IA vai trazer desafios, diz Ana Tex em evento da Rede Agrojor. Saiba quais

“Hoje, a gente pode ver a inteligência artificial como um copo meio vazio ou meio cheio, porque ela vai trazer vários desafios para a gente.” A frase é de Ana Tex, dita nesta quarta-feira (13/11), na abertura do workshop “Inteligência Artificial Aplicada ao Jornalismo”, promovido pela Rede Agrojor e exclusivo aos seus associados.  Ana Tex é um fenômeno nas redes sociais, com mais de 1 milhão de seguidores, especialista em estratégias de comunicação e assessoria às empresas, organismos e instituições.

Ela deu um cenário dos instrumentos disponíveis pela IA (Inteligência Artificial), destacando a mais influente ferramenta dos dias atuais, o ChatGPT, o chatbot da OpenAI.  No mês passado, a empresa norte-americana anunciou que o ChatGPT atingiu globalmente 250 milhões de usuários ativos semanais, ante 200 milhões registrados em agosto. “Acredito que todas as profissões vão ter de se reinventar com a IA. Com ela, a gente passa a ter mais poder de criar novas soluções”, afirma. “Muito provavelmente, uma pessoa que é jornalista hoje pode criar várias outras soluções para os clientes, ou como vou me comunicar melhor, ou como vou fazer a minha empresa de comunicação crescer.” 

Para a jornalista Flávia Tonin, uma das organizadoras e que conduziu o workshop, é preciso ter a mente aberta e usar ferramentas a nosso favor. “Já tem gente usando e nós, como jornalistas, temos um ponto super forte, que é o poder de análise, de crítica, de levar esse conceito para a frente”, disse. “Temos um papel super importante de avançar com o conhecimento. A Ana Tex sempre falou muito, de uma forma muito democrática, sobre o uso da IA.”

Ana Tex mostrou caminhos para o aumento da produtividade, como criar e modelar “seus funcionários robôs”, a construção de produtos comerciais com a IA e também a construção de produtos digitais. No caso da produtividade, ela deu dicas, por exemplo, de algo que parece simples – mas que precisa de método –, de como melhorar o prompt, que é o texto ou instrução inicial utilizada para orientar a resposta gerada pela IA. Falou da importância da criação de documentos mestres, das funcionalidades – como a análise de imagens, integração de equipamentos, entre outros – e das interações por voz.  “O ChatGPT deve ser visto como um assistente pessoal. Ele vai te ajudar a escrever, organizar informação, gerar ideias e automatizar tarefas repetitivas”, diz.

Outro tópico que mereceu destaque foi a importância do uso de robôs para essas tarefas repetitivas. Mas, mais que isso, como criar os seus próprios robôs a partir dos documentos mestres e como a criatividade, a exploração e a configuração pessoal desses robôs vão exigir capacidades humanas de primeira ordem.  Ana mostrou como fluxogramas, organogramas e o que ela chama de “mapas de conteúdo” – um arranjo seu – a ajuda em suas tarefas. 

Dos participantes do workshop vieram questões colocadas a Ana Tex que fazem parte das rodas de conversa de grande parte dos jornalistas, entre eles os membros da Agrojor. Donário Lopes de Almeida, sócio-diretor da Neodigital, pontuou sobre o dilema de “falar que a gente tá usando a inteligência artificial” e que isso é uma discussão entre executivos do mundo inteiro. “Tem até um fenômeno chamado ciborgues negacionistas”, diz Almeida.  Joseani Mesquita Antunes, da comunicação da Embrapa Trigo, colocou na mesa o que hoje se discute sobre o direito de autoria da criação de imagens com a IA, tema na mesma linha de outro ponto levantado sobre direitos autorais e questões éticas.

Para completar a master class, Ana Tex colocou à disposição dos associados da Rede Agrojor, pelos próximos 15 dias, cinco horas de aulas que desdobram o conteúdo do workshop. Vera Ondei, presidente da Agrojor, destacou que os workshops continuam e que novidades vêm pela frente. “Continuamos com nossos workshops regulares, trazendo esses insights que são mesas de discussões importantes. E estamos em planejamento para 2025. Além do nosso Diálogos Agrojor 2025, está em gestão um projeto de oficinas ferramentais de jornalismo”, disse.

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