Reputação Digital

Diálogos Agrojor 2025 aprofunda o debate sobre os rumos da comunicação

O 3º Diálogos Agrojor, promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), reuniu no sábado, 4 de outubro, cerca de 100 jornalistas que atuam no agro em redações, assessorias e empresas para uma imersão nos dilemas e oportunidades da comunicação contemporânea. O encontro aconteceu no auditório da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet, consolidando-se como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do jornalismo no agro. A terceira edição reafirmou a vocação do evento como espaço de encontro entre profissionais que acreditam na força da comunicação como agente de transformação e sustentabilidade do agronegócio e da sociedade. Em formato híbrido, o evento teve como eixo central os novos desafios de engajamento em tempos de excesso de informação. A programação foi estruturada em três mesas temáticas que abordaram diferentes perspectivas sobre o papel do comunicador diante da fragmentação das audiências, da ascensão de novas tecnologias e da pressão crescente pela construção de reputações sólidas. A abertura contou com a presença da presidente da Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera Ondei, que destacou a importância de fortalecer o pensamento crítico e o diálogo entre diferentes áreas do ecossistema da comunicação. “Vivemos uma era em que a atenção é o ativo mais disputado. O Diálogos Agrojor é um espaço para refletir sobre como podemos gerar impacto e relevância sem abrir mão da profundidade”, afirmou. Na primeira mesa, “Storytelling de Impacto: como engajar em tempos de saturação digital e onde está a nova audiência”, Cristiane Barbieri, repórter especial do Estadão, e Angélica Mari, jornalista e cofundadora da Futuros Possíveis, exploraram as formas de conectar narrativas jornalísticas a públicos que se informam em múltiplas plataformas. As convidadas defenderam a escuta ativa, a experimentação e o uso responsável das tecnologias como caminhos para reconstruir vínculos de confiança com a audiência. “Estamos diante de um cenário de pulverização da atenção e, dentro disso, você vai criando tribos digitais, nichos culturais e algoritmos que capturam a atenção das pessoas e formam bolhas. Então o grande desafio é poder comunicar e contar histórias simultaneamente para todos esses segmentos de audiência, de uma forma autêntica, verdadeira e com credibilidade”, disse Angélica Mari. “Gente gosta de gente. O que dá mais audiência? Celebridades e esportes é isso que chama o leitor. Então, como é que a economia vai chamar esse leitor? Com emoção”, afirmou Cristiane Barbieri.A jornalista ressaltou que, para despertar o interesse do público, mesmo temas técnicos e econômicos precisam ser apresentados com humanidade e emoção, aproximando a informação da experiência cotidiana das pessoas. A segunda mesa, “Narrativas Imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, trouxe o consultor e pesquisador Paulo Silvestre e o diretor do Canal UOL, Antoine Morel. Mediados por Mariana Grilli, apresentadora do Hora H do Agro, os debatedores mostraram como novas linguagens digitais podem ampliar a experiência do público e renovar o interesse por conteúdos informativos. Foram discutidas as possibilidades da inteligência artificial, da gamificação e do áudio como plataformas de engajamento e aprendizado. “Precisamos estar atentos e abertos ao novo. Não quer dizer que vai dar certo, mas precisamos estar predispostos a fazer essa mudança. O jornalismo precisa mudar a sua linguagem e a linguagem não é só palavras. Linguagem é o que você usa, o jeito que você faz e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com o nosso público”, afirmou Paulo Silvestre. “Estamos em um momento de novas narrativas e, mais do que isso, de entender como a gente distribui e compreende o ecossistema pelo qual estamos construindo seja vídeo, texto ou áudio. Vivemos uma época de cocriação e é um momento de perceber que a própria realidade está sendo cocriada, e isso tem muita influência da inteligência artificial”, destacou Antoine Morel. Encerrando o evento, a mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” reuniu Fábio Santos, presidente da Abracom e CEO da CDN, e Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil. Sob mediação de Mariele Previdi, diretora da Rede Agrojor, o debate analisou os riscos e responsabilidades das marcas e dos comunicadores diante da velocidade das redes. A discussão ressaltou a necessidade de coerência entre propósito e prática, além do papel estratégico da comunicação na gestão de crises e na construção de legitimidade. “Muitas empresas olham para as redes sociais apenas como um canal de captura de lead e não trabalham sua reputação nesses ambientes. Quando tropeçam, lembram que só gerar lead não é o suficiente para sobreviver a certas crises e proteger sua reputação a médio e longo prazo”, observou Fábio Santos. “Vejo como tendência um investimento em canais próprios. Ter um controle maior e transformar cada vez mais esses canais em meios poderosos de comunicação é algo que já observo em vários lugares”, completou Pablo Toledo. O Diálogos Agrojor 2025 contou com patrocínios de Syngenta, Corteva, Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio institucional do Pensa/FIA e da Almagrino. Mais do que um evento, o encontro reafirmou o compromisso da Rede Agrojor em promover espaços de troca e aprendizado, fortalecendo a atuação dos comunicadores do agro em um cenário cada vez mais dinâmico e digital.

Quem é Pablo Toledo, da BYD Brasil, um encontro marcado no Diálogos Agrojor

Pablo Toledo construiu uma trajetória sólida no jornalismo e na comunicação corporativa, com passagens por algumas das principais redações brasileiras e hoje ocupa a posição de diretor de Marketing e Comunicação da BYD Brasil. À frente da estratégia de comunicação da empresa desde abril de 2023, com base em São Paulo, atua no fortalecimento da marca em um mercado de mobilidade em rápida expansão e que exige posicionamento claro em temas como inovação, sustentabilidade e relacionamento com a sociedade. No dia 4 de outubro, Toledo será um dos debatedores na mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” no 3º Diálogos Agrojor, que acontece em formato híbrido no auditório da FIA, em São Paulo.  Com mais de duas décadas de atuação em jornalismo e comunicação, Toledo transita entre a prática editorial, a gestão de equipes e o planejamento estratégico de marcas e empresas. É mestre pela Columbia University Graduate School of Journalism, em Nova York, em Televisão. Foi bolsista Maria Moors Cabot, distinção concedida a estudantes latino-americanos com destaque acadêmico e profissional. Sua carreira teve início no Grupo Bandeirantes de Comunicação em 1997, onde permaneceu por mais de cinco anos como repórter do telejornal noturno, cobrindo temas de saúde, meio ambiente e política nacional. A experiência como repórter de rua foi fundamental para moldar a visão jornalística que o acompanharia em toda a trajetória, marcada pelo rigor na apuração e pela busca de narrativas consistentes. Em 2002, aceitou o desafio de trabalhar em Angola como editor-chefe da Televisão Pública de Angola (TPA). Durante um ano e meio, coordenou a produção do programa semanal “Nação Coragem”, liderando equipes de repórteres e cinegrafistas em um país que vivia um momento decisivo de reconstrução social e política. A experiência internacional foi determinante para consolidar sua atuação como gestor de equipes jornalísticas em cenários complexos. De volta ao Brasil, seguiu no Grupo Bandeirantes como correspondente em Nova York, entre 2005 e 2006, período em que acumulou as funções de repórter, produtor e editor. Pouco depois, em 2006, passou a integrar a Editora Abril como gerente de vídeo digital, liderando a produção e a capacitação de repórteres em técnicas de audiovisual, quando as redações ainda davam os primeiros passos na transição para o ambiente online. A partir de 2007, ingressou na Record TV, onde desenvolveu a maior parte de sua carreira executiva. Primeiro como editor executivo, coordenou durante quase quatro anos a produção e a pós-produção de programas de jornalismo investigativo e estilo de vida. Em 2011, assumiu o cargo de editor-chefe da emissora, função que ocupou por oito anos, consolidando sua experiência em gestão editorial. Em 2019, tornou-se gerente de redação, cargo em que permaneceu até 2023, liderando uma das maiores estruturas jornalísticas do país e respondendo por planejamento editorial e estratégia de conteúdo. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da FIA Business School e da Almagrino. Inscreva-se no Diálogos Agror

Quem é Paulo Silvestre Jr, doutor em digital e agitador em “O Macaco Elétrico”

Paulo Fernando Silvestre Jr. é mestre e doutorando em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. Atua como pesquisador em inteligência artificial, professor, jornalista, consultor e articulista. Desde 2015 é consultor, conduzindo projetos de transformação digital voltados a empresas e profissionais. Desenvolve palestras, workshops e cursos sobre reputação digital e uso estratégico da cultura digital nos negócios, além de prestar consultoria em comunicação e media training. Com uma trajetória que conecta jornalismo, tecnologia, ensino e consultoria, ele construiu um percurso sólido no debate sobre transformação digital, inteligência artificial e reputação. No dia 4 de outubro, Paulo Silvestre participa do 3º Diálogos Agrojor, no auditório da FIA, em São Paulo, em formato híbrido. Ele fará parte da mesa “Narrativas Imersivas: Realidade Aumentada, Podcasts e o Futuro do Conteúdo”, que reunirá profissionais de mídia para discutir comunicação, reputação e novas linguagens em tempos digitais. Desde 2009, Paulo Silvestre escreve o blog “O Macaco Elétrico”, no Estadão, dedicado a cultura digital, educação, comunicação e marketing. Mantém também, desde 2019, uma coluna no IT Forum, com artigos e vídeos sobre experiência do cliente, transformação digital e tendências de mídia. Entre 2017 e 2023 foi influenciador digital da SAP, participando de eventos no Brasil e no exterior e produzindo conteúdos sobre soluções digitais corporativas. Na área acadêmica, é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo desde 2011, responsável por cursos de extensão e disciplinas em transformação digital, comunicação estratégica e experiência do cliente. Em 2015 passou a lecionar também na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em programas de pós-graduação em marketing e comunicação digital. Foi professor em instituições como ESPM, Universidade Metodista e IED Brasil, em disciplinas ligadas a comunicação, design e jornalismo. No setor corporativo, ocupou posições de liderança em inovação e conteúdo. Entre 2017 e 2020 foi diretor de inovação e projetos na agência Drift Digital. De 2012 a 2015 atuou como gerente de e-commerce da Samsung, onde estruturou a estratégia digital da companhia no Brasil. Também trabalhou como editor de produtos digitais da Microsoft em 2012, adaptando aplicativos do Windows 8 para o mercado brasileiro. Entre 2010 e 2012, foi gerente de produtos digitais do Estadão, liderando a digitalização completa do acervo do jornal desde 1875. De 2007 a 2010 foi gerente-sênior de conteúdo digital da Saraiva, criando uma unidade de negócios para materiais educacionais digitais. Na Editora Abril, entre 2005 e 2007, foi gerente de produtos digitais da Exame, responsável pela reformulação do portal e pelo crescimento da audiência. Entre 1999 e 2005 atuou na AOL Brasil como gerente de produto, conduzindo versões nacionais de ferramentas como AOL Search, AOL Mail e AOL Instant Messenger. Antes, no UOL, entre 1995 e 1999, foi produtor técnico, participando da criação do portal a partir da FolhaWeb, serviço pioneiro da Folha de S.Paulo. Em sua carreira no jornalismo começou, entre 1993 e 1995, como repórter e editor da Folha de S.Paulo, responsável pela criação das primeiras versões digitais do jornal. Entre 1991 e 1998 atuou como editor-chefe da Folha Cultural, publicação regional que cobria cultura, ciência, negócios e educação. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da Fia e da Almagrino. Inscreva-se Para participar, clique aqui

Quem é Angélica Mari, da Futuros Possíveis ao palco do Diálogos Agrojor

Angélica Mari é cofundadora e CEO da Futuros Possíveis, plataforma criada em 2022 que se dedica à produção de inteligência e dados sobre futuros a partir de uma perspectiva diversa e inclusiva. A iniciativa promove debates, eventos e experiências que conectam especialistas e público em torno de temas estratégicos de inovação e transformação digital. Também cria conteúdos próprios, como podcasts e videocasts semanais, discutindo tendências que influenciam diferentes áreas da sociedade e da economia. Em agosto de 2025, passou a integrar a equipe global da Forbes.com como Senior Contributor em Ciência, posição em que analisa notícias e tendências emergentes pelo olhar da ciberpsicologia. Esse campo examina como a tecnologia digital molda emoções, comportamentos e processos cognitivos. Sua atuação contempla tópicos como a influência dos algoritmos das redes sociais sobre humor e escolhas, os fatores psicológicos ligados à dependência tecnológica, o impacto da inteligência artificial sobre o bem-estar e a construção de identidades virtuais em comparação com relações presenciais. Desde novembro de 2024, atua como organizer e curadora licenciada do TEDxGuararema, evento local inspirado no formato TED, que busca difundir ideias transformadoras. Nessa função, lidera a curadoria de palestras e conteúdos, além de fomentar conexões comunitárias que reúnem ciência, tecnologia, cultura e sociedade. No mesmo período, tornou-se também conselheira da Rede Líderes Digitais, organização formada por executivos que conduzem a inovação digital no Brasil, com foco em práticas responsáveis e de impacto. Sua trajetória empresarial inclui a fundação da Manas, agência de comunicação lançada em 2017. A empresa presta serviços a companhias de tecnologia em tradução, ghostwriting, treinamento de porta-vozes e coaching de comunicação. Além de atender clientes de diferentes portes, a Manas se estabeleceu como espaço de acolhimento e recolocação de mulheres que buscam oportunidades no setor de tecnologia, ampliando a diversidade em um campo historicamente desigual. A carreira jornalística de Angélica soma mais de vinte anos em veículos do Brasil e do exterior. Entre 2018 e 2025, foi Senior Contributor em Enterprise Tech na Forbes, cobrindo inovação, políticas públicas e estratégias digitais no país. Entre 2019 e 2024 colaborou com a BBC, em programas como Click, Tech Life e Digital Planet, trazendo análises sobre temas como reconhecimento facial, inclusão digital e regulação de tecnologias emergentes. Entre 2019 e 2021 foi colunista da Forbes Brasil, onde inaugurou a editoria Forbes Tech e participou de projetos especiais como a edição Afrofuturo de 2021. No campo editorial, foi executive editor do portal Startups em 2022, responsável pela gestão de conteúdo e novos negócios. Antes, atuou por quase uma década como editora colaboradora do ZDNet Brasil, produzindo análises sobre inovação tecnológica e negócios. Também colaborou com veículos como Bloomberg Línea, TechTarget, diginomica, Huffington Post e Cleantech Investor. Sua experiência internacional inclui mais de dez anos em Londres. Entre 2010 e 2022 foi editora associada da Computer Weekly, a mais antiga revista de TI do mundo, liderando a conferência UKtech50 e gerenciando a comunidade CW500 Club. Atuou como repórter sênior da Computing, editora da publicação de private equity Unquote e colaboradora da revista cultural Le Cool. Nessas posições, participou de projetos editoriais e eventos que conectavam inovação tecnológica, negócios e liderança. Autora e coautora de diferentes livros, publicou Reboot: Leading IT in the Information Age (2010) e Quem Mexeu no Meu Emprego? (2012). Colaborou em guias de viagem da Fodor’s Travel e em títulos sobre gastronomia e cultura. Em 2013 fundou o coletivo Gift Brazil, iniciativa voltada à valorização do artesanato brasileiro no exterior, com a proposta de promover impacto social, geração de renda e inclusão digital em comunidades artesãs. Com uma trajetória que integra jornalismo, empreendedorismo, curadoria e pesquisa, Angélica Mari atua no cruzamento entre tecnologia, comunicação e cultura digital. No próximo dia 4 de outubro de 2025, estará em São Paulo para participar do 3º Diálogos Agrojor, realizado no auditório da FIA pela Rede Brasil de Jornalistas Agro. Ela integrará a mesa “Storytelling de Impacto: Como Engajar em Tempos de Saturação Digital e onde está na Nova Audiência”, que reunirá especialistas e profissionais da comunicação para discutir novas formas de engajamento e construção de narrativas em um ambiente marcado pela sobrecarga de informações. O  3º Diálogos Agrojor tem o patrocínio Ouro da Syngenta. O patrocínio Prata é da Corteva e no patrocínio Bronze estão Bayer, Cargill, Elanco e Yara. Com apoio da Fia. Os seguintes veículos são parceiros de mídia: AgFeed, DBO, Domínio Rural, Forbes Brasil, Globo Rural, Notícias Agrícolas e O Campo em Notícia. Inscreva-se