletiu nas inscrições”, afirma. Azevedo se refere ao Congresso Mundial da IFAJ 2025, realizado em Nairóbi, no Quênia, onde o Brasil fez uma exposição do que será apresentado pelo país durante o executive meeting. O evento acontece entre 15 e 20 de março de 2026 e está sendo organizado pela Rede Agrojor. A base das operações será na cidade de São Carlos (SP). Esta será a primeira vez que o Executive Meeting ocorrerá no Brasil. Desde a confirmação da sede, a entidade estruturou um grupo de trabalho para planejar o encontro. Segundo Azevedo, a definição da cidade-sede e do roteiro foi uma das etapas centrais da organização, principalmente para conciliar logística e diversidade de conteúdo em uma mesma região. A fase atual envolve ajustes finais, atendimento de demandas dos participantes e consolidação de parcerias. A programação inclui visitas a propriedades rurais, centros de pesquisa, universidades, cooperativas e empresas do setor. Entre os temas que devem ser abordados estão grãos, pecuária, cana-de-açúcar, laranja, café, agricultura familiar tecnificada, flores, integração lavoura-pecuária-floresta, biológicos, nanotecnologia, robótica e uso de dados espaciais. Também estão previstas as reuniões oficiais da diretoria da IFAJ. Para Azevedo, além da troca de experiências e acesso a informações qualificadas, o evento também representa uma etapa estratégica para que o Brasil dispute futuramente a sede do Congresso Mundial da IFAJ. “Precisamos realizar esse evento com qualidade, continuar construindo relacionamento e demonstrar capacidade de organização”, afirma. O encontro também reforça um processo iniciado em 2019, quando uma delegação de jornalistas estrangeiros esteve no Brasil em press tour, contribuindo para a consolidação da Rede Agrojor no cenário internacional. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Congresso Mundial da IFAJ em 2026 será na Croácia e Rede Agrojor foi saber como será

O Congresso Mundial da IFAJ de 2026 ocorrerá na Croácia, na cidade de Osijek, em setembro, e marcará uma edição em que as transformações da comunicação, o avanço da desinformação e as mudanças no ambiente agrícola europeu exigem atualização técnica do jornalismo rural. Em entrevista à Rede Agrojor, Vedran Stapić, presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas (CAJA), explica como o país organizará o congresso e quais temas estarão no centro das discussões. Stapić afirma que o encontro será uma oportunidade para jornalistas de mais de 50 países debaterem o impacto da inteligência artificial na produção de conteúdo, a queda da objetividade no ambiente digital e o reposicionamento das políticas agrícolas europeias após a guerra na Ucrânia. As informações orientam os associados da Rede Agrojor a iniciar o planejamentos de pauta e reportagens para concorrer aos prêmios internacionais promovidos pela IFAJ, como o Star Prize. Confira: Qual o significado de um congresso mundial para o jornalismo agrícola em um momento de grandes transformações globais?Acredito que o papel do jornalista agrícola hoje é de importância excepcional. Existem muitos desafios, o que torna o encontro e a troca de conhecimento mais do que bem-vindos. Compartilhar conhecimento nos ajuda a avançar. Há muita comunicação pública hoje. As plataformas tecnológicas criaram oportunidades para que todos se comuniquem globalmente com sucesso. No entanto, nesse processo, a relevância e a objetividade estão se perdendo. Há uma quantidade crescente de desinformação e verdades distorcidas, trazendo novos e sérios desafios para nossas sociedades. Mesmo muitas democracias hoje estão conceitualmente ameaçadas, especialmente aquelas em comunidades com baixos níveis de alfabetização midiática. O fato de o consumo de informação ter migrado para as redes sociais traz inúmeros riscos. A agricultura também enfrenta muitos desafios. As tendências globais criaram um ambiente de incerteza e mudanças nas prioridades de investimento. As políticas atuais mostram claramente que a Europa está mais disposta a investir em defesa do que na produção de alimentos e na preservação das áreas rurais. Devemos também mencionar o tema inevitável da inteligência artificial, que está entrando com força na indústria da mídia. Estamos testemunhando uma transformação marcante — que só tende a se acelerar. Por que a Croácia foi escolhida como país sede do congresso e o que isso representa?Meu antecessor, o primeiro presidente da Associação Croata de Jornalistas Agrícolas, Sr. Martin Vuković, iniciou a candidatura da Croácia para sediar o Congresso Mundial da IFAJ, que, para nossa grande satisfação e alegria, foi positivamente recebida. O interesse da IFAJ está em oferecer uma variedade de anfitriões com fortes capacidades organizacionais. É sempre benéfico para os jornalistas terem a oportunidade de comparar diferentes modelos de agricultura e modos de vida das comunidades rurais ao redor do mundo. Acredito que os membros têm interesse em ver o congresso circular entre diferentes continentes, sendo realizado tanto em países grandes quanto pequenos, e em economias mais ricas e também menos desenvolvidas. Como a equipe croata está estruturando o evento para refletir a identidade da IFAJ e apresentar o cenário agrícola do país?Nosso objetivo é mostrar as duas faces da agricultura e pecuária croata – a continental, que gera a maior parte da renda e do volume de produção, e, por meio dos pós-tours, a agricultura mediterrânea, que possui características muito diferentes. A Croácia é um país pequeno com uma rica tradição – a própria base do nosso desenvolvimento turístico. A cada ano, recebemos cerca de 20 milhões de turistas, o que equivale a cinco vezes a nossa população. O programa, é claro, seguirá as diretrizes da IFAJ, oferecendo uma visão abrangente do estado da nossa agricultura, da vida das nossas comunidades rurais e das nossas ambições para o futuro. Nos reuniremos na Eslavônia, na cidade de Osijek, que ocupa uma posição de importância crucial para a agricultura croata. Planejamos organizar um pré-tour no noroeste da Croácia, no Condado de Varaždin, assim como dois pós-tours ao longo da costa do Adriático – um na Ístria e outro no Condado de Zadar. No continente, o foco será em cereais e oleaginosas, produção de carne e laticínios, viticultura e vinificação. Nas regiões costeiras, os visitantes conhecerão a produção de azeite, fruticultura, raças autóctones de animais, piscicultura e poderão provar nossas conquistas na vinificação e nossas especialidades tradicionais de carnes curadas. Principais pilares temáticos estão sendo construídos para a edição de 2026?Planejamos concentrar a parte profissional do congresso nos desafios atuais enfrentados pelo jornalismo agrícola, bem como pelo cenário midiático em geral. Naturalmente, também buscaremos oferecer uma visão mais ampla da agricultura croata dentro do contexto da União Europeia. A Croácia é o membro mais jovem da UE, onde grande atenção é dedicada à transição energética e à sustentabilidade – embora, admitidamente, em um ritmo um pouco mais lento hoje devido à guerra em andamento na Ucrânia. A Europa escolheu adotar altos padrões na produção de alimentos, com autossuficiência e qualidade permanecendo em níveis muito elevados. Nossa intenção é dedicar um painel exclusivamente às perspectivas da UE sobre a produção de alimentos, explorando as políticas, desafios e direções futuras que moldam a agricultura europeia. Como o congresso pode fortalecer a integração entre a Europa Central e Oriental e outras regiões com entidades ligadas à IFAJ?O fluxo de informações que acompanha grandes eventos internacionais sempre traz oportunidades para o país anfitrião. Estou genuinamente satisfeito que, em setembro do próximo ano, nossa pátria estará em destaque. Acredito que isso contribuirá para construir relações mais fortes, incentivar a interação e talvez até abrir portas para futuros negócios ou investimentos. Nesse sentido, há muito trabalho pela frente – somos um país jovem com enorme potencial. Do ponto de vista da IFAJ e considerando o grande número de jornalistas agrícolas em toda a UE, já estamos testemunhando grande interesse. Muitos colegas já anunciaram que estão ansiosos para participar do Congresso Mundial da IFAJ na Croácia, de 16 a 20 de setembro de 2026. Como vê os progressos alcançados pela federação no últimos congressos?Vejo a IFAJ como uma associação que traz valor a seus membros em vários níveis. Ela preserva o jornalismo

Dois jornalistas brasileiros são premiados no Star Prize 2025

Dois jornalistas da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) estão entre os ganhadores do IFAJ Star Prize 2025, uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas à excelência na cobertura do agronegócio. São eles Ariosto Mesquita, do Mato Grosso do Sul, e Leandro Fidelis, do Espírito Santo. Ambos conquistaram o segundo lugar em suas categorias. O anúncio foi feito no sábado (18), durante o encerramento do Congresso Mundial da IFAJ (Federação Internacional de Jornalistas Agro), realizado em Nairobi, no Quênia. Na categoria Impressa, Ariosto Mesquita foi premiado pela reportagem “Crédito de carbono chega à pecuária”, publicada na edição de julho de 2024. O trabalho explica o funcionamento do mercado de créditos de carbono e apresenta a fazenda Saltinho, em Camapuã (MS), como um dos primeiros casos de sucesso no país ao firmar contrato de comercialização de créditos. “Essa é uma conquista da Agrojor, uma casa que ajudei a construir e que, mesmo em meus momentos difíceis, esteve sempre comigo. Portanto é uma vitória de todos nós”, afirmou o jornalista. Leandro Fidelis recebeu o prêmio na categoria Cultura Rural com a reportagem “Uma revolução verde capixaba”, publicada na edição de junho de 2024 da revista Conexão Safra. O trabalho mostra como a agroecologia vem transformando a agricultura familiar no norte e noroeste do Espírito Santo. “Estou extasiado com esta notícia! A reportagem retrata uma transformação na agricultura familiar tradicional por meio da agroecologia”, disse Fidelis. Os prêmios foram recebidos no Quênia por Luiza Costa, jornalista do setor corporativo que atua como chefe de comunicação da Apta (Secretaria de Agricultura e Abastecimento), que em agosto foi escolhida para representar o Brasil no evento, mais Mariana Grilli, da Jovem Pan News e podcast Arroz, Feijão e Clima, que também esteve no congresso mundial. Para Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, a conquista tem significado coletivo. “É uma conquista que representa e orgulha a todos nós. Além de abrir portas a todos os nossos associados. Um marco histórico”, afirma. Por meio de seus canais, a Rede Agrojor tem incentivado os mais de 100 jornalistas a participarem das atividades da IFAJ. Esta é a primeira vez que uma reportagem é premiada neste concurso.  “A conquista de Ariosto Mesquita e Leandro Fidelis no Star Prize 2025 mostra que o talento e a qualidade do jornalismo agro brasileiro já são reconhecidos lá fora. Agora é hora de ampliarmos essa presença, inscrevermos nossos trabalhos, participarmos dos congressos e mostrarmos ao mundo a força da nossa produção”, diz Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor. “A IFAJ abre portas, mas é a nossa participação que constrói pontes. Vamos juntos ocupar esse espaço com o profissionalismo, a ética e a paixão que sempre marcaram o jornalismo agro brasileiro.” Organizado pela Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ), o Star Prize reconhece reportagens que ampliam o debate sobre as cadeias de produção, a vida nas comunidades agrícolas e a atuação das empresas do setor. A competição é dividida em cinco categorias — Matéria Impressa, Fotografia, Vídeo, Áudio e Mídia Digital — e ainda contempla conteúdos de destaque em Inovação, Sustentabilidade, Tecnologia, Comércio, Economia, Questões Globais e Cultura Rural. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do Brasil

12 países já estão pré-inscritos para o Executive Meeting no Brasil em 2026

Durante o Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), realizado em Nairóbi, no Quênia, que começou na terça-feira (14) e termina neste sábado (18), o Brasil esteve presente nas discussões que definem o futuro da entidade. Por link ao vivo, participaram do encontro, representando a Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agro), Luiz Patroni, vice-presidente, e Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional. Na reunião de diretores, ocorrida na quarta-feira (15), o Brasil apresentou o resumo da agenda de atividades preparadas para o Executive Meeting 2026, que será sediado no país em março. O encontro é o principal evento anual de planejamento da IFAJ e reúne lideranças das associações nacionais de jornalistas agropecuários para definir as diretrizes e ações da federação, além de cumprirem um roteiro de atividades para conhecer o agro local. Ao final da exposição da agenda de uma semana de atividades, 12 países já estavam pré-inscritos para o evento no Brasil, entre eles Chile, Bélgica, Croácia, Reino Unido, Espanha, África do Sul, Suíça, Finlândia, Argentina, Benin, Irlanda e Austrália. “A organização para o evento no Brasil está incrível”, disse o norte-americano Steve Werblow, presidente da IFAJ. “Muito boa apresentação“, afirmou o argentino Addy Rossi, vice-presidente. Para Daniel Azevedo, que fez o detalhamento da agenda, há uma expectativa grande para o Executive Meeting no Brasil. “Os nomes confirmados até agora são de representantes-chave das redes nacionais, e a expectativa é de ampliação quando as inscrições forem abertas oficialmente nas plataformas da IFAJ”, disse Daniel Azevedo. O Executive Meeting 2026, organizado pela Rede Agro, será a primeira reunião anual da IFAJ realizada no Brasil, consolidando o papel do país como referência latino-americana no jornalismo agropecuário internacional. O Executive Meeting também abre o caminho para que o país se candidate a sede do congresso mundial nos próximos anos.  Além da exposição do plano brasileiro, a reunião incluiu votações sobre o orçamento de 2025 da IFAJ, a aprovação do balanço do último exercício e a reintegração da Nigéria como país-membro. Também foi aprovada a mudança do nome jurídico da entidade para IFAJ Foundation. Você ainda não faz parte da Rede Agror? Clique aqui se torne membro da maior comunidade de jornalistas agro do Brasil.

Brasil apresenta agenda do IFAJ Executive Meeting 2026 no congresso do Quênia

A Rede Agrojor participa da reunião de delegados que ocorre durante o Congresso Mundial da IFAJ (International Federation of Agricultural Journalists), em Nairobi, no Quênia, nesta quarta-feira (15). O congresso que começou na terça, termina no sábado (18). “Integram essa reunião delegados, diretores de associações representadas presencialmente no evento e também diversas outras associações por plataformas online, como é o caso da diretoria da Rede Agrojor”, diz Daniel Azevedo, diretor de comunicação internacional da Rede Agrojor, representante da entidade na ocasião. O Brasil está se preparando para receber em março de 2026 o Executive Meeting, a reunião anual da diretoria global da IFAJ, e foi convidada a fazer uma apresentação de seu trabalho de cicerone.  A IFAJ confirmou o país como sede em março deste ano, no Executive Meeting ocorrido em Letsitele, na África do Sul. Desde então, foi criado um comitê de organização no Brasil, destinado a construir uma agenda.   “Essa exposição da agenda é a forma da gente confirmar e adiantar o que já tem previsto para o Executive Meeting 2026”, diz Daniel Azevedo. “É uma maneira de mostrar que estamos bem organizados, com a maior parte da programação confirmada e também estimular os representantes das associações nacionais, dos diferentes países, a já fazerem a pré-inscrição.”  As atividades do Executive Meeting 2026 serão concentradas no estado de São Paulo para que o grupo de jornalistas visitantes, além de cumprirem a agenda protocolar da reunião de diretoria, consigam conhecer várias cadeias produtivas. O roteiro inclui universidades, fazendas, empresas e instituições de pesquisa. A programação percorrerá polos de inovação, com tecnologias de precisão, nanotecnologia, uso da terra, IA e bioinsumos, por exemplo. Estão no escopo o modelo de Integração-Lavoura-Pecuária, sistemas regenerativos, produção automatizada, entre outros.  “Estamos organizando uma agenda para que os jornalistas do mundo todo conheçam o agronegócio tropical na sua melhor forma. Vamos mostrar inovação, diversidade e, claro, a nossa hospitalidade”, diz Daniel Azevedo. “E também reforçar a integração do Brasil à rede global de jornalismo agro. É mais uma forma de mostrar que a Rede Agrojor se mantém muito ativa, sendo uma grande oportunidade para eles conhecerem o agro a partir de uma seleção de outros profissionais experimentados aqui do Brasil.” O Executive Meeting serve como um tipo de “esquenta” para que nos próximos anos o Brasil venha a ser escolhido como sede do Congresso Mundial da IFAJ. Você ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clic aqui e venha para a maior comunidade global de jornalistas agro.

Nairóbi para o mundo: o futuro da agricultura global será discutido aqui

Por Jackson Okata, da Mesha. Durante quatro dias transformadores neste mês de outubro, Nairóbi receberá o maior encontro mundial de jornalistas agrícolas, comunicadores, cientistas, inovadores e líderes políticos, quando terá início o Congresso Mundial 2025 da Federação Internacional de Jornalistas Agrícolas (IFAJ). O evento, sediado no Hotel Ole Sereni, ocorre em um momento em que as mudanças climáticas e as transformações tecnológicas estão redesenhando os sistemas alimentares globais, o que torna o congresso vital e oportuno. Como centro africano de tecnologia e inovação, Nairóbi oferece o palco ideal para essas discussões urgentes. Nesta semana, de 15 a 18 de outubro, delegados de todo o mundo participarão de conversas projetadas para informar e também inspirar ações que moldem e transformem o futuro da agricultura. O Secretário de Gabinete do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Pecuário do Quênia, Mutahi Kagwe, deverá liderar uma delegação governamental de alto nível no congresso. Estarão presentes os principais pesquisadores e cientistas de instituições como Croplife International, CGIAR, Organização de Pesquisa em Agricultura e Pecuária do Quênia (KALRO), AGRA, Conselho do Chá do Quênia e outras, além de empresas globais do agronegócio, como a Basf. A principal rede que atua no mercado de sementes, a Associação Africana de Comércio de Sementes, também participará. O Escritório do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (IDRC) para o Leste e Sul da África conduzirá sessões plenárias, assim como a Fundação Africana de Tecnologia Agrícola (AATF). A Federação Internacional de Sementes também confirmou sua participação no congresso. De acordo com o Osir Oteng, haverá uma sessão especial dentro do programa de Pesquisa-Ação da MESHA para Melhorar a Cobertura Eficaz de Questões de Mudança Climática na África (ARECCCA). O projeto, que une a MESHA e o IDRC, abordará o tema Gênero, inclusão e comunicação climática: dando voz aos mais vulneráveis. MESHA (Media for Environment, Science, Health and Agriculture) é a organização sediada no Quênia que reúne jornalistas, comunicadores e profissionais de mídia especializados em meio ambiente, ciência, saúde e agricultura. Além disso, o ILRI, por meio do Acelerador CGIAR sobre Igualdade de Gênero e Inclusão, realizará uma sessão intitulada Contando histórias de gênero, juventude e inclusão social na agricultura na África: a experiência do CGIAR. A MESHA está mobilizando a mídia regional para desenvolver e publicar histórias inspiradoras sobre gênero, juventude e inclusão social na agricultura africana, em linguagem acessível para formuladores de políticas, classe política e comunidades locais, tanto em inglês quanto em suaíli. O encontro global anual é organizado pela organização Mídia para Meio Ambiente, Ciência, Saúde e Agricultura (MESHA), sob o tema “Desbloqueando o potencial agrícola no berço da humanidade”. Em sessões plenárias dinâmicas, os delegados discutirão alguns dos maiores temas da atualidade, incluindo como a inteligência artificial pode transformar a vida dos pequenos produtores africanos, como garantir sistemas alimentares resilientes em um mundo que aquece rapidamente e o papel das mulheres, dos jovens e do conhecimento indígena na configuração dos sistemas alimentares do futuro. Nas sessões paralelas, os participantes se envolverão em discussões práticas e detalhadas sobre sistemas de sementes, nutrição, custos de insumos, uso da terra e acesso ao mercado — desafios enfrentados por agricultores em todos os continentes. Fora das salas de conferência, 14 visitas de campo imersivas estão programadas como parte do Congresso Mundial IFAJ 2025. Desde as plantações de chá de Kericho até as paisagens áridas onde práticas resilientes ao clima estão reescrevendo histórias de sobrevivência, essas visitas oferecerão aos delegados uma visão de como políticas podem se transformar em ações concretas. O congresso IFAJ 2025 oferece aos jornalistas uma oportunidade rara de aprimorar habilidades, construir colaborações e redes, e descobrir histórias inéditas que exigem atenção global. Formuladores de políticas, pesquisadores e cientistas terão à disposição um rico mercado de ideias, soluções e alianças capazes de transformar a agricultura mundial.

O peso da cobertura jornalística nas COPs e o desafio do Brasil em 2025

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará, neste novembro de 2025, deve receber um dos maiores contingentes de jornalistas da história das conferências do clima. Embora o número oficial de credenciados ainda não tenha sido divulgado pelo secretariado da ONU, a estimativa segue o padrão das últimas edições: entre três e quatro mil profissionais de imprensa de todo o mundo. Na COP28, realizada em Dubai, foram registrados 3.972 representantes de mídia, recorde histórico segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). Em Sharm el-Sheikh, no Egito, na COP27, o número chegou a 2.800 jornalistas e fotojornalistas, de acordo com dados do governo egípcio. Esses números indicam o peso crescente da cobertura jornalística como elemento de pressão pública sobre governos e empresas. Da diplomacia fechada à vitrine global As conferências do clima deixaram de ser encontros restritos a diplomatas para se tornarem um espaço de interesse global, em grande parte por causa da imprensa. Desde a COP3, em Kyoto, em 1997, quando jornalistas registraram a assinatura do primeiro tratado climático com metas obrigatórias de redução de emissões, a cobertura jornalística passou a ter influência direta sobre a opinião pública e sobre as decisões políticas. Nos anos seguintes, a presença de repórteres cresceu de forma constante. Em Lima, na COP20, foram mais de 900 profissionais. Em Paris, na COP21, onde nasceu o Acordo de Paris, o número superou três mil. A visibilidade alcançada pelos veículos internacionais transformou as conferências em vitrines de compromissos climáticos, mas também em arenas de cobrança. “Sem o olhar crítico da imprensa, o debate climático permaneceria limitado a círculos técnicos e políticos. A cobertura amplia o alcance e sustenta o acompanhamento da sociedade civil”, afirma o Reuters Institute, em relatório sobre mídia e clima publicado em 2024. O papel do jornalismo brasileiro Para o Brasil, país que sediará a COP pela primeira vez, a presença de redações nacionais e regionais será decisiva. Além de acompanhar negociações internacionais, jornalistas brasileiros terão a tarefa de traduzir o impacto das decisões sobre agricultura, energia, florestas e populações tradicionais. Por exemplo, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Knight Center for Journalism da Universidade do Texas criaram cursos específicos para capacitar profissionais que atuarão na cobertura. O programa “COP30 em pauta”, lançado em setembro, já recebeu mais de 1.300 inscrições, sinalizando o interesse crescente da imprensa nacional em acompanhar o evento. Veículos como TV Globo, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo e Valor Econômico devem enviar equipes a Belém. Agências internacionais como Reuters, AFP e Associated Press também confirmaram presença, segundo informações publicadas por seus próprios escritórios regionais. O governo do Pará e o comitê organizador da COP30 reconhecem que o número de jornalistas esperados exige infraestrutura compatível com a dimensão do evento. Em Belém, a oferta de hospedagem e transporte é considerada o principal desafio. Reportagem recente da Reuters destacou que o custo médio de diárias já aumentou com um ano de antecedência, o que pode limitar o tamanho das delegações e das equipes de imprensa. O credenciamento de mídia foi aberto em julho pelo UNFCCC. O processo é totalmente digital e segue aberta neste link. Cada jornalista precisa ser indicado por um veículo reconhecido, apresentar comprovação de atuação profissional e passar por verificação de segurança. Cobertura como instrumento de transparência A presença maciça de jornalistas nas COPs funciona como um mecanismo de transparência. As reportagens dão visibilidade às negociações, revelam contradições e registram o cumprimento (ou descumprimento) das metas assumidas pelos países. A cada edição, veículos internacionais produzem balanços detalhados sobre avanços e impasses. Na COP28, em Dubai, a pressão da imprensa foi determinante para que o texto final mencionasse pela primeira vez a “transição para o fim dos combustíveis fósseis”, tema que havia sido excluído em rascunhos anteriores. Organizações como The Guardian e Bloomberg destacaram que a repercussão pública das críticas ao texto forçou países exportadores de petróleo a aceitar uma formulação mais clara. “Em fóruns multilaterais, o jornalismo é a garantia de memória e responsabilização”, disse a secretária executiva da UNFCCC, Simon Stiell, em entrevista coletiva durante a COP28. A COP30 deve marcar uma nova etapa na cobertura jornalística brasileira sobre clima. Pela primeira vez, repórteres, fotógrafos e comunicadores locais terão acesso direto ao principal palco de negociações ambientais do planeta. Essa proximidade tende a fortalecer a conexão entre ciência, políticas públicas e sociedade. A expectativa é que o evento reúna cerca de 45 mil participantes entre delegações oficiais, empresas, pesquisadores e sociedade civil. Se o padrão das edições anteriores for mantido, cerca de 10% desse total corresponderá à imprensa. A Rede Agrojor está nesse movimento de abrir temas sobre a COP30, por meio de seus workshops. Nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, será realizado o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. Quem acompanhar o workshop? Clique aqui. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Workshop Rede Agrojor discute a importância da COP 30 para o Brasil

A Rede Agrojor realiza, nesta terça-feira (14 de outubro), às 10h, o workshop “COP 30 e sua importância para o Brasil”, com apoio da Bayer. O evento será transmitido pela plataforma Zoom, aberto a associados e não associados da Rede Agrojor. O convidado desta edição é Renato Rodrigues, head de agronegócio da Terradot, empresa que se dedica a projetos de carbono, clima e agricultura regenerativa, com cerca de 20 anos de experiência em gestão e pesquisa. É pós-doutor pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor visitante com MBA executivo na Fundação Dom Cabral. Rodrigues atua também como membro do Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), além de revisor voluntário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC na sigla em inglês), sobre temas relacionados a gases de efeito estufa.  O workshop abordará os desafios e oportunidades que a COP 30, em Belém (PA), representa para o setor agropecuário e para o Brasil no cenário climático global. A proposta é trazer para o ecossistema da Rede Agrojor informações que possam contribuir com o trabalho jornalístico sobre o papel do agro na transição para uma economia de baixo carbono, com foco em inovações e sustentabilidade. O link de acesso ao evento estará nas redes sociais da Rede Agrojor e será enviado por e-mail aos seus associados. Ainda não faz parte da Rede Agrojor? Clique aqui e entre para a maior comunidade de jornalistas agro do mundo.

Diálogos Agrojor 2025 aprofunda o debate sobre os rumos da comunicação

O 3º Diálogos Agrojor, promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), reuniu no sábado, 4 de outubro, cerca de 100 jornalistas que atuam no agro em redações, assessorias e empresas para uma imersão nos dilemas e oportunidades da comunicação contemporânea. O encontro aconteceu no auditório da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet, consolidando-se como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do jornalismo no agro. A terceira edição reafirmou a vocação do evento como espaço de encontro entre profissionais que acreditam na força da comunicação como agente de transformação e sustentabilidade do agronegócio e da sociedade. Em formato híbrido, o evento teve como eixo central os novos desafios de engajamento em tempos de excesso de informação. A programação foi estruturada em três mesas temáticas que abordaram diferentes perspectivas sobre o papel do comunicador diante da fragmentação das audiências, da ascensão de novas tecnologias e da pressão crescente pela construção de reputações sólidas. A abertura contou com a presença da presidente da Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera Ondei, que destacou a importância de fortalecer o pensamento crítico e o diálogo entre diferentes áreas do ecossistema da comunicação. “Vivemos uma era em que a atenção é o ativo mais disputado. O Diálogos Agrojor é um espaço para refletir sobre como podemos gerar impacto e relevância sem abrir mão da profundidade”, afirmou. Na primeira mesa, “Storytelling de Impacto: como engajar em tempos de saturação digital e onde está a nova audiência”, Cristiane Barbieri, repórter especial do Estadão, e Angélica Mari, jornalista e cofundadora da Futuros Possíveis, exploraram as formas de conectar narrativas jornalísticas a públicos que se informam em múltiplas plataformas. As convidadas defenderam a escuta ativa, a experimentação e o uso responsável das tecnologias como caminhos para reconstruir vínculos de confiança com a audiência. “Estamos diante de um cenário de pulverização da atenção e, dentro disso, você vai criando tribos digitais, nichos culturais e algoritmos que capturam a atenção das pessoas e formam bolhas. Então o grande desafio é poder comunicar e contar histórias simultaneamente para todos esses segmentos de audiência, de uma forma autêntica, verdadeira e com credibilidade”, disse Angélica Mari. “Gente gosta de gente. O que dá mais audiência? Celebridades e esportes é isso que chama o leitor. Então, como é que a economia vai chamar esse leitor? Com emoção”, afirmou Cristiane Barbieri.A jornalista ressaltou que, para despertar o interesse do público, mesmo temas técnicos e econômicos precisam ser apresentados com humanidade e emoção, aproximando a informação da experiência cotidiana das pessoas. A segunda mesa, “Narrativas Imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, trouxe o consultor e pesquisador Paulo Silvestre e o diretor do Canal UOL, Antoine Morel. Mediados por Mariana Grilli, apresentadora do Hora H do Agro, os debatedores mostraram como novas linguagens digitais podem ampliar a experiência do público e renovar o interesse por conteúdos informativos. Foram discutidas as possibilidades da inteligência artificial, da gamificação e do áudio como plataformas de engajamento e aprendizado. “Precisamos estar atentos e abertos ao novo. Não quer dizer que vai dar certo, mas precisamos estar predispostos a fazer essa mudança. O jornalismo precisa mudar a sua linguagem e a linguagem não é só palavras. Linguagem é o que você usa, o jeito que você faz e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com o nosso público”, afirmou Paulo Silvestre. “Estamos em um momento de novas narrativas e, mais do que isso, de entender como a gente distribui e compreende o ecossistema pelo qual estamos construindo seja vídeo, texto ou áudio. Vivemos uma época de cocriação e é um momento de perceber que a própria realidade está sendo cocriada, e isso tem muita influência da inteligência artificial”, destacou Antoine Morel. Encerrando o evento, a mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” reuniu Fábio Santos, presidente da Abracom e CEO da CDN, e Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil. Sob mediação de Mariele Previdi, diretora da Rede Agrojor, o debate analisou os riscos e responsabilidades das marcas e dos comunicadores diante da velocidade das redes. A discussão ressaltou a necessidade de coerência entre propósito e prática, além do papel estratégico da comunicação na gestão de crises e na construção de legitimidade. “Muitas empresas olham para as redes sociais apenas como um canal de captura de lead e não trabalham sua reputação nesses ambientes. Quando tropeçam, lembram que só gerar lead não é o suficiente para sobreviver a certas crises e proteger sua reputação a médio e longo prazo”, observou Fábio Santos. “Vejo como tendência um investimento em canais próprios. Ter um controle maior e transformar cada vez mais esses canais em meios poderosos de comunicação é algo que já observo em vários lugares”, completou Pablo Toledo. O Diálogos Agrojor 2025 contou com patrocínios de Syngenta, Corteva, Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio institucional do Pensa/FIA e da Almagrino. Mais do que um evento, o encontro reafirmou o compromisso da Rede Agrojor em promover espaços de troca e aprendizado, fortalecendo a atuação dos comunicadores do agro em um cenário cada vez mais dinâmico e digital.

Quem é Fábio Santos, CEO da CDN, no Diálogos Agrojor 2025

Fábio Santos construiu uma carreira que percorre redações, campanhas eleitorais, gestões públicas e grandes agências. Hoje é CEO da CDN e presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), posição que ocupa desde 2024. No dia 4 de outubro, ele será um dos debatedores da mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” no 3º Diálogos Agrojor, evento promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro, em formato híbrido, no auditório da FIA Business School, em São Paulo. A trajetória de Santos mostra um profissional que transita entre jornalismo, comunicação pública e gestão corporativa, conectado à necessidade de pensar estratégias para cenários em rápida mudança. Formado no jornalismo, Santos iniciou sua trajetória na Folha de S.Paulo em 1990, onde foi coordenador da Agência Folhas e secretário de redação da Folha da Tarde até 1994.  Em seguida assumiu a Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Santos, experiência que abriu espaço para cargos editoriais em projetos de peso. Entre 1997 e 2001, ele esteve na revista República, como editor e editor executivo, e depois passou para a revista Primeira Leitura, permanecendo até 2006. Nesse mesmo ano liderou o lançamento do Destak, primeiro jornal gratuito de grande circulação no Brasil. Como diretor editorial, definiu a linha gráfica e editorial da publicação e conduziu sua expansão para Rio de Janeiro, Brasília e Campinas. Sob seu comando, o jornal se tornou referência no modelo de distribuição gratuita. Permaneceu na função até 2011, quando encerrou o ciclo iniciado com a fundação do projeto. Foi a partir de  2012 que Santos ampliou sua atuação para a comunicação política. Participou da campanha de José Serra à prefeitura de São Paulo, produzindo conteúdo, planejando o relacionamento com a mídia e preparando o candidato para debates. No ano seguinte, ingressou na CDN, onde passou a liderar as contas públicas da agência, onde permaneceu até 2017, além de assumir  a vice-presidência da mesma área em 2016. Nos dois anos seguintes, Santos comandou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo. Em 2019, Santos criou com Átila Francucci e Sérgio Silva a consultoria NCC_1701, que unia negócios, publicidade e relações públicas em formato de núcleos dedicados a cada cliente. O projeto se estendeu até 2020, quando ele assumiu a presidência da CDN. Desde então, está à frente da agência em um ambiente de transformação digital e reposicionamento estratégico. Em paralelo, tornou-se conselheiro da SP Escola de Teatro, reforçando sua ligação com a formação e a cultura.  O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da FIA Business School e da Almagrino. Inscreva-se no Diálogos Agrojor 2025

Quem é Antoine Morel, diretor do Canal UOL presente no Diálogos Agrojor

Antoine Morel construiu uma carreira de mais de vinte anos no jornalismo e na gestão de conteúdo digital e audiovisual. Atualmente é diretor do Canal UOL, função que exerce desde janeiro de 2025, onde conduz a estratégia e o desenvolvimento das áreas de Esporte e Splash, além de coordenar a integração editorial e audiovisual do grupo. Sua trajetória no UOL começou em 2007 e soma diferentes funções de redação, coordenação e liderança em projetos de grande porte. No dia 4 de outubro de 2025, Morel estará no 3º Diálogos Agrojor, em São Paulo, no auditório da FIA, como um dos participantes do encontro promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro para falar sobre “Narrativas Imersivas: Realidade Aumentada, Podcasts e o Futuro do Conteúdo”. Sua presença marca a conexão entre o jornalismo digital, as novas formas de distribuição de conteúdo e os debates sobre comunicação estratégica no setor. Com sua passagem por veículos e plataformas digitais, o executivo traz competências em produção audiovisual, jornalismo digital, gestão de equipes, análise de audiência e desenvolvimento de projetos editoriais e de branded content. Em sua carreira, Morel assumiu funções de direção em ambientes de transformação digital e crescimento do consumo de vídeo e streaming no jornalismo e no entretenimento. Antes de subir para a atual posição no UOL, ele foi gerente-geral de conteúdo audiovisual desde 2019. Nessa função, foi responsável pelo UOL News no YouTube, pela gestão de conteúdos hard news e pela distribuição multiplataforma. Também esteve à frente do Otalab, projeto de talentos e formatos audiovisuais, e participou da concepção de documentários como “Origem | PCC – Primeiro Cartel da Capital”. Sua atuação combinou análise de audiência, desenvolvimento de novos produtos e gerenciamento de equipes de produção. Entre 2017 e 2018, foi coordenador de projetos editoriais no UOL. Nesse período, trabalhou na TVUOL, criando séries e produtos, além de atuar em áreas temáticas como Estilo e Carros. Antes disso, de 2011 a 2017, exerceu o cargo de editor de Esporte, liderando a cobertura da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Coordenou equipes, planejou pautas, editou projetos especiais e acompanhou métricas de audiência em tempo real e consolidadas. Sua experiência anterior inclui a passagem como editor-assistente do portal R7, entre 2009 e 2011, onde participou da criação da plataforma, definiu linha editorial e comandou a equipe de Esportes. Cobriu a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Trabalhou ainda no Terra Magazine, ao lado de Bob Fernandes, em 2006, e no Grupo Abril, de 2004 a 2006, produzindo conteúdos para diferentes marcas em texto, imagem e vídeo. Iniciou a carreira em 2003 como trainee no portal Terra. No próprio UOL, antes de assumir funções de liderança, foi redator e repórter entre 2007 e 2009. Atuou na cobertura de esportes olímpicos e tênis, acompanhando o Pan-Americano de 2007, os Jogos Olímpicos de 2008 e diferentes competições internacionais, com produção no Brasil e no exterior. Também trabalhou como redator da homepage do UOL, responsável pela hierarquização de conteúdos e pela edição da primeira página, em diálogo com diferentes editorias. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da FIA Business School e da Almagrino. Inscreva-se no Diálogos Agrojor 2025

Syngenta apoia Diálogos Agrojor para fomentar debate sobre o futuro da comunicação

Em um momento de profunda transformação digital, a Syngenta, referência global em inovação agrícola, anuncia o apoio ao 3º Diálogos Agrojor, evento que se propõe a debater o futuro do Jornalismo no agronegócio. Promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro, o encontro em formato híbrido acontecerá em 4 de outubro de 2025, em São Paulo, e espera reunir cerca de 250 profissionais para discutir as novas ferramentas e narrativas na comunicação do setor. Com especialistas que discorrerão sobre uma melhor compreensão dos desafios e impactos dos diálogos em torno do agronegócio, a programação do evento inclui três painéis que abordarão temas como: “Storytelling de Impacto: Como Engajar em Tempos de Saturação Digital: Onde Está a Nova Geração para a sua Audiência?”; “Narrativas Imersivas: Realidade Aumentada, Podcasts e o Futuro do Conteúdo”; e “Reputação e imagem em tempos de redes sociais”. “O diálogo aberto é a base para o desenvolvimento do agronegócio, e é com grande satisfação que apoiamos o Diálogos Agrojor por meio da cota de Patrocinadora Ouro”, celebra Nêmora Reche, Diretora de Comunicação Corporativa da Syngenta no Brasil. “Enxergamos nesta iniciativa uma forma de materializar nosso profundo respeito pela imprensa especializada, que desempenha um papel vital ao conectar os diferentes elos da cadeia com informação de credibilidade”, adiciona a executiva.  A Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor) é um grupo formado por profissionais do setor. A organização busca valorizar e fortalecer o jornalismo agropecuário no país e é filiada à IFAJ (International Federation of Agricultural Journalists), uma entidade global com mais de 5 mil profissionais em 60 países.  “Este patrocínio reafirma nosso compromisso em ser a empresa mais colaborativa do campo, pois entendemos que é por meio de conversas construtivas que impulsionamos um futuro mais sustentável para a agricultura brasileira”, finaliza Nêmora.  Sobre a Syngenta A Syngenta é líder mundial em inovação agrícola e está presente em mais de 100 países. A companhia está focada no desenvolvimento de tecnologias e práticas agrícolas que capacitam os agricultores, para que possam fazer a transformação necessária para alimentar a população mundial, preservando o nosso planeta. As suas descobertas científicas arrojadas proporcionam melhores benefícios para os agricultores e para a sociedade, em maior escala do que nunca. Orientada pelas suas Prioridades de Sustentabilidade, a Syngenta busca desenvolver novas tecnologias e soluções que ajudem os agricultores a cultivar plantas mais produtivas e em um solo mais saudável e com maior rendimento. A Syngenta Crop Protection está sediada em Basileia, na Suíça, e a Syngenta Seeds está sediada nos Estados Unidos. Inscreva-se no Diálogos Agrojor: https://www.sympla.com.br/evento/3-dialogos-agrojor/3017610

Quem é Pablo Toledo, da BYD Brasil, um encontro marcado no Diálogos Agrojor

Pablo Toledo construiu uma trajetória sólida no jornalismo e na comunicação corporativa, com passagens por algumas das principais redações brasileiras e hoje ocupa a posição de diretor de Marketing e Comunicação da BYD Brasil. À frente da estratégia de comunicação da empresa desde abril de 2023, com base em São Paulo, atua no fortalecimento da marca em um mercado de mobilidade em rápida expansão e que exige posicionamento claro em temas como inovação, sustentabilidade e relacionamento com a sociedade. No dia 4 de outubro, Toledo será um dos debatedores na mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” no 3º Diálogos Agrojor, que acontece em formato híbrido no auditório da FIA, em São Paulo.  Com mais de duas décadas de atuação em jornalismo e comunicação, Toledo transita entre a prática editorial, a gestão de equipes e o planejamento estratégico de marcas e empresas. É mestre pela Columbia University Graduate School of Journalism, em Nova York, em Televisão. Foi bolsista Maria Moors Cabot, distinção concedida a estudantes latino-americanos com destaque acadêmico e profissional. Sua carreira teve início no Grupo Bandeirantes de Comunicação em 1997, onde permaneceu por mais de cinco anos como repórter do telejornal noturno, cobrindo temas de saúde, meio ambiente e política nacional. A experiência como repórter de rua foi fundamental para moldar a visão jornalística que o acompanharia em toda a trajetória, marcada pelo rigor na apuração e pela busca de narrativas consistentes. Em 2002, aceitou o desafio de trabalhar em Angola como editor-chefe da Televisão Pública de Angola (TPA). Durante um ano e meio, coordenou a produção do programa semanal “Nação Coragem”, liderando equipes de repórteres e cinegrafistas em um país que vivia um momento decisivo de reconstrução social e política. A experiência internacional foi determinante para consolidar sua atuação como gestor de equipes jornalísticas em cenários complexos. De volta ao Brasil, seguiu no Grupo Bandeirantes como correspondente em Nova York, entre 2005 e 2006, período em que acumulou as funções de repórter, produtor e editor. Pouco depois, em 2006, passou a integrar a Editora Abril como gerente de vídeo digital, liderando a produção e a capacitação de repórteres em técnicas de audiovisual, quando as redações ainda davam os primeiros passos na transição para o ambiente online. A partir de 2007, ingressou na Record TV, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira executiva. Primeiro como editor executivo, coordenou durante quase quatro anos a produção e a pós-produção de programas de jornalismo investigativo e estilo de vida. Em 2011, assumiu o cargo de editor-chefe da emissora, função que ocupou por oito anos, consolidando sua experiência em gestão editorial. Em 2019, tornou-se gerente de redação, cargo em que permaneceu até 2023, liderando uma das maiores estruturas jornalísticas do país e respondendo por planejamento editorial e estratégia de conteúdo. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da FIA Business School e da Almagrino. Inscreva-se no Diálogos Agror

Quem é Paulo Silvestre Jr, doutor em digital e agitador em “O Macaco Elétrico”

Paulo Fernando Silvestre Jr. é mestre e doutorando em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. Atua como pesquisador em inteligência artificial, professor, jornalista, consultor e articulista. Desde 2015 é consultor, conduzindo projetos de transformação digital voltados a empresas e profissionais. Desenvolve palestras, workshops e cursos sobre reputação digital e uso estratégico da cultura digital nos negócios, além de prestar consultoria em comunicação e media training. Com uma trajetória que conecta jornalismo, tecnologia, ensino e consultoria, ele construiu um percurso sólido no debate sobre transformação digital, inteligência artificial e reputação. No dia 4 de outubro, Paulo Silvestre participa do 3º Diálogos Agrojor, no auditório da FIA, em São Paulo, em formato híbrido. Ele fará parte da mesa “Narrativas Imersivas: Realidade Aumentada, Podcasts e o Futuro do Conteúdo”, que reunirá profissionais de mídia para discutir comunicação, reputação e novas linguagens em tempos digitais. Desde 2009, Paulo Silvestre escreve o blog “O Macaco Elétrico”, no Estadão, dedicado a cultura digital, educação, comunicação e marketing. Mantém também, desde 2019, uma coluna no IT Forum, com artigos e vídeos sobre experiência do cliente, transformação digital e tendências de mídia. Entre 2017 e 2023 foi influenciador digital da SAP, participando de eventos no Brasil e no exterior e produzindo conteúdos sobre soluções digitais corporativas. Na área acadêmica, é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo desde 2011, responsável por cursos de extensão e disciplinas em transformação digital, comunicação estratégica e experiência do cliente. Em 2015 passou a lecionar também na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em programas de pós-graduação em marketing e comunicação digital. Foi professor em instituições como ESPM, Universidade Metodista e IED Brasil, em disciplinas ligadas a comunicação, design e jornalismo. No setor corporativo, ocupou posições de liderança em inovação e conteúdo. Entre 2017 e 2020 foi diretor de inovação e projetos na agência Drift Digital. De 2012 a 2015 atuou como gerente de e-commerce da Samsung, onde estruturou a estratégia digital da companhia no Brasil. Também trabalhou como editor de produtos digitais da Microsoft em 2012, adaptando aplicativos do Windows 8 para o mercado brasileiro. Entre 2010 e 2012, foi gerente de produtos digitais do Estadão, liderando a digitalização completa do acervo do jornal desde 1875. De 2007 a 2010 foi gerente-sênior de conteúdo digital da Saraiva, criando uma unidade de negócios para materiais educacionais digitais. Na Editora Abril, entre 2005 e 2007, foi gerente de produtos digitais da Exame, responsável pela reformulação do portal e pelo crescimento da audiência. Entre 1999 e 2005 atuou na AOL Brasil como gerente de produto, conduzindo versões nacionais de ferramentas como AOL Search, AOL Mail e AOL Instant Messenger. Antes, no UOL, entre 1995 e 1999, foi produtor técnico, participando da criação do portal a partir da FolhaWeb, serviço pioneiro da Folha de S.Paulo. Em sua carreira no jornalismo começou, entre 1993 e 1995, como repórter e editor da Folha de S.Paulo, responsável pela criação das primeiras versões digitais do jornal. Entre 1991 e 1998 atuou como editor-chefe da Folha Cultural, publicação regional que cobria cultura, ciência, negócios e educação. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da Fia e da Almagrino. Inscreva-se Para participar, clique aqui

Quem é Cris Barbieri, repórter especial do Estadão que estará no 3º Diálogos

Cristiane Barbieri é repórter especial de Negócios no Estadão, função que exerce desde fevereiro deste ano, depois de quase duas décadas de atuação em alguns dos principais veículos de imprensa do país. Com trajetória marcada pela cobertura de economia, negócios e transformações empresariais, ela consolidou carreira como jornalista de profundidade, unindo experiência em reportagem investigativa, edição e liderança de equipes. Antes de assumir o posto atual, foi repórter especial da Agência Estado, entre 2023 e 2025, período em que trabalhou com pautas de impacto sobre economia e mercado financeiro. Em 2019 ocupou a função de editora assistente do jornal O Estado de S. Paulo, ampliando sua experiência em coordenação editorial. Entre 2015 e 2019 atuou como jornalista freelancer, publicando reportagens em diferentes veículos nacionais e internacionais, período no qual também recebeu reconhecimento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Ela foi vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos com a reportagem “Os filhos do Bolsa Família”, publicada em revista. De 2013 a 2015 foi editora executiva da Época Negócios, na Editora Globo, conduzindo a equipe de reportagem e coordenando projetos especiais. Nesse período conquistou importantes prêmios jornalísticos, como o Citi Journalistic Excellence Award 2014, o Prêmio CNI de Jornalismo na categoria Revista, o Grande Prêmio no 1º Prêmio Abear de Jornalismo, além do Prêmio Editora Globo de Jornalismo em 2013. Também recebeu reconhecimento no Prêmio CNH de Jornalismo. Entre 2009 e 2013 foi editora executiva do portal iG (Internet Group do Brasil), liderando projetos como as expedições de reportagem à China e ao Mercosul, que resultaram em entrevistas e coberturas de grande repercussão, incluindo uma conversa exclusiva com Jack Ma, fundador do Alibaba. Nesse período também coordenou a criação e a realização do Prêmio Negócio do Ano iG/INSPER, dedicado às melhores fusões e aquisições. Na Folha de S.Paulo, onde trabalhou de 2007 a 2009, produziu reportagens especiais sobre economia, empresas e personalidades do setor. Foi autora de entrevistas de referência, como a realizada com Abilio Diniz em 2008, finalista do Citi Journalistic Excellence Award de 2009. Antes disso, foi editora da IstoÉ Dinheiro entre 2005 e 2007 e diretora de redação da Forbes Brasil de 2000 a 2003, período em que consolidou sua atuação no jornalismo de negócios. Sua experiência anterior inclui ainda reportagens no Valor Econômico, na própria IstoÉ Dinheiro e no jornal O Globo, no qual atuou por seis anos, entre 1991 e 1997. Ao longo da carreira, Cristiane Barbieri construiu repertório sólido em jornalismo econômico e de negócios, com reconhecimento em prêmios nacionais e internacionais. Sua experiência abrange desde a cobertura de temas de impacto social e políticas públicas até reportagens sobre empresas, lideranças empresariais e processos de transformação no mundo corporativo. No próximo dia 4 de outubro de 2025, Cristiane Barbieri estará em São Paulo como participante do 3º Diálogos Agrojor, realizado no auditório da FIA pela Rede Brasil de Jornalistas Agro. Ela integrará a mesa “Storytelling de Impacto: Como Engajar em Tempos de Saturação Digital e onde está na Nova Audiência”, ao lado de outros profissionais da comunicação. O debate terá como foco as novas estratégias para engajamento em um cenário de excesso de informações, explorando como as narrativas podem ser construídas para alcançar públicos cada vez mais fragmentados. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da Fia. Inscreva-se

Quem é Angélica Mari, da Futuros Possíveis ao palco do Diálogos Agrojor

Angélica Mari é cofundadora e CEO da Futuros Possíveis, plataforma criada em 2022 que se dedica à produção de inteligência e dados sobre futuros a partir de uma perspectiva diversa e inclusiva. A iniciativa promove debates, eventos e experiências que conectam especialistas e público em torno de temas estratégicos de inovação e transformação digital. Também cria conteúdos próprios, como podcasts e videocasts semanais, discutindo tendências que influenciam diferentes áreas da sociedade e da economia. Em agosto de 2025, passou a integrar a equipe global da Forbes.com como Senior Contributor em Ciência, posição em que analisa notícias e tendências emergentes pelo olhar da ciberpsicologia. Esse campo examina como a tecnologia digital molda emoções, comportamentos e processos cognitivos. Sua atuação contempla tópicos como a influência dos algoritmos das redes sociais sobre humor e escolhas, os fatores psicológicos ligados à dependência tecnológica, o impacto da inteligência artificial sobre o bem-estar e a construção de identidades virtuais em comparação com relações presenciais. Desde novembro de 2024, atua como organizer e curadora licenciada do TEDxGuararema, evento local inspirado no formato TED, que busca difundir ideias transformadoras. Nessa função, lidera a curadoria de palestras e conteúdos, além de fomentar conexões comunitárias que reúnem ciência, tecnologia, cultura e sociedade. No mesmo período, tornou-se também conselheira da Rede Líderes Digitais, organização formada por executivos que conduzem a inovação digital no Brasil, com foco em práticas responsáveis e de impacto. Sua trajetória empresarial inclui a fundação da Manas, agência de comunicação lançada em 2017. A empresa presta serviços a companhias de tecnologia em tradução, ghostwriting, treinamento de porta-vozes e coaching de comunicação. Além de atender clientes de diferentes portes, a Manas se estabeleceu como espaço de acolhimento e recolocação de mulheres que buscam oportunidades no setor de tecnologia, ampliando a diversidade em um campo historicamente desigual. A carreira jornalística de Angélica soma mais de vinte anos em veículos do Brasil e do exterior. Entre 2018 e 2025, foi Senior Contributor em Enterprise Tech na Forbes, cobrindo inovação, políticas públicas e estratégias digitais no país. Entre 2019 e 2024 colaborou com a BBC, em programas como Click, Tech Life e Digital Planet, trazendo análises sobre temas como reconhecimento facial, inclusão digital e regulação de tecnologias emergentes. Entre 2019 e 2021 foi colunista da Forbes Brasil, onde inaugurou a editoria Forbes Tech e participou de projetos especiais como a edição Afrofuturo de 2021. No campo editorial, foi executive editor do portal Startups em 2022, responsável pela gestão de conteúdo e novos negócios. Antes, atuou por quase uma década como editora colaboradora do ZDNet Brasil, produzindo análises sobre inovação tecnológica e negócios. Também colaborou com veículos como Bloomberg Línea, TechTarget, diginomica, Huffington Post e Cleantech Investor. Sua experiência internacional inclui mais de dez anos em Londres. Entre 2010 e 2022 foi editora associada da Computer Weekly, a mais antiga revista de TI do mundo, liderando a conferência UKtech50 e gerenciando a comunidade CW500 Club. Atuou como repórter sênior da Computing, editora da publicação de private equity Unquote e colaboradora da revista cultural Le Cool. Nessas posições, participou de projetos editoriais e eventos que conectavam inovação tecnológica, negócios e liderança. Autora e coautora de diferentes livros, publicou Reboot: Leading IT in the Information Age (2010) e Quem Mexeu no Meu Emprego? (2012). Colaborou em guias de viagem da Fodor’s Travel e em títulos sobre gastronomia e cultura. Em 2013 fundou o coletivo Gift Brazil, iniciativa voltada à valorização do artesanato brasileiro no exterior, com a proposta de promover impacto social, geração de renda e inclusão digital em comunidades artesãs. Com uma trajetória que integra jornalismo, empreendedorismo, curadoria e pesquisa, Angélica Mari atua no cruzamento entre tecnologia, comunicação e cultura digital. No próximo dia 4 de outubro de 2025, estará em São Paulo para participar do 3º Diálogos Agrojor, realizado no auditório da FIA pela Rede Brasil de Jornalistas Agro. Ela integrará a mesa “Storytelling de Impacto: Como Engajar em Tempos de Saturação Digital e onde está na Nova Audiência”, que reunirá especialistas e profissionais da comunicação para discutir novas formas de engajamento e construção de narrativas em um ambiente marcado pela sobrecarga de informações. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da Fia. Os seguintes veículos são parceiros de mídia: AgFeed, DBO, Domínio Rural, Forbes Brasil, Globo Rural, Notícias Agrícolas e O Campo em Notícia. Inscreva-se

Quando a pauta vira negócio e os bastidores da carreira freelancer

O jornalismo agro internacional vive uma contradição permanente: nunca houve tanta demanda por informação especializada. Ao mesmo tempo, nunca foi tão desafiador construir uma carreira financeiramente viável como freelancer como nos dias atuais. Essa foi a tônica do webinar promovido pela Federação Internacional de Jornalistas Agro (IFAJ), intitulado De pitch ao contracheque: fazendo o freelancer funcionar. O encontro, mediado pelo argentino Addy Rossi, vice-presidente da entidade, reuniu três profissionais que acumulam experiências em diferentes continentes: a sul-africana Lindi Botha, a brasileira Sarah Kirchhof e o alemão Christian Mühlhausen. A primeira questão que surgiu foi a mais objetiva: é possível viver de jornalismo freelancer? Sarah contou que sua mudança para a Alemanha, motivada pela carreira do marido, forçou uma reorganização profissional. Ela passou a dividir o jornalismo com trabalhos de comunicação e de mestre de cerimônias em eventos do setor agro. “Eu moro na Europa, mas com uma conexão direta com o meu país de origem. Posso dizer que sim, é viável, mas há desafios, com certeza. É importante pesquisar o custo de vida e planejar uma reserva mínima para os primeiros meses até que a renda se estabilize.” Christian, com mais de três décadas na profissão, encontrou no equilíbrio entre texto e fotografia uma forma de sustentar sua independência. “Descobri rapidamente que se eu vender uma história junto com fotos, ganho mais do que apenas com o texto. Essa combinação é o que me permite viver do trabalho.” Ele construiu um banco de imagens que hoje responde por metade de sua receita, com clientes que buscam conteúdos agrícolas, florestais e ambientais em escala internacional. “Mesmo quando estou fora do escritório, a base gera retorno. Esse é meu maior ativo.” Lindi foi clara ao apontar que o pânico inicial faz parte da trajetória. “Nos primeiros anos, você entra em desespero porque a renda é incerta. É importante projetar três ou quatro meses à frente para decidir se vale aceitar ou recusar um novo projeto.” Para ela, a diversificação é essencial: “Trabalhos de comunicação garantem retorno estável e permitem planejar. Só com jornalismo puro, é difícil sustentar.” O perfil do freelancer e as armadilhas do caminho Se a viabilidade depende de planejamento, a sustentabilidade passa pelo perfil. Sarah acredita que coragem é o primeiro requisito. “A primeira coisa é não ter medo. É preciso abertura a desafios, planejamento e uma rede de contatos sólida.” Christian reforçou que 50% do que conquistou veio da sua rede. “Para ser freelancer é uma questão de coração. Eu poderia ganhar mais em outra função, mas decidi há 20 anos que preferia trabalhar por conta própria. Nunca me arrependi.” Lindi ressaltou a confiabilidade como traço decisivo. “Estou convencida de que ainda tenho trabalho porque entrego no prazo e sigo o briefing. O editor não quer ouvir sobre problemas pessoais, só precisa da história pronta. O freelancer precisa ser um resolvedor de problemas.” Mas nem tudo é técnica. Há armadilhas que comprometem a reputação e o futuro. Sarah lembrou que, em uma carreira internacional, não se deve esperar reconhecimento imediato. “Ganhar a confiança da sua fonte pode levar muito tempo. É preciso paciência.” Christian foi direto ao falar de finanças: “Não confunda retorno com lucro. Como freelancer, você precisa cuidar de saúde, aposentadoria e impostos. Isso não pode ser esquecido.” Já Lindi destacou o risco de aceitar trabalho em excesso e perder qualidade. “Se você falha com um editor, ele não usará você de novo. Reputação é tudo.” As perguntas do público ampliaram o debate. Sobre como precificar o trabalho, Lindi foi pragmática: “A mídia está sob forte pressão e paga cada vez menos. O risco é ceder e cobrar abaixo do valor real. É preciso resistir e não se subestimar.” Christian acrescentou que a negociação deve considerar também o volume. “Às vezes não consigo aumento, mas se um editor aceita comprar dez fotos em vez de duas, o ganho compensa.” A chegada da inteligência artificial também entrou na pauta. Christian disse que vê a ferramenta como aliada. “Uso para levantar nomes de empresas ou para revisar um texto e identificar pontos a melhorar. Como freelancer, muitas vezes não recebemos feedback, e a IA ajuda a suprir essa lacuna.” Mas se há algo que os três concordaram é que o segredo da continuidade está na capacidade de se manter visível. Lindi defendeu o uso disciplinado das redes. “Não é preciso postar todos os dias, mas mostrar que você está ativo gera confiança. Muitas vezes, o boca a boca abre portas.” Christian contou que até pequenos registros no Facebook de sua agência funcionam como vitrine. “Quando clientes veem que estou em campo, reconhecem que continuo ativo. Isso gera novos trabalhos.” Sarah destacou que criou um site para reunir seu portfólio e facilitar a apresentação a potenciais clientes. “É preciso se expor, seja online ou pessoalmente. Essas conexões fazem diferença.” Para Lindi, o real futuro do jornalismo freelancer está em acreditar que apesar da retração do mercado editorial, sempre haverá espaço. “Sempre será necessário alguém que vá a uma fazenda e conte a história em primeira mão. Há coisas que a inteligência artificial não pode substituir.” Sarah reforçou que a IFAJ, ao organizar eventos como este, cumpre papel central de apoiar freelancers, gerando conexões e compartilhando práticas. Christian encerrou lembrando que congressos e encontros internacionais continuam sendo um dos pilares para sustentar a rede global. “O mais importante é que possamos nos encontrar, compartilhar experiências e manter vivas as conexões que garantem trabalhos em diferentes partes do mundo.” Para eles, ser freelancer no jornalismo agro tem sido mais que uma ocupação, é uma escolha de vida. Exige disciplina, coragem, habilidade de se reinventar e a consciência de que reputação, rede e confiança valem tanto quanto qualquer contrato assinado. E que, apesar da retração do mercado editorial, sempre haverá espaço. “Sempre será necessário alguém que vá a uma fazenda e conte a história em primeira mão. Há coisas que a inteligência artificial não pode substituir”, disse Lindi. Sarah reforçou que a IFAJ, ao organizar eventos como este, cumpre papel central

Às vésperas da COP 30, workshop da Agrojor debate agricultura e os desafios climáticos com o prof. Cerri, da Esalq

Na próxima terça-feira, 09 de setembro, às 14h, a Rede Agrojor promove mais uma edição de seu Workshop, desta vez aberto a associados e não associados. O encontro, que conta com o apoio da Bayer, tem como tema: “Agricultura e o Desafio Climático”. O convidado é Carlos Eduardo Cerri, Professor Titular da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”) e Diretor do CCARBON/USP (Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical). Com sólida trajetória acadêmica e científica, o prof. Cerri é referência internacional em mudanças climáticas e sustentabilidade. Graduado em Engenharia Agronômica pela ESALQ/USP (1997), mestre em Solos e Nutrição de Plantas (1999) e doutor em Ciência Ambiental pelo CENA/USP (2003), ele atua há mais de 25 anos em pesquisas sobre sequestro de carbono no solo, emissões de gases de efeito estufa e dinâmica da matéria orgânica em sistemas agropecuários. Sua atuação também abrange áreas estratégicas como modelagem matemática, mercado de créditos de carbono, aquecimento global e mudanças climáticas. Reconhecido pela relevância de seus estudos, Cerri figura entre os cinco brasileiros na lista da Agência Britânica Reuters que reúne os cientistas climáticos mais influentes do mundo. O Workshop “Agricultura e o Desafio Climático” objetiva promover reflexões práticas sobre o papel da agricultura diante do desafio climático e discutir como ciência, inovação e gestão contribuem para uma produção agropecuária mais sustentável e alinhada às demandas globais. A participação é gratuita e o encontro acontecerá via Zoom.

De pitch ao contracheque: fazendo o freelancer funcionar

No dia 4 de setembro, a IFAJ (Federação Internacional de Jornalista Agro) promove um workshop com  a presença de uma jornalista brasileira, a Sara Kirchhof, membro da Rede Agrojor.  O tema é instigante.  Está pensando em dar o salto para o trabalho de freelancer ou já está navegando nessa jornada? Participe desse webinar online da IFAJ sobre como construir uma carreira freelancer de sucesso no jornalismo agropecuário. O painel vai abordar as grandes questões: como saber se o freelancer é financeiramente viável? Quais traços de personalidade diferenciam os freelancers de sucesso? Quais armadilhas devem ser evitadas? E, mais importante, como garantir um fluxo constante de trabalho e renda? Quer esteja considerando atuar como freelancer em tempo integral, ou buscando aprimorar sua abordagem, esta roda de conversa internacional trará insights práticos e conselhos aplicados do mundo real. O webinar está sendo organizado pelo Comitê de Desenvolvimento Profissional da IFAJ. Clique aqui e se inscreva Confira quem são os participantes Anfitrião: Addy Rossi, Vice-Presidente da IFAJ Addy Rossi é jornalista argentino e vice-presidente da IFAJ. Com anos de experiência cobrindo agricultura e desenvolvimento rural em diversos meios, ele traz uma perspectiva global para a profissão. Addy será o anfitrião do painel, conduzindo a discussão sobre como construir uma carreira freelance de sucesso no jornalismo agropecuário. Convidados: Lindi Botha — Jornalista de Impressos, África do Sul Lindi Botha é jornalista agropecuária da África do Sul com ampla experiência em mídia impressa e em comunicações no setor agrícola. Como colaboradora e editora de várias publicações agropecuárias locais e internacionais, construiu sua carreira contando as histórias de agricultores, empresas do agronegócio e comunidades rurais. Com base em sua própria trajetória como freelancer, Lindi vai compartilhar percepções sobre as oportunidades e os desafios do trabalho independente em comunicação agropecuária. Christian Mühlhausen — Jornalista Agropecuário, Alemanha Christian Mühlhausen atua como repórter nacional e internacional há mais de duas décadas, tanto em texto quanto em imagens. Seu trabalho aparece principalmente em veículos de mídia agropecuária na Alemanha, mas também em outros países europeus, assim como em jornais diários regionais. O núcleo de seu trabalho é a agência de fotos Landpixel, fundada em 2005, que hoje reúne 200 mil imagens agropecuárias de todo o mundo, utilizadas por veículos nacionais e internacionais, agências, associações e empresas. O canal da Landpixel no YouTube tem 38.500 usuários. Ele estreou na IFAJ em 2011 na conferência em Guelph (CA) como “Young Leader” e desde então participa de todas as conferências. Christian também administra seu próprio negócio agropecuário e florestal. Sara Kirchhof— Jornalista de Broadcast, Brasil Correspondente internacional freelancer com formação em Comunicação Social, Sara tem experiência em televisão, rádio, assessoria de imprensa e eventos. Participou da cobertura da COP-26 na Escócia em 2021 e do Fórum Econômico Mundial de 2025 em Davos. Outras coberturas internacionais incluem a Royal Agricultural Winter Fair no Canadá, a World Dairy Expo nos Estados Unidos e países como Tailândia, Japão, Alemanha, Polônia, Portugal e Bélgica. Trabalhou como assessora de imprensa em diversas organizações e atua como repórter freelance em Hamburgo, Alemanha.